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As birras dos Pais

IMG_5637Falamos com frequência sobre as birras das crianças. Porque fazem assim, porque fazem assado. Partilhamos com familiares e amigos o nosso desespero, falamos com outras mães, na esperança de sermos entendidas, pesquisamos sobre o tema, na esperança de encontrar o antídoto que acabe de vez com este pesadelo físico e emocional.

Hoje escrevo sobre as birras dos pais. Sim, os pais também fazem birras!

Provavelmente, nunca pensou sobre esta possibilidade, que é real e muito séria. Eu também nunca tinha pensado nesta realidade, até conhecer uma nova aboradagem na educação. Parabéns, junte-se ao clube!

As birras não têm idade, podem ter diferentes personificações , cores , novos padrões comportamentais, no entanto, isso não lhe tira o direito adquirido de ser uma birra.

Pensando neste assunto, concorda que faz birras? Como reagem os seus filhos? Como seria o registo fotográfico de um desses momentos? Que birras são estas? Como são expressas?

Antes de sermos mães, somos pessoas, mulheres, temos vontades, necessidades, que se regem pelos nossos próprios valores e no limite desejamos que a vida decorra com alguma facilidade, rumo à nossa felicidade. Alcançar o equilíbrio entre papeis sociais, atingir a perfeição, manter uma aparência meramente “aparente” é algo que exigimos de nós, por vezes sem refletir no verdadeiro impato…  e nem sempre é assim, surgem acontecimentos que não controlamos, pensamos e sentimos outras coisas ou porque temos crianças que nos desafiam até ao limite dos limites. Esta não é uma equação resolvida.

Como pais, temos limites, medos, vivemos frustrações, decepções, e na busca do nosso equilíbrio e principalmente da tão famosa felicidade, encontramo-nos (dentro de nós) em  labirintos desafiantes, becos sem saída, estradas que parecem não ter fim, mas que nos podem levar a um novo destino.

Alinharmo-nos como pessoas, redefinir o que nos motiva e apaixona na vida, desbloquear medos e ansiedades, impulsionam a desativação de modos de pensar, sentir e agir, que por sua vez permitem desactivar o botão da birra (nossa e dos nossos filhos).

Gostava de ajudar-vos a pensar sobre algo tão importante que pode levar a grandes mudanças. Para isso precisamos refletir, no que nos faz passar de um estado de pais tranquilos e pacientes para pais irritados e intolerantes? Faz sentido alterar esta realidade? Que benefícios teremos com isso?

O primeiro passo para qualquer mudança, é a tomada de consciência. Olhar para dentro e ouvir o nosso eu, vai permitir encontrar as “nossas” soluções.  Sabendo que, as nossas ações irão resultar em mudanças comportamentais nos nossos filhos . Eles fazem birras, fazem. São processos desafiantes, se são. Nós fazemos birras, fazemos. Podemos mudar algo, claro que podemos.

Quem tem o comando da situação?

Com o coaching parental ajudamos pais a adquirir uma nova abordagem na educação dos seus filhos. ​Qualquer mudança nos filhos, começa nos Pais, através de novas atitudes e comportamentos, que por sua vez vão gerar novas atitudes e comportamentos nos filhos. Neste processo, trabalhamos conteúdos práticos, alicerçados, entre outras teorias,  na psicologia positiva e na terapia cognitiva comportamental, que sustentam e potenciam uma educação mais alinhada, consciente e orientada para a satisfação pessoal e familiar.

Qualquer mudança só depende de uma decisão! Vamos agendar sessão?

 

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5 dicas para desenvolver mindset de felicidade familiar

PHOTO-2020-05-18-22-50-25Há umas semanas realizei com a minha amiga Patrícia Rocha, da Azorescoaching um ciclo de webinars sobre educar com Kids coaching. No nosso último encontro, tivemos o prazer de falar sobre o tema e partilhar os segredos para desenvolver um Mindset de felicidade familiar.

Recentemente, a Patrícia escreveu um texto sobre o tema e não resisti propor-lhe a partilha no blog.  Estamos alinhadas na missão que temos de ajudar mães, pais, cuidadores e  e crianças a alcançarem o seu verdadeiro potencial.

