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Como ajudar a criança que tem medos?

No trabalho que desenvolvo com pais e crianças, surge com frequência a mesma questão: Como ajudar a criança a ultrapassar os seus medos?

Antes de mais será importante desmistificar que o medo é uma emoção básica e fundamental para a sobrevivência. No fundo, fazem parte do desenvolvimento natural da criança e surgem maioritariamente na primeira infância. Isto não invalida que, por circunstâncias especificas, ou alterações de vida, não possam surgir noutra idade. Os medos invadem o psíquico da criança e trazem à evidência sintomas e queixas que nem sempre são completamente compreendidas. As queixas mais frequentes são: dores de barriga, dores de cabeça, sensibilidade extrema, recusa alimentar ou perturbação do sono.

Como pais, sentimo-nos impotentes perante situações que não controlamos e ver a criança em sofrimento não é uma tarefa nada fácil. Na maioria das vezes assumimos atitudes ou comportamentos que visam a fuga ou camuflagem do medo, agindo a favor da nossa defesa emocional ( é ou não é?). Outras vezes na melhor das intenções de libertar a criança, tendemos a relativizar e ignorar o que a criança diz. Nesta situação é conveniente evitar rir ou desvalorizar as emoções da criança. Independentemente da nossa interpretação da situação, existe um medo que precisa ser cuidado, para ser bem gerido, integrado e ultrapassado. Assumirmos que ele existe e agir com naturalidade é uma excelente abordagem e meio caminho para encontrar uma solução. Afinal é isso que queremos!

A tua criança tem um medo que teima em ficar? Esse medo está a trazer consequências para o seu bem-estar físico ou emocional? Existem alterações ao nível do sono, alimentação ou aprendizagem?

O que já fizeste? Resultou?

Como Coach infantil e mãe posso dizer-te que existem formas eficazes de ajudar a criança. Aproveito esta partilha para te contar uma situação com a minha filha. Não sendo uma criança com muitos medos, no período inicial da 1ª temporada do confinamento, começou a pedir a presença para adormecer e a acordar a meio da noite, com sonhos maus. Durante o dia, ao conversámos sobre o que sentia, contou-me que havia um “monstro” debaixo da cama e que por isso tinha medo de estar ali sozinha. Aceitei como uma criança tudo o que me disse, liguei-me emocionalmente ao que sentia, mostrei compreensão e assumi que era algo normal e que transmiti-lhe também eu passei por isso em criança. Fiz-lhe algumas perguntas poderosas, brinquei com o tema ( ajudei-a a visualizar características do monstro… até teve direito nome). Por fim, partimos em busca da solução. Para isso fiz-lhe mais duas perguntas: Se fosses mágica, o que fazias para mandar o monstro embora? e o que podemos fazer aqui no quarto para que ele não entre mais? Em pouco tempo, tinhamos a solução: borrifar o chão em volta da cama, como liquido mágico ( que só as mães têm a formula H2O) para repelir o monstro e assim sentia o cheiro e nunca mais se poderia aproximar do quarto. Este método foi utilizado apenas nos três primeiros dias… Por incrível que pareça a partir deste dia este medo foi ultrapassado e as noites regressaram à normalidade.

Partilho aqui os primeiros passos para ajudares a tua criança ( estudei, apliquei e funcionou).

1- Ouve o que a criança diz com atenção plena ( com corpo, cérebro e coração)

2 – Valoriza o que diz ( sem julgar, desvalorizar, mostrando empatia)


3 – Observa as suas reações, emoções e comportamentos ( sem querer controlar, manipular ou condicionar)


4 – Mostra-lhe que juntos vão encontrar soluções para ultrapassar esse medo


5 – Contar histórias relacionadas com aquele medo e deixar que a criança participe

6- Faz-lhe perguntas poderosas. Por incrível que pareça as respostas, na maioria das vezes, estão no lado de dentro.

