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Desafios na sala de aula: por onde começar?

By PiterestQuando o assunto é a escola muitos pais estremecem. Se falamos em avaliação, então nem se fala. Os desafios diários são infindáveis…

Numa luta contra o tempo, pais e filhos medem “esforços” e “forças” para alcançarem o equilíbrio desejável entre as expectativas e as reais necessidades.

Recentemente participei numa reunião na escola da minha filha, a professora partilhou com os pais a sua preocupação com alguns comportamentos da turma. No geral, são crianças que falam muito e em alguns momentos esse “burburinho” interfere na qualidade das aulas. Falar é assim tão anormal? Crianças saudáveis falam, questionam, partilham, expressam-se… ( foi só um aparte!)

Quase no fim da reunião surgiu a pergunta de um pai: professora, o que podemos fazer nós para que alterar esta situação? Que pai corajoso, pensei de imediato. Não só pela pergunta, mas por estar disposto a assumir a corresponsabilidade em fazer alguma coisa para uma melhoria em sala de aula. É com alguma facilidade que se responsabiliza apenas a escola e os professores por questões que envolvem também as crianças. A cooperação escola-família, familia-escola é super importante para todos!

A professora sugeriu que os pais estivessem mais atentos aos recados ( perspetiva punitiva, bastante normal, tendo em conta o regime em que nos inserimos!) e que falassem com os filhos “para alterarem” aquele comportamento. Depois de ouvi-la com atenção e respeito não pude deixar de intervir para dar o meu contributo. Senti-me tão bem, por ter um conhecimento que me permite ver a realidade com outros olhos, sabendo que há sempre solução e por ter a oportunidade de partilhar estratégias eficazes do Kids Coaching®.

Assim sendo, desafiei a professora a abordar o assunto com as crianças, apresentando-lhes a realidade atual da sala de aula e pedir-lhes ideias para alterar a situação. Acrescentei que se todos estiverem alinhados e se sentirem parte do grupo, vão evoluir juntos e provocar a transformação desejada.

Desafios na sala de aula: por onde começar?

♥ Ser exemplo ( querendo ou não somos um espelho que reflete nos alunos);

♥ Estabelecer relação/ conquistar confiança  (base de qualquer relacionamento);

♥ Comunicar assertivamente (Ser verdadeiro, quando se diz algo à criança, que seja sentido);

♥ Não categorizar atitudes / comportamentos;

♥ Ter um espaço/ tempo para falar sobre emoções ( para cada um dizer como se sente, o que precisa e como podem tornar o ambiente na sala de aula mais agradável para todos);

Afinal de contas, a mudança começa em nós!

Adultos conscientes, que nutrem respeito, que aceitam cada um como é, que estimulam a diversidade, que responsabilizam, que ouvem sem segundas intenções e que acolhem as diversas opiniões, concerteza que fazem a diferença na vida dos seus alunos, da escola e consequentemente na sua própria vida.

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Um Natal especial: 10 dicas que prometem fazer sucesso!

Chegou dezembro, o mês do Natal, a festa mais desejada pelas crianças. Sinónimo de magia, casas enfeitadas, da chegada do pai natal, das prendas, da reunião da família, da árvore de natal, do presépio, das tradições, das compras, das luzes por todo o lado e dos doces das mães, tias e avós.

IMG_2189Nesta época, o amor toma outras proporções, cheiros diferentes pairam no ar e o frio confunde-se com o calor das luzes que enfeitam as ruas. Reencontramos familiares e amigos que não víamos há muito, fazemos mais compras e também abusamos nos docinhos.

No Natal ficamos mais predispostos para ajudar o próximo, partilhar o que temos, dar um pouco do nosso tempo e estar com as pessoas de que realmente gostamos.

Mas afinal, o que é o Natal ? O que pensamos está em consonância com o que vivemos? O que verdadeiramente transmitimos às crianças?