Aqui fica a partilha do texto publicado no expresso das ilhas-cv. Espero que gostem tanto como eu!

” Resolvi trazer este tema especialmente para este momento particular em que vivemos (confinamento devido à Covid-19) e na semana em que se comemora o dia da família!

Mindset numa linguagem simples é a forma como organizamos o nosso pensamento, como observamos o mundo e decidimos encarar as situações do quotidiano (a nossa mentalidade perante a vida). É o produto dos nossos valores e crenças.

No contexto familiar, os fortes laços emocionais entre pais e filhos fazem com que seja na maioria das vezes necessário estabelecer novo mindset com o objetivo de viver com maior bem-estar.

Assim, de que modo podemos desenvolver novos modelos de felicidade familiar? Como cortar com modelos impostos e adoptados inconscientemente e no qual acreditamos que trarão felicidade? Como levar uma família a olhar para o que de facto traz a verdadeira felicidade? Como levar a família a  ajudar os seus membros a encontrarem o seu melhor?

Algumas dicas :

1 . Acreditar que a relação com os nossos filhos pode ser uma relação nova.

Muitas vezes nós, tendenciosamente e sem nos apercebermos, projetamos nas relações com os nossos filhos situações da nossa infância.

2. Libertar-se da visão distorcida e improdutiva da vida.

Foque-se naquilo que conquistou: Lembre-se de factos, situações positivas reais que viveu e experimentou, que foram fruto de muito esforço, dedicação e resiliência.

3. Aplicar Coaching informal com os filhos.

Uma abordagem de coaching informal a ser aplicada no dia a dia da rotina familiar trará calma às crianças, aos pais, ao ambiente familiar e logo a felicidade e bem-estar.

Ter filhos contentes, animados e com saúde emocional e social não é ilusão. Somente é necessário que os pais conheçam ferramentas e técnicas de como ajudar os seus filhos a lidarem consigo mesmos; Incutir-lhes a mentalidade para terem sempre presentes atitudes que conduzam a autoresponsabilidade, autonomia e tomada de decisão.

Como agir no dia a dia aplicando coaching informal com as crianças?

  • Ter boas conversas, o que implica mais perguntas e mais tempo de fala da criança;
  • Fazer boas perguntas o que pressupõe perguntas que levam a criança a pensar, a ter maior percepção sobre si e situações;
  • Aumentar a autoestima da criança, listando feitos bem-sucedidos;
  • Conduzir a criança para a resolução de problemas fazendo com que esta entenda melhor a situação.

4. Pensar nas coisas Positivas

Martin Seligman, pai da Psicologia Positiva criou uma série de métodos para treinar a mente a pensar de uma forma positiva. Traz-nos o conceito de Flourishing – teoria que defende que, para as pessoas conseguirem a felicidade plena é preciso que cultivem emoções positivas, relacionamentos positivos, propósitos de vida e realizações. Só assim elas poderão “florescer”, desenvolver seu potencial e seguirem o caminho da felicidade. Dentro da família é elevar a crença no futuro, encontrar recursos positivos e colocar em uso para o bem do todo. Fomentar flourishing na família pode começar por ações diárias simples que demoram em torno de 10 a 15 minutos:

  • Na hora de dormir e num encontro, de toda a família, cada um relata 2 a 3 coisas boas que aconteceram durante o dia;
  • Cada um diz o que aconteceu de interessante nesses acontecimentos;
  • Cada um relata o que sentiu;
  • Os Pais reforçam positivamente e destacam as conquistas obtidas, trazendo a sensação de que o dia valeu a pena, abrindo assim a perspectiva de esperança de que os dias vindouros poderão ser melhores.

5. Praticar gratidão

Estudos indicam que agradecer e mostra-se grato perante as coisas e as pessoas que temos a nossa volta traz benefícios físicos e psicológicos, incluindo aumentar níveis de felicidade.

Mantenha-se atento ao seu mindset e torne-o favorável ao alcance da felicidade familiar.”

Patrícia Rocha – Life Coach

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A essência da família

Há uns dias preparava-me para uma sessão e dei por mim a pensar na verdadeira importância da família. Escusado será dizer que peguei no meu caderno e rabisquei algumas ideias.

