Educação, familia, Regresso às aulas, Rotinas

Escola nova … vida nova!

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Font: Pinterest

A entrada na escola para os mais pequenos ou a mudança para os mais crescidos, requer das famílias predisposição e estratégias para gerir esta fase!

A adaptação a qualquer mudança requer tempo, paciência e persistência. Especialistas na área comportamental afirmam ser necessários vinte e um dias para instalar uma mudança. Por mais complexo que seja o processo, desistir não é opção.

Já passei inúmeras vezes por este processo, em duas posições diferentes: como mãe e como educadora. Tenho duas experiências das quais retirei diferentes perspectivas. Quer de um lado, quer do outro sempre encontrei as mesmas necessidades e foi isso que me levou a partilhar este texto.

A adaptação à escola é um tema que dá “pano para mangas”. Esta fase traz consigo um acréscimo de responsabilidade e um misto de sentimentos e emoções.

Pais e filhos desde tenra idade são expostos a um teste de bravura e são-lhes exigidas competências, que em momento algum imaginaram.

À criança é exigido um esforço imensurável para gerir a ausência das figuras de referência, a distância física e o vazio emocional. Para ajudar os adultos desejam a pés juntos que não hajam birras nem “cenas”, especialmente até chegarem à escola. Para tal, alguns pais cedem à tentação de fazer promessas, a chantagens e negociações que em nada beneficiam um processo de mudança e de adaptação. Algumas crianças queixam-se de dores, fazem febre ou apresentação sintomas próprios de doença,

Aos pais, por sua vez, é exigido que se comportem adequadamente (como adultos que são), consigam despedir-se com facilidade, sejam fortes, cheguem a horas, que não se esqueçam dos materiais, que os deitem a horas, que transmitam calma e segurança, que não chorem, que mostrem confiança na escola, que não desistam ao primeiro sinal de medo ou desconfiança.

Mediante a minha experiência e formação, acredito que é possível uma adaptação tranquila e progressivamente consolidada se forem implementadas algumas estratégias facilitadoras. Assim é fundamental:

– Conversar com a criança sobre o tema ( esta é o início de todo o processo. Aqui a criança começa a pensar sobre o assunto);

Antecipar os momentos que vão chegar, através de treino de comportamentos possíveis. Com esta prática a criança tem a oportunidade de se preparar e ser preparada, sendo-lhe mostrado o que é esperado e de que forma pode gerir sentimentos e emoções;

Visitar a escola uns dias antes é uma ótima forma de tornar real o que possa ter sido falado, reforçando os pontos fortes do espaço e das pessoas (obviamente sendo verdade). As crianças sentem-nos e sabem se estamos a ser verdadeiros;

– Quando se inicia a adaptação à escola , caso existam condições para fazê-lo de forma gradual, o tempo de permanência deve aumentar dia após dia e nunca acontecer o contrário;

Permitir que a criança escolha um objeto para levar na mochila  ( os peluche, foto dos pais, brinquedo). Costumo utilizar uma estratégia que aprendi com uma educadora e que faz sucesso: preparar com a criança uma folha com foto dos pais, irmãos e/ou animais. Esta folha pode ficar na mochila para a criança rever sempre que sentir saudades. Está é uma estratégia de auto-regulação bastante eficaz;

– Nos primeiros quinze dias a um mês a criança deve manter uma rotina o mais tranquila possível, sem grandes eventos ou compromissos. Criar rotinas próximas do período escolar será o ideal;

Confiar na equipa da escola é meio caminho para o sucesso deste processo. Caso tenhas dívidas, pergunta. A partilha e a confiança são elementos fundamentais para o sucesso da integração e o bem-estar de pais e filhos.

Bom ano letivo!

 

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De volta à escola: O que fazer?

Para muitos esta semana será uma semana de regressos: a casa, à rotina, à escola e ao trabalho. Para algumas crianças será o regresso à escola e o reencontro com os amigos, para outras será o inicio de uma nova jornada, a entrada para a creche, pré-escolar  ou para o primeiro ano do ensino básico.

As mudanças são uma constante da vida e se as vemos como algo positivo, temos parte do sucesso garantido. Alterações que envolvem a dinâmica familiar, são delicadas e por isso requerem tempo para a sua interiorização, preparação adequada e adaptação gradual para pais e filhos.