No fundo, bem lá fundo, todos sabemos que o Natal é muito mais do que simples palavras bonitas. Assim e porque o Natal é muito mais que uma noite em que recebemos presentes, partilho 10 segredos para termos um Natal especial:

  1. Transmitir à criança que o Natal é a festa do nascimento de Jesus, independentemente das suas crenças ou opções religiosas. Esta é uma história como muitas outras… os livros são excelentes auxiliares e podem criar momentos deliciosos entre pais e filhos!
  2. Envolver as crianças nos preparativos (decoração da casa, confecção de doces tradicionais, programas em família, construir o presépio), transmitindo valores inerentes às tradições da família;
  3. Fazer um calendário do advento com a criança, ajudará a compreender quantos dias faltam até ao dia de Natal. Este calendário pode incluir mensagens, desafios, surpresas, adivinhas e também uns docinhos. Serão momentos divertidos em família;
  4. Substituir o consumo excessivo por prendas criativas feitas com o coração. Deste modo, as crianças aprendem que o valor de uma prenda está na intenção. O maior valor está no sentimento inerente à dádiva e não no ato de comprar;
  5. Mostrar à criança que existem diferentes formas de festejar o Natal. Podem ver juntos vídeos sobre o tema, ou até falar com familiares ou amigos que estão a viver noutros Países;
  6. Assistir a concertos ou eventos de Natal, reforçará laços e cria boas memórias para a vida;
  7. Fazer um lanche com amigos para troca de livros ou brinquedos (usados e claro, em bom estado). A troca pode ser feita através de sorteios ” amigo secreto”.
  8. Tirar uma fotografia de família, com ou sem Pai Natal, para mais tarde recordar;
  9. Definir em família o número de presentes por pessoa, sem contar com o do Pai Natal (Dãaaaaa!). Deste modo, podem evitar-se gastos desnecessários e o principalmente o desperdício, dois conceitos que também podem ser integrados nesta altura do ano;
  10. Ajudar quem precisa é uma excelente forma de transmitir os valores da Solidariedade.  As crianças são “experts “nesta matéria. Podemos envolvê-las na seleção de roupas e brinquedos para doar. O resultado é surpreendente!

Um Natal assim será, com toda a certeza, mais sentido, mais colorido, mais vivido, mais quentinho, mais docinho… será verdadeiramente um Natal especial!

Feliz Natal!

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kids Coaching – o futuro da educação

Hoje vou contar-vos uma história. Uma história real igual a tantas outras, mas que de algum modo pode ajudar-nos a compreender o universo infantil e descobrir uma nova abordagem na educação.

Esta é a história de uma menina de quatro anos que foi para uma escola nova. Neste contexto, o mais seguro era a presença da sua mãe, que a levava e ia buscar todos os dias. A criança chorava no caminho para a escola, intensificando o choro nos momentos de despedida. A mãe sonhava com o dia em que chegariam tranquilamente à escola. Na tentativa de terminar este “carrossel emocional” dizia-lhe: “pára de chorar, ninguém te está a fazer mal”; ” és tão crescida e mais pareces um bébé”; ” estão todos a olhar para ti”; ” Por favor filha, pára com isso, a mãe tem de ir trabalhar” ou “se parares de chorar, a mãe compra-te uma prenda”... algumas das tentativas funcionavam um dia, mas nada tinham um efeito duradouro e consistente. Depois da mãe sair parava de chorar e passados uns minutos estava tranquila. Em conversa com a mãe, compreendi que estava com imensas dificuldades em gerir a situação, sentindo-se perdida, angustiada, cheia de dúvidas, sentimentos de culpa e como baixa auto-estima, colocando em causa as suas competências de mãe.

Assistir a esta situação deixava-me incomodada, pelo desespero emocional de ambas. Confesso que houve dias em que não sabia se consolava a mãe ou filha. Por muitas sugestões que tivesse para dar, sabia que nada ajudaria como o Método Kids Coaching.

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Como terminou a história?