Nasci numa família normal e foi no seio desta que cresci e me desenvolvi. Com a família aprendi a dar os primeiros passos, a dizer as primeiras palavras, a conhecer-me e conhecer, entrei na escola, brinquei, viajei, escorreguei, cai e levantei-me. Quando nasci, lá estava, quando fui batizada lá estava, quando fiquei doente, lá estava, quando me formei, lá estava, quando casei, lá estava, quando tive o primeiro filho, lá estava e continua a “cá estar”.

Hoje considero-me privilegiada, tenho a melhor família. É perfeita? óbvio que não!  Mas acreditem que é  a melhor que já tive. Foi nos seus valores que alicercei a minha vida, muitos deles que hoje transmito aos meus filhos. É na família que encontro forças para prosseguir em momentos mais exigentes.

Adoro estar em família, no aconchego, entre risadas e desentendimentos. Saber que me aceitam, compreendem e que me amam, não tem valor. Com as nossas parecenças e diferenças somos todos um só, na construção da essência da família.

Dia da Familia

Hoje tenho o privilegio de ajudar famílias a encontrar a sua essência, superar desafios e  impulsionar as mudanças que desejam.

Através do Coaching parental é possível:

♥ Ampliar o autoconhecimento emocional ♥ Melhorar os relacionamentos familiares ♥ Aumentar a autoconfiança, autocompromentimento e autoestima nas funções parentais ♥ Adquirir técnicas práticas para lidar com situações desafiantes ♥ Aumentar sentimentos de segurança para gerir momentos de birras, alterações nas rotinas, dificuldades com alimentação ou sono, mantendo o controlo em situações altamente stressantes.

Ver as mudanças acontecerem é muito gratificante. As pequenas mudanças constrõem-se e começam com pequenas decisões.

O que é essencial na sua família? Que família gostaria de ter? Imagine a possibilidade de alterar algo, o que seria? Se dependesse de si, o que gostaria de dar mais à família? O que mudaria pela família?

Por norma, são as coisas mais simples que nos garantem a maior e mais verdadeira felicidade. Com técnicas e ferramentas práticas é possível transformar desafios em oportunidades de mudança da realidade familiar.

Porque a essência da família está no essencial… brindemos às famílias!

 

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Pais perfeitamente imperfeitos

Nunca se ouviu falar tanto de educação, de parentalidade consciente, de pais e de filhos. Existem inúmeros cursos, workshops, encontros, a informação está ao acesso de todos e na sua maioria à distância de um clic. Muitos pais sentem necessidade de mais conhecimentos para educar os filhos e procuram apoio para o exercício de uma parentalidade plena e insenta de erro.  Assim, tem crescido a ideia de que para sermos pais é necessário uma panóplia de teorias e de apetrechos físicos para educar dentro dos parâmetros.

IMG_2429Numa sociedade de ideais esforçamo-nos demasiado por atingir a perfeição. Exigimos muito de nós e desejamos ansiosamente que os nossos filhos sejam exemplares. Não posso deixar de segredar que… Educar é um ato nobre que exige leveza, criatividade e muita dedicação.

Com tudo isto criou-se a imagem de que temos que estar à altura de todos os desafios e em excelente performance. Até certo ponto poderá ser verdade, pois é um desejo que todos temos.

O desafio será sempre ajustar as expectativas e tal ideia deixará de fazer sentido se deixarmos de acreditar nela. Prontos? Para que isso se torne mais simples,  deixo-vos um exercício que garanto trazer resultados.

Começamos por entender onde estamos para depois definir onde desejamos chegar na educação dos filhos.

1- Escreva as respostas às seguintes perguntas:

Como nos definimos com pais? Que pais desejamos realmente ser ? Que memórias pretendemos criar na vida desta (a) criança(a)?

2- Escreva algo que pretende alcançar (objetivo)

Exemplo: Estabelecer uma relação de maior proximidade com o meu filho

3- Defina uma meta a alcançar

Exemplo: Aumentar em 2h o tempo disponível para atividades a dois.

4- Escreva o que  poderá fazer para alcançar o que deseja (estratégias)

Exemplo: Planear com a criança a semana, enquadrando o tempo em conjunto (escrever numa agenda ou mapa que possa ser afixado).