O tempo é mestre nestes processos e a calma a sua assistente!

Se para nós que já somos “crescidos” não é fácil a “rentrée”, imagine-se o que isto significa para as crianças. Depois de dias, semanas ou meses descontraídos e em família, voltar à agitação de horários e compromissos não é tarefa fácil.

Um dos aspectos centrais especialmente para os mais pequenos é a separação física dos pais ou familiares próximos.

Por onde começar?

Visitar a escola uns dias antes, para conhecer os espaços e as pessoas que lá trabalham. Se tal não for possível passar no local e mostrar o edifício por fora. O importante é mostrar à criança que conhece o caminho e transmitir-lhe a mudança de forma positiva, mencionando aspetos (“esta escola tem muito espaço” , “já viste, fica mesmo perto da nossa casa”, ” As pessoas são muitos carinhosas”)

Conversar com a criança sobre a nova etapa ( “está quase a começar a escola!” ou “estás tão crescido(a) e vais ter muitos amigos” ) e reforçar os sentimentos que nutre por ela (“temos que estar um bocadinho longe uns dos outros, mas continuamos a  gostar de ti daqui até à lua”, “Vamos estar sempre contigo!”).

Envolver a criança na preparação da mochila e dos materiais. As crianças adoram ajudar e participar na escolha, etiquetagem e arrumação dos materiais.

Ler histórias sobre o tema e que permitam abordar os medos e inseguranças que ambos estão a sentir.

Voltar à rotina gradualmente (principalmente nos horários de deitar e acordar), para que o regresso às aulas e ao trabalho se dê com a maior tranquilidade possível. Respeitar o ritmo e a necessidade de cada criança é meio caminho andado para que tudo corra sobre rodas.

Encontrar estratégias para lidar com a ansiedade  e a preocupação excessiva é tarefa dos pais ( sugiro técnicas de Mindfulness). Como mãe, sei que o nosso coração fica apertado, bate a um ritmo louco e passamos o dia a pensar na hora do reencontro. O importante é termos a consciência que o comando está nas nossas mãos. Perder o controlo não é solução! As crianças sentem nas nossas ações e palavras se estamos tranquilos e seguros. Não adianta dizer uma coisa e estar a sentir outra. Demonstrar confiança na escola e nos seus profissionais é imprescindível. Aos poucos vai aprendendo a confiar  e sentir-se mais segura.

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Autonomia, Educação, familia, Parentalidade

Mãe, posso escolher a roupa?

IMG_0407Claro que sim, filha!

O desenvolvimento da criança traz consigo novos desafios para os pais. A autonomia é uma conquista necessária para que a criança se sinta competente e capacitada para fazer escolhas.

Enquanto pais ou educadores, devemos promover o desenvolvimento da autonomia e da independência, através de tarefas simples do dia-a-dia e acompanhar este processo. Numa primeira fase a criança emita o que vê e só depois começa a fazer tentativas Desde muito pequeninos podemos ensinar a criança a cuidar dos seus pertences, por exemplo, através da arrumação dos brinquedos. Também podemos apoiá-la ao nível da alimentação (uso adequado dos talheres), no vestir/despir/calçar, na higiene pessoal e incentivá-la a ajudar em tarefas diárias (fazer a cama, levar o lixo, pôr a mesa, arrumar as compras…).

Proteger a criança impedindo-a de desenvolver competências essenciais para a vida, é desresponsabilizá-la perante a própria vida!

A criança começa desde cedo a dar sinais desta necessidade. Deixem que vos diga, em algumas situações não levamos muito a sério a sua intenção ou determinação para fazer o que nós fazemos por elas e tão bem!

Confiar nos sinais que a criança nos dá e apoiá-la é determinante para o desenvolvimento da autonomia e de uma autoestima e autoconfiança positivas.