Com uma abordagem centrada nas necessidades e sentimentos da criança, mãe e filha conseguiram transformar um momento de sobrevivência numa oportunidade de evolução cognitiva e emocional. Assim, a menina passou a entrar na escola feliz, sem chorar e a despedir-se tranquilamente da mãe.

Através da aplicação do método KidsCoaching®, esta mãe encontrou respostas dentro de si que possibilitaram adotar o estilo de relacionamento mais ajustado àquela situação e necessidade da criança, elevando-a a um patamar de empatia, compromisso e realização daquilo que era importante para ambas.

Com a utilização desta abordagem na educação, todos ganham:

♥ Os adultos aprendem a respeitar os sentimentos da criança, conversar sobre o que pensa, preocupa ou imagina, a estabelecer regras/acordos e elogiar as suas conquistas. Com este estilo de relacionamentos são visíveis melhorias no relacionamento com a criança, maior confiança como pais e conhecimento de técnicas e práticas facilmente aplicáveis para lidar com suas próprias emoções.

♥ As crianças adquirem maior autoconhecimento, autoconfiança, automotivação, sentimento de conquista, melhor relacionamento com família e amigos, melhor entendimento de sentimentos/emoções e maior aceitação/tolerância.

Com esta pequena história compreendemos que a hipótese de ter filhos felizes, com sucesso e emocionalmente saudáveis, não faz parte do mundo da fantasia. Na missão de educar, desejar o melhor para os  filhos parece ser insuficiente, tendo em conta a velocidade das mudanças sociais entre gerações. Sermos pais imperfeitos não limita a possibilidade de sermos pais conscientes, transformando dificuldades em oportunidades, conseguindo o equilíbrio familiar que tanto desejamos.

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Educar a Emoção 

image1Há uns dias enquanto desfolhava um livro li a seguinte frase, de Pitágoras:

“Educar não é dar uma carreira para se viver, mas sim temperar a alma para enfrentar as dificuldades da vida.”

Este é um desafio e um grande aliado na educação. Acredito que é urgente ensinar a saborear a vida, olhar para o que nos rodeia, despertar os sentidos, ao invés de ocupar o corpo e mente, consumindo tudo em modo acelerado na esperança de encontrar uma gratificação.

O que queremos afinal? Como pretendemos educar?

 

Educar a Emoção é permitir desenvolver o potencial cerebral de uma criança. É uma tarefa exigente e  ambiciosa, porém possível e com resultados extraordinários. Acreditem, é um investimento seguro e com rendimentos acima da média.

Felizmente existem algumas estratégias para ajudar neste processo. Apesar de não constituírem uma receita infalível, permitem evoluir e traçar o caminho para embarcar na aventura pelo mundo das emoções.

Aqui ficam algumas dicas:

@ Desenvolver desde cedo um vínculo adequado com os filhos;

@ Ser uma influência na conduta (ser um bom exemplo! q.b);

@ Dê momentos, em vez de coisas (todos os dias);

@ Desenvolver a empatia, comunicação e assertividade, através de exercícios diários e jogos lúdicos;

@ Ensinar a desfrutar o presente (práticas de mindfulness ajudam bastante);

@ Falar sobre os medos e desconstruí-los em conjunto (os medos quase sempre são criados por nós, muitos deles não existem!);

@ Falar regularmente sobre emoções e associá-las a momentos da vida;

@ Plantar sementes da felicidade e segurança fundamentais para fazer face a momentos que exigem resiliência.

Educar a emoção é fundamental para o desenvolvimento harmonioso da criança. O desafio é ensinar a criança a conhecer e identificar emoções, saber expressar, compreender, gerir e aceitar sentimentos pela positiva.

Educar a emoção é a chave para o bem-estar presente e futuro!

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Afinal, de quem é a culpa?

IMG_1133Esta é uma pergunta que aparece com frequência no dia a dia das famílias. E surge essencialmente por desencontros entre o que uns querem e o que outros fazem. Pais sentem vergonha de alguns comportamentos dos filhos, perante si, amigos ou até mesmo na escola.