5- Defina ações diárias para o plano de mudança (rotina)

Exemplo: Envolver a criança em tarefas diárias de acordo com idade ( ajudar a pôr a mesa, passear o cão, levar o lixo, arrumar o quarto), mostrando-lhe que podem gerir melhor o tempo e fazer tarefas de forma divertida.

Para qualquer mudança na vida é imprescindível saber onde estamos e para onde desejamos ir. Nesta perspetiva, basta assumir o que desejamos e fazer o necessário para sermos “pais perfeitamente imperfeitos”, sendo os melhores pais que os nossos filhos podem ter!

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kids Coaching – o futuro da educação

Hoje vou contar-vos uma história. Uma história real igual a tantas outras, mas que de algum modo pode ajudar-nos a compreender o universo infantil e descobrir uma nova abordagem na educação.

Esta é a história de uma menina de quatro anos que foi para uma escola nova. Neste contexto, o mais seguro era a presença da sua mãe, que a levava e ia buscar todos os dias. A criança chorava no caminho para a escola, intensificando o choro nos momentos de despedida. A mãe sonhava com o dia em que chegariam tranquilamente à escola. Na tentativa de terminar este “carrossel emocional” dizia-lhe: “pára de chorar, ninguém te está a fazer mal”; ” és tão crescida e mais pareces um bébé”; ” estão todos a olhar para ti”; ” Por favor filha, pára com isso, a mãe tem de ir trabalhar” ou “se parares de chorar, a mãe compra-te uma prenda”... algumas das tentativas funcionavam um dia, mas nada tinham um efeito duradouro e consistente. Depois da mãe sair parava de chorar e passados uns minutos estava tranquila. Em conversa com a mãe, compreendi que estava com imensas dificuldades em gerir a situação, sentindo-se perdida, angustiada, cheia de dúvidas, sentimentos de culpa e como baixa auto-estima, colocando em causa as suas competências de mãe.

Assistir a esta situação deixava-me incomodada, pelo desespero emocional de ambas. Confesso que houve dias em que não sabia se consolava a mãe ou filha. Por muitas sugestões que tivesse para dar, sabia que nada ajudaria como o Método Kids Coaching.

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Como terminou a história?

Com uma abordagem centrada nas necessidades e sentimentos da criança, mãe e filha conseguiram transformar um momento de sobrevivência numa oportunidade de evolução cognitiva e emocional. Assim, a menina passou a entrar na escola feliz, sem chorar e a despedir-se tranquilamente da mãe.

Através da aplicação do método KidsCoaching®, esta mãe encontrou respostas dentro de si que possibilitaram adotar o estilo de relacionamento mais ajustado àquela situação e necessidade da criança, elevando-a a um patamar de empatia, compromisso e realização daquilo que era importante para ambas.

Com a utilização desta abordagem na educação, todos ganham:

♥ Os adultos aprendem a respeitar os sentimentos da criança, conversar sobre o que pensa, preocupa ou imagina, a estabelecer regras/acordos e elogiar as suas conquistas. Com este estilo de relacionamentos são visíveis melhorias no relacionamento com a criança, maior confiança como pais e conhecimento de técnicas e práticas facilmente aplicáveis para lidar com suas próprias emoções.

♥ As crianças adquirem maior autoconhecimento, autoconfiança, automotivação, sentimento de conquista, melhor relacionamento com família e amigos, melhor entendimento de sentimentos/emoções e maior aceitação/tolerância.

Com esta pequena história compreendemos que a hipótese de ter filhos felizes, com sucesso e emocionalmente saudáveis, não faz parte do mundo da fantasia. Na missão de educar, desejar o melhor para os  filhos parece ser insuficiente, tendo em conta a velocidade das mudanças sociais entre gerações. Sermos pais imperfeitos não limita a possibilidade de sermos pais conscientes, transformando dificuldades em oportunidades, conseguindo o equilíbrio familiar que tanto desejamos.

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Escola nova … vida nova!

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Font: Pinterest

A entrada na escola para os mais pequenos ou a mudança para os mais crescidos, requer das famílias predisposição e estratégias para gerir esta fase!