Nesta matéria, posso partilhar duas experiências diferentes. O meu filho sempre gostou que lhe fizéssemos as coisas e quando incentivado a fazê-las, tentava escapar-se. Na altura, filho único, super protegido e “multi assistido”. No entanto, à medida que foi crescendo incentivámo-lo a conquistar autonomia, dando-lhe condições para essa conquista. Já a minha filha, não sei se por ser o segundo filho e estarmos mais descontraídos, começou a querer fazer tudo sozinha muito cedo (pelo menos para mim!). Sempre demonstrou vontade em fazer as coisas, exibindo desejo de não depender de ninguém. A vontade de escolher a roupa foi um marco nesta área da autonomia. Confesso, que no não recebi muito bem esta necessidade, pois gosto muito das “toilettes pipis” (acho que me entendem!), mas aos poucos ela foi aprendendo e desenvolvendo o seu gosto pessoal, combinando cores e estilos dentro do razoável.  Hoje, com sete anos, está uma expert na matéria. É com muito orgulho que tenho o melhor de dois mundos, desfrutando dos desafios e conquistas de ambos.

Sejamos pais conscientes e atentos para saber dizer SIM à conquista da autonomia, não apenas com palavras, mas com o olhar, com aprovação, com confiança, com presença e principalmente com o nosso amor incondicional.

 

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Educação, Emoções, familia, infância, Maternidade, Mãe, Uncategorized

Mãe a 100%

                                           ❤️

Mãe uma palavra pequena no tamanho, mas grande no conteúdo.

São muitas as cores de uma mãe, muitas as suas caras, os tons de voz, os cheiros e os super-poderes.

Uma mãe é tudo o que lá couber!

Uma vez mãe, mãe para sempre…

Há quem diga que mãe há só uma… eu diria que há muitas mães dentro de uma mãe!

 

Ser 100% mãe é ser mãe a 100%:

É olhar com o coração, sentir com o cheiro, abraçar com olhar…

É caminhar sempre mais um pouco, é não desistir, é acreditar…

É proteger, é saborear cada minuto…

É ter esperança, é mostrar os caminhos, é deixar voar…

É respeitar as diferenças, compreender sem reservas…

É dar tempo, é dar espaço, é ensinar a sonhar…

É saber reconhecer os seus erros, saber dizer não..

É desculpar, amar incondicionalmente, dizer o que sente…

É ouvir sem limites, é falar em silêncio…

Ser 100% Mãe é o reflexo da vida de uma Mãe a 100%.

 

💗 Feliz dia da Mãe 💗

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crianças, Educação, familia, infância, Rotinas

Horário de verão: como ajudar as crianças nesta adaptação?

Este fim de semana chega ao fim o horário de inverno e abrimos as portas ao horário de verão.

Esta mudança de horário traz consigo alterações na rotina e ritmos das crianças e consequentemente das suas famílias. Não se admirem se a criança apresentar cansaço, falta de apetite, aumentar as birras (sim, eu sei que as birras são frequentes!) ou recusa para ir ou sair da cama. Podem existir outros cenários dependendo da criança e da dinâmica familiar.  Como pais, será importante ter esta consciência para agirmos com a flexibilidade e paciência necessária nesta fase. Às crianças é exigido um esforço adicional para esta adaptação, pois não possuem os mecanismos que nós adultos possuímos.  Para ajudá-las cá estamos nós, o seu porto seguro, o seu guia, a luz dos seus olhos!

Assim, vamos ao que interessa. Deixo-vos aqui dicas que considero imprescindíveis na integração/ajustes nas rotinas diárias:

SONO- No dia anterior deite a criança um pouco mais cedo e nos dias anterior vá ajustando o horário, tendo em conta o tempo que demora a adormecer. Como haverá luz até mais tarde, siga o ritual de fechar estores e janelas, no período que antecede a ida para a cama, para a criança entender que se está escuro é hora de dormir (especialmente crianças até aos cinco anos) e evitar despertar demasiado cedo ( é provável que aconteça).  Há, não permita que a criança durma de dia para compensar as alterações de sono à noite;

ALIMENTAÇÃO – é provável que a criança apresente perda de apetite ou recusa alimentar na primeira semana. Isto é expectável, pois terá que comer uma hora mais cedo. Na semana de adaptação evite alimentos pesados ou introdução de novos alimentos. Não force a criança a comer. Respeite o seu ritmo e os sinais que vai dando.

SAÚDE – Algumas crianças podem demonstrar sintomas que podem fazer crer que está doente. Será importante uma avaliação ponderada (registo de sintomas, tempratura…) para evitar a ida para o médico/ hospital sem necessidade. Em caso de dúvida ligue ao médico ou para a saúde 24.