Este assunto está relacionado com alguma experiência vossa?

Em que momentos sentem culpa?

Qual a maior dificuldade que estão a enfrentar na tua família?

Conheço pais que fazem de tudo para evitar comportamentos indesejados dos filhos e também sei de filhos que se esforçam para fazer o que os pais querem, mas ambos sem sucesso. Deste modo, surgem desencontros, desconfortos, desilusões, tristezas e em alguns casos muito sofrimento. Um comportamento é apenas a expressão de um pensamento ou emoção e não está relacionado com os pais, numa perspectiva de ausência de afetos e sentimentos.

Mas afinal, de quem é a culpa?

Se por um lado existem pais que sentem o peso da culpa, por outro existem crianças que reagem mal à frustração e escalam vezes sem conta a parede da desresponsabilização.

A culpa é uma falta voluntária contra o dever; omissão; desleixo, Causa (de mal ou dano) ou Imputação. A culpa por norma, traz associada a desculpa na esperança de se retirar o peso das ações. Por sua vez, Responsabilidade é entendida como a obrigação de responder pelas próprias acções , pelas dos outros ou por coisas confiadas.

E agora continuam a achar que alguém tem culpa? Ou será que existem responsáveis por atitudes e comportamentos?

O que pode mudar, se alimentarem os sentimentos de culpa?
Como mudar comportamentos indesejados de forma efetiva?
Responsabilizarem os filhos com técnicas apropriadas, poderá alterar alguma coisa?
Mas afinal, de quem é a responsabilidade?
De todos nós!
Pais e filhos podem alterar juntos esta realidade. Para tal é necessário reformular ações, intenções e responsabilidades.
De acordo com cada família, os comportamentos e a idade da criança, existem técnicas e ferramentas para intervir no universo infantil que vão potenciar a mudança nos pensamentos, emoções, atitudes e consequentemente nos comportamentos.
 Método KidsCoaching ®
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“Toda a criança é um artista”: sugestões úteis para organizar desenhos e pinturas

“A criança incorpora suas manifestação expressiva:
canta ao desenhar, pinta o corpo ao representar,
dança enquanto ouve histórias, representa enquanto
fala”. (DERDYK, 2003)

As crianças adoram desenhar e pintar. Através do desenho expressam o que sentem  e comunicam o que pensam. Registam o seu mundo e o que nele existe. Retratam momentos vividos, boas e más experiências. Revelam com especial facilidade o que gostam e o que não gostam.

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Os pais deliciam-se com os desenhos que os filhos fazem. Muitos guardam-nos anos sem conta, como se de uma pedra preciosa se tratasse.

Eu sou um desses casos. Guardo cada obra de arte dos meus filhos com muito carinho. Sei que revelam muito do que são e sentem, da sua história de vida.

Adoro ver as pastas de fim de ano com os meus filhos. Juntos recordamos o que fizeram, o que gostaram, o que sentiram e também falamos sobre o que não aconteceu como esperado. Evocamos boas memórias que ajudam a contar e recontar a sua história de vida. São ótimos momentos de partilha, proximidade e também de alguma emoção.

O que fazer com tantas produções artísticas?

Sei que nem sempre é fácil guardar todos os trabalhos em casa. Quanto a mim, não seria a melhor opção para preservar tais relíquias.

A minha sugestão é que guardem os trabalhos mais significativos por ano e com estes organizem um “álbum de memórias”, onde também podem juntar fotografias, imagens, diplomas, cartas, imagens, que ajudam a retratar os momentos mais significativos. O processo de seleção dos trabalhos pode ser realizado com a criança, ajustando sempre as tarefas à sua idade. Esta participação envolve a criança e permite a integração de acontecimentos e vivências do contexto escolar para a vida familiar. Se ainda assim existirem obras de arte, podem montar uma galeria numa parede da casa ( com pinturas da criança e dos pais quando pequenos), ou emoldurar e oferecer a familiares. Há um mundo de possibilidades e muitos materiais que conjugados, dão uma nova cor à vida!