Acreditas que é possível? Precisas de ajuda.

https://www.amordeducacao.com/

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Rotinas pelos olhos da mãe

Como mãe tenho especial interesse nas temáticas que envolvem a educação parental. Desde o nascimento do primeiro filho que tive que ajustar rotinas em casa, tendo presente a importância desta opção. É perfeitamente normal existir alguma dificuldade inicial, porque os pais também precisam de se adaptar à chegada do novo membro da família e conhecer as suas necessidades. Recordo-me que a minha maior dificuldade foi estabelecer hábitos na rotina da alimentação, pelas características da amamentação e por nem sempre conseguir identificar o momento para fazê-lo. Este é, sem dúvida, um grande desafio pessoal, associado à grande responsabilidade de ter um ser que depende exclusivamente de nós. Ao nível das demais rotinas principais, sono e higiene, é igualmente fundamental definir horários e pô-los em prática. No meu caso, integrei o banho ao fim do dia, antes da refeição, que mais tarde viria a coincidir com a hora de jantar. De seguida e após momento de higiene da fralda, seguia-se o momento de acalmia (música, história, luzes de intensidade baixa, ausência de estímulos visuais excessivos) como preparação para o sono noturno. Ainda em relação à rotina do sono, desde o primeiro mês, que durante o dia, punha o meu filho na alcofa dentro do berço, para se adaptar ao seu espaço (objetos, cores e cheiros) e aos poucos apropriar-se deste mesmo espaço. Esta prática veio a consolidar a rotina e favorecer o processo de independência e segurança no momento de dormir. Quando estava acordado punha-o na sala ou na cozinha ao pé de mim. Estes pequenos hábitos revelam-se importantes à medida que a criança cresce, fomentando a organização interna e a sua autorregulação.

E por aí como vão as rotinas?

Sentes alguma dificuldade em estabelecer regras e rotinas?

O Coaching parental é uma excelente ajuda!

Sabe mais: https://www.amordeducacao.com/

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Emoções às cores

Mentes criativas transformam o mundo! E com esta frase começou esta aventura.

Duas mães, ambas com uma visão semelhante em relação à vida e às inúmeras vantagens de pensar fora da caixa, trilharam um caminho de possibilidades e em meio a algumas conversas resolveram empreender num projeto inovador, criativo e um excelente aliado para as famílias.

Assim surgiu a 4SmartKids, uma parceria entre mim, Conceição Caleira, educadora de infância especializada em Educação com base numa prática centrada na diferenciação pedagógica, e Helena Coelho, consultora em sustentabilidade ambiental e fundadora da MyEcoBaby, uma loja de eco-puericultura que preza por produtos eco-sustentáveis para toda a família, desde a infância.

Ao longo de vários meses desbravámos um caminho desconhecido e entregámos o nosso entusiasmo e profissionalismo para criar memórias positivas reveladoras de aprendizagens significativas. Com uma abordagem lúdica e divertida, acreditamos ser possível crescer melhor e tornar a vida de pais e filhos mais colorida.

A 4SmartKids foi pensada e estruturada para apoiar pais, avós, e educadores em contexto pré-escolar, apresentando-se como uma excelente ferramenta para estimular a criança de forma divertida e única. Todas as 4SmartKids têm um kit de atividades por tema e foram pensadas para crianças dos 3 aos 6 anos.

A primeira caixa é uma viagem ao mundo das emoções, onde crianças e adultos vão descobrir e redescobrir momentos gratificantes que, certamente, ficarão na memória de todos.

Educar a Emoção é permitir desenvolver o potencial cerebral de uma criança. É uma tarefa exigente e  ambiciosa, porém possível e com resultados extraordinários. Acreditamos que é urgente ensinar a saborear a vida, olhar para o que nos rodeia, despertar os sentidos, retirar o melhor partido dos poucos momentos em que conseguimos interagir com a criança.

Todas as caixas têm um kit de atividades por tema e foram pensadas para crianças dos 3 aos 6 anos. Estas atividades ajustam-se às necessidades e competências de cada criança, bem como à curiosidade intrínseca associada a cada fase do seu desenvolvimento, aumentando os recursos de aprendizagem e exploração de materiais por parte das famílias. Permite também a exploração de novos caminhos ligados à gestão de emoções, criatividade, motricidade, desenho, concentração, sempre através de momentos descontraídos e tranquilos em família!