ESCOLA – mantenha o horário de entrada e saída da escola, principalmente neste período de adaptação, pois qualquer mudança poderá confundir a criança. Igualmente será importante manter a rotina de quem leva e vai buscar. Comunicar com educadores/professores no que respeita a qualquer alteração/ajuste ou necessidade da criança é fundamental neste processo.

PASSEIOS AO AR LIVRE – Momentos de exposição solar e passeios ao ar livre facilitaram a os ajustes do relógio biológico da criança e dos pais.

PAIS – nesta fase é necessário que sejam pacientes, flexíveis e que preparem com atenção esta mudança.

A boa noticia é que com os dias maiores e mais sol terão mais tempo para estar juntos!

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Autonomia, crianças, Educação, familia, Rotinas

Quatro segredos sobre as rotinas

No contexto familiar é fundamental a adoção de estratégias que favoreçam a integração de rotinas. Para tal, os pais devem respeitar, com algum rigor, os horário referentes à alimentação, higiene e ao sono, para que a criança consiga criar um padrão equilibrado e sentir conforto e segurança.

Queres saber os meus segredos?

Segredo nº 1 – Introdução de horários na rotina da criança (deve ser gradual, flexível e ajustável)

Enquanto mãe acredito que devemos zelar por sermos bons modelos para os nossos filhos, porque aprendem essencialmente por imitação. Outra prática importante é a utilização de estratégias eficazes que respondam às necessidades dos filhos. Conhecê-los bem é fundamental para fazer ajustes na rotina.

Segredo nº 2 – Conhecer bem a criança e as suas reais necessidades (estas mudam consoante a fase de desenvolvimento e mesmo entre irmãos existem diferenças significativas)

Definir desde cedo, horários adequados de alimentação, higiene e sono, ensinam a criança a respeitar os seus ritmos biológicos e permitem maior adaptação às atividades diárias, sendo igualmente fortalecedoras das funções parentais. Outro aspecto relevante é a importância de envolver a criança na rotina e em tarefas de acordo com a sua idade.

Segredo nº 3 – Organizar horários e dá-los a conhecer à criança de forma verbal ou não verbal, através de rituais que antecedem determinados momentos do dia-a-dia (tomar banho antes do jantar, Dormir depois da história, brincar antes do banho).

Não existem dúvidas que as rotinas familiares são exigentes. Para muitos pais, a quem é atribuída uma missão “quase impossível” de levar a bom porto o seu barco, são sinónimo de stress e cansaço, para outros representam equilíbrio e tranquilidade.

Segredo n. 4 – Utilizar sempre a rotina a nosso favor, mesmo quando os horários se alteram ou surgem imprevistos.

 

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Educação, familia, Histórias, infância, Solidariedade

O prometido é devido!

A poucos dias do fim de mais um ano, aqui me encontro para partilhar convosco o resultado de um desafio surpreendente.

Há já alguns anos que mantenho uma relação próxima com a realidade do acolhimento de crianças. É uma resposta social existente há muitos anos, mas que muitos desconhecem, ou tendem a ignorar.

No início de dezembro criei um evento para recolha de produtos para as crianças do Centro de Acolhimento – Mão Amiga. Esta é uma casa que acolhe temporariamente 12 crianças (0-6anos), um espaço onde se privilegia a individualidade e os afetos. Neste contexto, assumem como compromisso ” Mudar a vida das crianças” preparando-as para um futuro melhor. Que ambição! Vale a pena conhecer esta realidade.

Posso afirmar que conseguimos o objetivo da recolha de várias dezenas de produtos e lá fomos muito contentes fazer a respetiva entrega. A entrega foi feita à Diretora Técnica, que muito agradeceu a iniciativa. De muitas coisas que partilhámos uma ecoou no meu coração e por isso aqui vai: “estas ajudas são vitais para a nossa atividade. O que nos trazem ajuda muito, no entanto como temos muitas crianças, acaba por dar para menos de um mês”.

Só assim se compreende a grandeza de pequenos gestos. Como já dizia a minha avó : “Onde todos ajudam, nada custa!”

Ajudar é muito gratificante, mas mais gratificante é perceber o que conseguimos com a ajuda!

O prometido é devido… aqui fica o meu obrigada a todos que colaboraram. Aos que não conseguiram fazer lançamos o desafio de o fazerem durante o ano que aí vem. ❤️

 

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