Prontos para experimentar?

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Os Piolhos vão à escola

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Fonte: pinterest

Os Piolhos são parasitas minúsculos que põem qualquer família em pé de vento. Estes seres teimam em vaguear de cabeça em cabeça e nelas encontram o lugar ideal para morar. Como seres inteligentes aproveitam a escola para difundir a espécie e chegam a povoar largas dezenas de cabeças numa única sala. Daí conseguem passar para os irmãos, pais, avós e professores. Têm super-poderes e multiplicam-se com uma velocidade surreal.

Uma nota importante é que os piolhos preferem as cabeças limpas e alimentam-se de sangue do couro cabeludo. A comichão é um dos primeiros sinais de que poderão existir piolhos na cabeça.

A parte boa desta história é que podemos apostar na prevenção, ou seja prevenir em vez de remediar. Há quem diga que não… eu acredito que com algumas medidas eficazes podemos diminuir as probabilidades de infestação.

Como evitar?

  1. Colocar umas gotas de óleo de alfazema atrás das orelhas e da nuca da criança. Os piolhos detestam o cheiro deste óleo. Também se pode pulverizar o cabelo e chapéus com solução de água com gotas de óleo. Uso há algum tempo e tem sido bastante eficaz.
  2. Se a criança manifestar comichão anormal no couro cabeludo, redobrar a atenção
  3. Semanalmente inspeccionar a cabeça e passar o pente fino apropriado para piolhos
  4. No caso dos cabelos compridos, apanhá-los pode ser uma boa opção.
  5. Ensinar a criança a evitar o contato com a cabeça dos amigos e não usar chapéus ou escovas de outra criança.

Em caso de piolhos, o que fazer?

Com a certeza da infestação há que tratar bem e com rapidez.

Se o aviso vem da escola, não fique com vergonha, pois ter piolhos não é sinónimo de falta de higiene, antes pelo contrário. Se detetou em casa, informe a escola pois é importante a comunicação à comunidade escolar, para que todos possam estar atentos e interrompam este ciclo, expulsando estes bicharocos da escola. Afinal de contas, os currículos não estão pensados para eles!

Assim que possível aplique um produto antiparasitário seguindo à risca as instruções para matar os piolhos vivos.

Existem opções naturais que em casos de infestação inicial podem ser bastante eficazes.

Após o tratamento, deve lavar a 60⁰C lençóis, almofadas, chapéus, toalhas, assim como desinfetar escovas e pentes que estiveram em contacto com a cabeça da criança nos últimos dias. Será igualmente importante aspirar a cadeira do carro, sofás e tapetes. Deitar o saco do aspirador fora. Caso algum objeto não possa ser lavado deixar fechado num saco durante duas semanas, tempo suficiente para os piolhos asfixiarem.

1, 2, 3 ataque aos piolhos!

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Como sobreviver à maratona de festas

IMG_6337-1.JPGAs festas de aniversario já não são o que eram. As crianças, de hoje, não se contentam com uma simples festa em casa e lanche preparado pela mãe (salvo algumas exceções). Pelo contrário querem a festa no lugar XPTO, com um lanche XPTO, onde os amigos também festejaram. E assim, em alguns casos, participam em várias festas no mesmo local várias vezes no ano.

Haja criatividade e boa disposição para enfrentar esta maratona de festas. Por mim falo, que chegam a ser quatro festas repartidas por sábado e domingo.

Além da gestão do tempo familiar, que mais parece uma corrida olímpica, não podemos esquecer o impacto das festas no orçamento familiar. Isto porque, a famosa prenda é um aspeto de grande importância para crianças e para muitos pais.

Ao pensar no tema dei por mim a interrogar-me: porque damos presentes? Porque ensinamos os nossos filhos a fazê-lo? Como atribuímos o valor ao presente? como explicamos o valor do presente à criança?