Queremos com a 4SmartKids, que as crianças consolidem competências que irão trazer benefícios do ponto de vista cognitivo, potenciar a sua autoestima, independência e autonomia, sentido de interajuda, consciência de si como aprendiz e importância da partilha, contribuindo para um futuro melhor em sociedade.

Como ajudar a criança a desenvolver inteligência emocional? Como permitir que a criança aprenda a gerir as suas emoções? O que podemos fazer para estimular a criança a expressar e comunicar o que sente?

Faça hoje a sua encomenda, da 1ª edição e experimente as inúmeras vantagens de ter uma criança emocionalmente consciente, feliz e capaz de se adaptar às exigências presentes e futuras.

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As birras dos Pais

IMG_5637Falamos com frequência sobre as birras das crianças. Porque fazem assim, porque fazem assado. Partilhamos com familiares e amigos o nosso desespero, falamos com outras mães, na esperança de sermos entendidas, pesquisamos sobre o tema, na esperança de encontrar o antídoto que acabe de vez com este pesadelo físico e emocional.

Hoje escrevo sobre as birras dos pais. Sim, os pais também fazem birras!

Provavelmente, nunca pensou sobre esta possibilidade, que é real e muito séria. Eu também nunca tinha pensado nesta realidade, até conhecer uma nova aboradagem na educação. Parabéns, junte-se ao clube!

As birras não têm idade, podem ter diferentes personificações , cores , novos padrões comportamentais, no entanto, isso não lhe tira o direito adquirido de ser uma birra.

Pensando neste assunto, concorda que faz birras? Como reagem os seus filhos? Como seria o registo fotográfico de um desses momentos? Que birras são estas? Como são expressas?

Antes de sermos mães, somos pessoas, mulheres, temos vontades, necessidades, que se regem pelos nossos próprios valores e no limite desejamos que a vida decorra com alguma facilidade, rumo à nossa felicidade. Alcançar o equilíbrio entre papeis sociais, atingir a perfeição, manter uma aparência meramente “aparente” é algo que exigimos de nós, por vezes sem refletir no verdadeiro impato…  e nem sempre é assim, surgem acontecimentos que não controlamos, pensamos e sentimos outras coisas ou porque temos crianças que nos desafiam até ao limite dos limites. Esta não é uma equação resolvida.

Como pais, temos limites, medos, vivemos frustrações, decepções, e na busca do nosso equilíbrio e principalmente da tão famosa felicidade, encontramo-nos (dentro de nós) em  labirintos desafiantes, becos sem saída, estradas que parecem não ter fim, mas que nos podem levar a um novo destino.

Alinharmo-nos como pessoas, redefinir o que nos motiva e apaixona na vida, desbloquear medos e ansiedades, impulsionam a desativação de modos de pensar, sentir e agir, que por sua vez permitem desactivar o botão da birra (nossa e dos nossos filhos).

Gostava de ajudar-vos a pensar sobre algo tão importante que pode levar a grandes mudanças. Para isso precisamos refletir, no que nos faz passar de um estado de pais tranquilos e pacientes para pais irritados e intolerantes? Faz sentido alterar esta realidade? Que benefícios teremos com isso?

O primeiro passo para qualquer mudança, é a tomada de consciência. Olhar para dentro e ouvir o nosso eu, vai permitir encontrar as “nossas” soluções.  Sabendo que, as nossas ações irão resultar em mudanças comportamentais nos nossos filhos . Eles fazem birras, fazem. São processos desafiantes, se são. Nós fazemos birras, fazemos. Podemos mudar algo, claro que podemos.

Quem tem o comando da situação?

Com o coaching parental ajudamos pais a adquirir uma nova abordagem na educação dos seus filhos. ​Qualquer mudança nos filhos, começa nos Pais, através de novas atitudes e comportamentos, que por sua vez vão gerar novas atitudes e comportamentos nos filhos. Neste processo, trabalhamos conteúdos práticos, alicerçados, entre outras teorias,  na psicologia positiva e na terapia cognitiva comportamental, que sustentam e potenciam uma educação mais alinhada, consciente e orientada para a satisfação pessoal e familiar.