A adaptação a qualquer mudança requer tempo, paciência e persistência. Especialistas na área comportamental afirmam ser necessários vinte e um dias para instalar uma mudança. Por mais complexo que seja o processo, desistir não é opção.

Já passei inúmeras vezes por este processo, em duas posições diferentes: como mãe e como educadora. Tenho duas experiências das quais retirei diferentes perspectivas. Quer de um lado, quer do outro sempre encontrei as mesmas necessidades e foi isso que me levou a partilhar este texto.

A adaptação à escola é um tema que dá “pano para mangas”. Esta fase traz consigo um acréscimo de responsabilidade e um misto de sentimentos e emoções.

Pais e filhos desde tenra idade são expostos a um teste de bravura e são-lhes exigidas competências, que em momento algum imaginaram.

À criança é exigido um esforço imensurável para gerir a ausência das figuras de referência, a distância física e o vazio emocional. Para ajudar os adultos desejam a pés juntos que não hajam birras nem “cenas”, especialmente até chegarem à escola. Para tal, alguns pais cedem à tentação de fazer promessas, a chantagens e negociações que em nada beneficiam um processo de mudança e de adaptação. Algumas crianças queixam-se de dores, fazem febre ou apresentação sintomas próprios de doença,

Aos pais, por sua vez, é exigido que se comportem adequadamente (como adultos que são), consigam despedir-se com facilidade, sejam fortes, cheguem a horas, que não se esqueçam dos materiais, que os deitem a horas, que transmitam calma e segurança, que não chorem, que mostrem confiança na escola, que não desistam ao primeiro sinal de medo ou desconfiança.

Acredito que é possível uma adaptação tranquila e progressivamente consolidada se forem implementadas algumas estratégias facilitadoras. Assim, é fundamental:

Conversar com a criança sobre o tema ( esta é o início de todo o processo. Aqui a criança começa a pensar sobre o assunto);

Antecipar os momentos que vão chegar, através de treino de comportamentos possíveis. Com esta prática a criança tem a oportunidade de se preparar e ser preparada, sendo-lhe mostrado o que é esperado e de que forma pode gerir sentimentos e emoções;

Visitar a escola uns dias antes é uma ótima forma de tornar real o que possa ter sido falado, reforçando os pontos fortes do espaço e das pessoas (obviamente sendo verdade). As crianças sentem-nos e sabem se estamos a ser verdadeiros;

– Quando se inicia a adaptação à escola , caso existam condições para fazê-lo de forma gradual, o tempo de permanência deve aumentar dia após dia e nunca acontecer o contrário;

Permitir que a criança escolha um objeto para levar na mochila  ( os peluche, foto dos pais, brinquedo). Costumo utilizar uma estratégia que aprendi com uma educadora e que faz sucesso: preparar com a criança uma folha com foto dos pais, irmãos e/ou animais. Esta folha pode ficar na mochila para a criança rever sempre que sentir saudades. Está é uma estratégia de auto-regulação bastante eficaz;

– Nos primeiros quinze dias a um mês a criança deve manter uma rotina o mais tranquila possível, sem grandes eventos ou compromissos. Criar rotinas próximas do período escolar será o ideal;

Confiar na equipa da escola é meio caminho para o sucesso deste processo. Caso tenhas dívidas, pergunta. A partilha e a confiança são elementos fundamentais para o sucesso da integração e o bem-estar de pais e filhos.

Bom ano letivo!

 

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Ser Pai

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Ser pai é um ato de amor, é voltar a ser criança, é ter sempre um sorriso para oferecer.

Ser pai é ser forte sendo fraco, é dar mimos e proteger.

Ser pai é passar noites sem dormir, é embalar, é ser rei sem reinar.

Ser pai é ter super-poderes, é ter asas e voar, é especial, é ser apreciado, é ter sempre alguém com quem brincar.

Ser pai é ser modelo, é orientar, é dar conselhos, ouvir e também escutar.

Ser pai é conversar, explicar e voltar a explicar, compreender sem entender, partilhar e saber perdoar.

Ser pai é dar carinho e instrução, é ter sempre um lugar especial no coração.

Ser pai é isto e muito mais … entre muitas outras coisas… ser pai.

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