Pois bem, descobri (não que não soubesse) que dar presentes é um ato de expressar sentimentos, retirando de nós algo que poderíamos utilizar para proveito próprio. Também damos presentes porque gostamos de ver a outra  pessoa sorrir e de sorrir com ela. Os presentes para serem especiais têm que ser pensados e escolhidos com o coração, independentemente do seu valor. É precisamente aqui que gostava de refletir um pouco convosco. Será que é isso que temos transmitido aos mais pequenos?

Conheço algumas crianças que deixam de ir a festas porque não podem dar presentes. Sei falar no exagero de consumo que se gera a partir destes momentos e muitas vezes a criança nem gosta de alguns presentes.

Com o intuito de facilitar a corrida às festas, partilho aqui algumas formas de gerir a questão das prendas, juntando o útil ao agradável, rentabilizando necessidades e recursos.

Dicas úteis:

  • Prenda coletivas ( permite oferecer algo de maior valor e que a criança deseja, com menor valor para cada um)
  • Personalização de presentes ( versão “homemade”, recomendo vivamente, principalmente pelos valores que se transmitem neste processo)
  • oferta de experiências ( ex: uma ida ao cinema com o(a) amigo(a)
  • donativo a instituição de apoio social (dependendo da idade e do grau de compreensão, pode ser uma boa opção para sensibilizar as crianças para a importância de ajudar e partilhar).

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No planeta das chuchas: passos para ajudar a criança

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Fonte: Pinterest

O uso da chupeta é um tema polémico na sociedade atual, pois se há quem seja adepto, também há que seja contra a sua utilização. Verdade seja dita que inúmeros estudos comprovam que o uso inadequado ou prolongado da mesma interfere no desenvolvimento da criança, principalmente ao nível do aparelho orofacial e consequentemente na aquisição da fala) .

Por questões sociais, familiares ou culturais, a verdade é que a chucha é uma aliada da grande maioria dos pais. Aliás, hoje em dia já faz parte do enxoval do bebé, várias chuchas de diferentes formas, cores e marcas (Há quem ache muita piada!!). Como se não chegasse,  inventaram uma fitas para que chucha e criança estejam sempre juntos… e nós recorremos a tudo e mais um bocadinho sem pensar no depois. Damos esta opção, mas há um dia em que queremos tirar!!

Sendo um hábito introduzido precocemente torna-se difícil a sua anulação dois ou três anos depois. Tendo em conta esta complexidade e o seu impato no bem-estar emocional da criança é necessário preparar a criança para que este processo decorra dentro da normalidade. Há muito quem ache que se é para tirar tem que ser de vez e custe o que custar. Desculpem, mas não posso concordar. Este processo pode ser gradual e bem integrado no psíquico da criança, se existir uma preparação correta e acima de tudo se acontecer no tempo certo.

Porque já passei por este processo 2x como mãe e umas boas dezenas como educadora, estou perfeitamente à vontade para aconselhar e partilhar o que funciona na prática (A teoria por si só não é suficiente).

Chegada a altura de retirar a chucha, a criança deverá ser preparada e apoiada nesta fase tão importante do seu desenvolvimento. Cada criança é única e mesmo entre irmãos as experiência podem ser muito diferentes.

A retirada da chucha envolve uma perda de uma objeto de consolo e a capacidade de auto-regulação, portanto deve ser um processo gradual e uma vez iniciado não deve ser interrompido (Coerência e consistência). É fundamental a disponibilidade física e emocional, de todos os adultos que com ela convivem (escola/casa), devendo estes atuar em sintonia.