Qualquer mudança só depende de uma decisão! Vamos agendar sessão?

 

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Celebrar o dia da criança!

IMG_4778O melhor do mundo são as crianças! E hoje é dia de celebrar!

Por elas fazemos tudo, queremos vê-las bem, saudáveis e felizes. O seu choro deixa-nos perdidos, aflitos e inúmeras vezes incomodados. Amar uma criança é senti-la, ouvi-la atentamente, respeitar a sua essência e sintonizado às suas verdadeiras necessidades.

Ser criança é ver os seus direitos respeitados. É ter oportunidades para desenvolver novas competências. É fazer o que mais gosta, sorrir sem limites, é rodopiar sobre sonhos. Uma criança feliz reflete alegria, luz, vivacidade e contagia qualquer um com as suas gargalhadas, gracinhas ou simplesmente com um sorriso maroto.

Com algumas ações diárias, conscientes da sua importância, é possível ajudar as crianças a expandir competências, acreditarem em si próprias e assim, evoluírem positivamente no seu processo de vida.

  1. Conecte-se com a criança: estabeleça ligação entre o que pensa e o sente. Nomeie as emoções e mostre que valoriza o que a criança está a sentir.
  2. Pratique boas conversas: a ligação emocional é a base de qualquer relação. O diálogo entre pais e filhos tem a função de apoiar a criança na elaboração cognitiva sobre as suas emoções. É possível ajudar a criança a expressar o que sente com recurso a palavras, imagens, histórias
  3. Foque-se em soluções: Esta abordagem com as crianças, dá-lhe uma visão mais ampla da vida e abre novas possibilidades para ultrapassar dificuldades.
  4. Deixe a criança decidir: permita que a criança faça escolhas limitadas, de acordo com as suas necessidades e idade, como a escolha de roupa, alimentos, momento em que vai concluir uma tarefa. Esta possibilidade permite ativar zonas do cérebro e aumentar a autoestima, autoconfiança e a autoresponsabilidade.
  5. Substitua ordens por perguntas poderosas: As boas perguntas levam à reflexão e a novas conclusões. Ficam aqui alguns exemplos – Onde podes pôr os teus brinquedos, para os poderes encontrar amanhã, e brincares com eles outra vez? Como podes fazer para os teus dentes ficarem muito limpinhos e brilhantes? Se houvesse uma maneira de estares pronto a horas, qual seria? O que acontece ao teu corpo se não comeres?
  6. Brinque com a criança: As competências que as crianças desenvolvem durante brincadeira são fundamentais para a vida adulta. Quando o lúdico e o divertimento passam a fazer parte da rotina familiar, há mais leveza nas relações entre pais e filhos. Pais que brincam com os seus filhos conseguem participar do universo infantil, transmitindo valores fundamentais para o desenvolvimento da criança, além de se conectarem afetivamente com a criança.

Ter crianças felizes, realizadas, criativas, com saúde emocional e social, não é apenas uma fantasia! Antes pelo contrário, é uma realidade alcançável com a prática consciente e consistente destas ações.

Vamos praticar? Uma excelente forma de celebrar o dia da criança!

 

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5 dicas para desenvolver mindset de felicidade familiar

PHOTO-2020-05-18-22-50-25Há umas semanas realizei com a minha amiga Patrícia Rocha, da Azorescoaching um ciclo de webinars sobre educar com Kids coaching. No nosso último encontro, tivemos o prazer de falar sobre o tema e partilhar os segredos para desenvolver um Mindset de felicidade familiar.

Recentemente, a Patrícia escreveu um texto sobre o tema e não resisti propor-lhe a partilha no blog.  Estamos alinhadas na missão que temos de ajudar mães, pais, cuidadores e  e crianças a alcançarem o seu verdadeiro potencial.

Aqui fica a partilha do texto publicado no expresso das ilhas-cv. Espero que gostem tanto como eu!

” Resolvi trazer este tema especialmente para este momento particular em que vivemos (confinamento devido à Covid-19) e na semana em que se comemora o dia da família!

Mindset numa linguagem simples é a forma como organizamos o nosso pensamento, como observamos o mundo e decidimos encarar as situações do quotidiano (a nossa mentalidade perante a vida). É o produto dos nossos valores e crenças.

No contexto familiar, os fortes laços emocionais entre pais e filhos fazem com que seja na maioria das vezes necessário estabelecer novo mindset com o objetivo de viver com maior bem-estar.

Assim, de que modo podemos desenvolver novos modelos de felicidade familiar? Como cortar com modelos impostos e adoptados inconscientemente e no qual acreditamos que trarão felicidade? Como levar uma família a olhar para o que de facto traz a verdadeira felicidade? Como levar a família a  ajudar os seus membros a encontrarem o seu melhor?

Algumas dicas :

1 . Acreditar que a relação com os nossos filhos pode ser uma relação nova.

Muitas vezes nós, tendenciosamente e sem nos apercebermos, projetamos nas relações com os nossos filhos situações da nossa infância.

2. Libertar-se da visão distorcida e improdutiva da vida.

Foque-se naquilo que conquistou: Lembre-se de factos, situações positivas reais que viveu e experimentou, que foram fruto de muito esforço, dedicação e resiliência.

3. Aplicar Coaching informal com os filhos.

Uma abordagem de coaching informal a ser aplicada no dia a dia da rotina familiar trará calma às crianças, aos pais, ao ambiente familiar e logo a felicidade e bem-estar.

Ter filhos contentes, animados e com saúde emocional e social não é ilusão. Somente é necessário que os pais conheçam ferramentas e técnicas de como ajudar os seus filhos a lidarem consigo mesmos; Incutir-lhes a mentalidade para terem sempre presentes atitudes que conduzam a autoresponsabilidade, autonomia e tomada de decisão.

Como agir no dia a dia aplicando coaching informal com as crianças?

  • Ter boas conversas, o que implica mais perguntas e mais tempo de fala da criança;
  • Fazer boas perguntas o que pressupõe perguntas que levam a criança a pensar, a ter maior percepção sobre si e situações;
  • Aumentar a autoestima da criança, listando feitos bem-sucedidos;
  • Conduzir a criança para a resolução de problemas fazendo com que esta entenda melhor a situação.

4. Pensar nas coisas Positivas

Martin Seligman, pai da Psicologia Positiva criou uma série de métodos para treinar a mente a pensar de uma forma positiva. Traz-nos o conceito de Flourishing – teoria que defende que, para as pessoas conseguirem a felicidade plena é preciso que cultivem emoções positivas, relacionamentos positivos, propósitos de vida e realizações. Só assim elas poderão “florescer”, desenvolver seu potencial e seguirem o caminho da felicidade. Dentro da família é elevar a crença no futuro, encontrar recursos positivos e colocar em uso para o bem do todo. Fomentar flourishing na família pode começar por ações diárias simples que demoram em torno de 10 a 15 minutos:

  • Na hora de dormir e num encontro, de toda a família, cada um relata 2 a 3 coisas boas que aconteceram durante o dia;
  • Cada um diz o que aconteceu de interessante nesses acontecimentos;
  • Cada um relata o que sentiu;
  • Os Pais reforçam positivamente e destacam as conquistas obtidas, trazendo a sensação de que o dia valeu a pena, abrindo assim a perspectiva de esperança de que os dias vindouros poderão ser melhores.

5. Praticar gratidão

Estudos indicam que agradecer e mostra-se grato perante as coisas e as pessoas que temos a nossa volta traz benefícios físicos e psicológicos, incluindo aumentar níveis de felicidade.

Mantenha-se atento ao seu mindset e torne-o favorável ao alcance da felicidade familiar.”

Patrícia Rocha – Life Coach

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A essência da família

Há uns dias preparava-me para uma sessão e dei por mim a pensar na verdadeira importância da família. Escusado será dizer que peguei no meu caderno e rabisquei algumas ideias.