Aqui ficam alguns passos rumo ao objetivo:

  • Tratar o tema com naturalidade, sem fazer dele o centro da vida da criança é a abordagem mais adequada
  • Limitar o uso da chucha em momentos do dia, reduzindo o nº de horas de utilização. Esta prática envolve o não transportar a ou as chuchas para todo o lado. Sim, porque há quem tenha uma em cada divisão da casa, no carro, na escola… nem quero ver!
  • Não utilizar métodos radicais ( como colocar produtos na chucha, cortar, atirar pela janela)
  • Se a chucha estiver estragada ou em risco de romper não compre outra, pois essa opção confunde a criança (quer que eu deixe a chucha e compra uma nova?)
  • Introduzir histórias ou desenhos animados educativos sobre o tema ajudará a criança a antecipar, compreender e modelar comportamentos
  • Incentivar a criança a usar a chucha só em casa (dizendo-lhe que assim não se perde) e só permitir o uso à noite
  • Retirar a chucha quando a criança adormecer, explicando-lhe que irá fazê-lo, mas que a chucha ficará junto à almofada, caso precise
  • Combinar com a criança um dia oficial para deixar, de vez, a chucha (aniversário, férias, viagem) e assinalar o momento com algo especial.
  • Utilizar simbolismo para a criança deixar a chucha ( deixar na árvore ou na arca das chuchas, entregar ao pai natal ou enviar para a fada das chuchas, vale tudo no mundo da fantasia!)
  • Reforçar o contato físico e disponibilidade para a hora de deitar, pois pela falta da chucha a criança tende a demorar mais a adormecer (não se assuste são só uns dias)
  • Oferecer alternativas quando a criança chora porque quer a chucha, distraindo-a com outras atividades ou brinquedos. É uma técnica que, no momento certo funciona (as crianças são persistentes para nos deixar de rastos, sejam firmes e criativos!). A existência de um boneco preferido pode facilitar.
  • Elogiar cada conquista com amor e recompensar com momentos e brincadeiras de uma criança crescida. Evitar a recompensa material.
  • Deixar a criança descobrir como é viver sem chucha e apoiá-la incondicionalmente nesta maravilhosa aventura!

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A fada não levou o dente!

IMG_3688Desde sempre que sou defensora das histórias que envolvem magia e fantasia, que se recriam no imaginário da criança e a fazem crescer feliz!

Desde cedo que incentivo os meus filhos a viajar pelo mundo da fantasia, dos sonhos e do inimaginável… faço o mesmo com as crianças com quem tenho o prazer de privar… viver a magia das fadas, dos duendes, das princesas, dos super-heróis, das bruxas e do Pai Natal… é simplesmente divinal!

Ontem foi a vez da fada dos dentes visitar a nossa casa… mais um dente caído, mais um pedido atendido. Sim, porque nesse dia além de todos os deveres de mãe… acresce a tarefa de se transformar em fada, pousar junto à cama e lá deixar a surpresa com que a princesa sonha há dias, muito antes daquele dente estar “maduro” ( ela assim diz).

Nessa noite, a magia paira no ar, sente-se o perfume da fada e o calor das suas asas a bater, de tal forma que ela afirma, a pés juntos, ter sentido a fada e ouvido o bater das suas asas. Mas desta vez… aconteceu algo diferente: a fada não levou o dente que estava debaixo da almofada. Mãaaaaaeeeee, a fada não levou o dente!

Confesso que apanhei um susto! Como poderia ter-me esquecido de algo tão importante e até diria determinante para que a fantasia se torne real. Como a imaginação não tem limites, segui o meu instinto e encontrei logo uma hipótese que, para sorte minha, foi prontamente aceite. Terá acreditado ? Não sei, mas senti-me a melhor mãe do mundo e acho que nem me saí muito mal … ufa!

Sem margem para dúvidas, o contato com o mundo imaginário, além de encantar permite que a criança amplie o seu repertório e enriqueça o seu processo de vida. Através da magia, dos sonhos e da fantasia, a criança pensa, questiona, experimenta e expressa o que sente…resolve conflitos internos e externos, recria, imita, faz-de-conta, tenta e volta a tentar, acredita que não há limites para sonhar!

Conceição Pereira 
Amor d`3ducação