Nasci numa família normal e foi no seio desta que cresci e me desenvolvi. Com a família aprendi a dar os primeiros passos, a dizer as primeiras palavras, a conhecer-me e conhecer, entrei na escola, brinquei, viajei, escorreguei, cai e levantei-me. Quando nasci, lá estava, quando fui batizada lá estava, quando fiquei doente, lá estava, quando me formei, lá estava, quando casei, lá estava, quando tive o primeiro filho, lá estava e continua a “cá estar”.

Hoje considero-me privilegiada, tenho a melhor família. É perfeita? óbvio que não!  Mas acreditem que é  a melhor que já tive. Foi nos seus valores que alicercei a minha vida, muitos deles que hoje transmito aos meus filhos. É na família que encontro forças para prosseguir em momentos mais exigentes.

Adoro estar em família, no aconchego, entre risadas e desentendimentos. Saber que me aceitam, compreendem e que me amam, não tem valor. Com as nossas parecenças e diferenças somos todos um só, na construção da essência da família.

Dia da Familia

Hoje tenho o privilegio de ajudar famílias a encontrar a sua essência, superar desafios e  impulsionar as mudanças que desejam.

Através do Coaching parental é possível:

♥ Ampliar o autoconhecimento emocional ♥ Melhorar os relacionamentos familiares ♥ Aumentar a autoconfiança, autocompromentimento e autoestima nas funções parentais ♥ Adquirir técnicas práticas para lidar com situações desafiantes ♥ Aumentar sentimentos de segurança para gerir momentos de birras, alterações nas rotinas, dificuldades com alimentação ou sono, mantendo o controlo em situações altamente stressantes.

Ver as mudanças acontecerem é muito gratificante. As pequenas mudanças constrõem-se e começam com pequenas decisões.

O que é essencial na sua família? Que família gostaria de ter? Imagine a possibilidade de alterar algo, o que seria? Se dependesse de si, o que gostaria de dar mais à família? O que mudaria pela família?

Por norma, são as coisas mais simples que nos garantem a maior e mais verdadeira felicidade. Com técnicas e ferramentas práticas é possível transformar desafios em oportunidades de mudança da realidade familiar.

Porque a essência da família está no essencial… brindemos às famílias!

 

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Mãe por inteiro

035                                           ❤️

Mãe uma palavra pequena no tamanho, mas grande no conteúdo.

São muitas as cores de uma mãe, muitas as suas caras, os tons de voz, os cheiros e incontáveis os seus super-poderes.

Uma mãe é tudo o que lá couber!

Uma vez mãe, mãe para sempre…

Há quem diga que mãe há só uma… eu prefiro acreditar que há muitas mães dentro de uma mãe!

 

Ser mãe…

É olhar com o coração, sentir com o cheiro, abraçar com olhar…

É caminhar sempre mais um pouco, é não desistir, é acreditar…

É proteger, é saborear cada minuto…

É ter esperança, é mostrar diferentes caminhos, é deixar voar…

É respeitar as diferenças, compreender sem reservas…

É dar tempo, dar espaço, é ensinar a sonhar…

É saber reconhecer os seus erros, é saber dizer não…

É desculpar, amar incondicionalmente, dizer o que sente…

É ouvir sem limites, compreender sem igual, é falar em silêncio…

Ser Mãe por inteiro, é muito mais do que alguma vez imaginei.

 

💗 Feliz dia da Mãe 💗

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Pai é pai!

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Poucos dias nos separam de um dia muito especial para pais e filhos. Como dia importante que é, não podia deixar de partilhar algo sobre o tema. Espero que gostem!

Na sociedade atual é cada vez mais importante a presença do pai. Ao longo dos anos tem-se registado mudanças sociais ao nível da parentalidade, na forma como os papéis sociais são representados e exercidos. Atualmente as diferenças entre as tarefas do pai e da mãe são quase inexistentes. Temos mães cada vez mais envolvidas do ponto de vista profissional e pais mais participativos nas tarefas familiares. E está tudo bem! quando existe complementaridade e equilíbrio familiar tudo funciona. É urgente abandonar a ideia de que o pai é um substituto da mãe ou um extra no exercício da parentalidade. Um pai é um pai! E quer queiram, quer não, o seu papel é vital para o desenvolvimento social, intelectual e emocional da criança, sendo determinante em diferentes aquisições ao longo da vida.

Quando nasce um filho, nasce também um pai… que à semelhança da criança vai-se desenvolvendo, aprendendo por tentativas e erros, vivendo dúvidas e certezas, esperança e confiança. Um pai cresce à medida que o seu filho cresce. Um pai chora, ri às gargalhadas com as conquistas e gracinhas de um filho, avança, recua, diz e desdiz, cai e fortalece-se a cada desafio ultrapassado. Neste processo, vê-se e revê-se em atitudes e comportamentos da sua infância.

Este dia comemorativo é um excelente convite à reflexão sobre o papel do pai, das suas memórias, intenções, valores, opções e práticas na educação dos filhos. Um viva a todos os pais… que assumem o seu papel, sem receios de fazer o que deve ser feito… pais que inspiram e que são exemplo de amor e entrega… pais que transformam dificuldades em oportunidades e vão onde for preciso… na certeza que são os melhores pais do mundo.

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Coranavírus: como abordar o tema com as crianças

Estamos a viver dias diferentes do habitual com a chegada do Coronavirus. Nas nossas casas vivem-se dias envoltos de dúvidas, incertezas, medos, ansiedade, preocupação, alteração de rotinas e pânico face ao desconhecido. Neste momento desafiante, é importante estarmos atentos às crianças, ao que perguntam, ao que sentem, aos seus comportamento, aos sinais que expressão sem falar e que podem traduzir muitas das suas inquietações. Envolvidos pela avalanche de informação, podemos acabar por  desvalorizar cuidados importantes a ter com a saúde emocional dos mais novos. Acredito que existem muitos pais, avós, educadores a vivenciar situações desafiantes com as suas crianças, pelo temor que possam sentir face a esta epidemia. Neste processo será importante ter em mente que a saúde emocional é essencial para que o sistema imunológico esteja ativo.

Para ajudar as famílias neste momento, partilho sugestões para abordar o tema com as crianças:

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♥ Conversar em família sobre o tema, adequando a informação à idade da criança.

♥ Proteger a criança de notícias, imagens, conversas e comentários que em nada ajudarão a tranquilidade e compreensão de tudo o que está a acontecer no seu mundo exterior e interior;

♥ Aproveitar o tempo juntos para reforçar hábitos e práticas diárias que ajudam à prevenção e proteção de todos (é um excelente momento para transmitir informações que ficam para a vida);

♥ Mesmo perante um cenário preocupante, é importante desdramatizar as preocupações. Para se sentir segura a criança precisa assimilar essa estabilidade nas figuras de referência;

♥ Expressar e falar sobre o que sentem acerca do que está a acontecer. P. ex: Sabes filho, estamos todos preocupados com este vírus? O que tens pensado? Eu estou muito preocupada mas sei que juntos vamos ultrapassar tudo da melhor forma. O que sentes neste momento? Há alguma coisa que podemos fazer para te sentires melhor?

♥ Contar e recontar histórias que envolvam emoções que a criança demonstra estar a vivenciar. O falar é mais eficaz e reparador do que o silêncio;

♥ Em caso de quarentena, atribuir a leveza necessária à situação ajudará a criança a gerir melhor as mudanças na rotina, dificuldades que surjam e a integrar esta realidade;

♥ Dinamizar atividades juntos permitirá fortalecer laços e a passar o tempo de forma divertida. Aproveitar o tempo para fazer coisas que na normalidade dos dias não faríamos;

As crianças são especialistas a “ler-nos” e percebem se o que lhes transmitimos vem do coração. Enganar uma criança pode parecer fácil, mas acreditem que terá custos elevados no futuro. A confiança e o amor são dois pilares de excelência para que sejamos o seu porto seguro.

Vamos aproveitar esta realidade para transformar desafios em oportunidades?

A mudança exterior começa no nosso interior. Como vamos contribuir para esta mudança?

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