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Celebrar o dia da criança!

IMG_4778O melhor do mundo são as crianças! E hoje é dia de celebrar!

Por elas fazemos tudo, queremos vê-las bem, saudáveis e felizes. O seu choro deixa-nos perdidos, aflitos e inúmeras vezes incomodados. Amar uma criança é senti-la, ouvi-la atentamente, respeitar a sua essência e sintonizado às suas verdadeiras necessidades.

Ser criança é ver os seus direitos respeitados. É ter oportunidades para desenvolver novas competências. É fazer o que mais gosta, sorrir sem limites, é rodopiar sobre sonhos. Uma criança feliz reflete alegria, luz, vivacidade e contagia qualquer um com as suas gargalhadas, gracinhas ou simplesmente com um sorriso maroto.

Com algumas ações diárias, conscientes da sua importância, é possível ajudar as crianças a expandir competências, acreditarem em si próprias e assim, evoluírem positivamente no seu processo de vida.

  1. Conecte-se com a criança: estabeleça ligação entre o que pensa e o sente. Nomeie as emoções e mostre que valoriza o que a criança está a sentir.
  2. Pratique boas conversas: a ligação emocional é a base de qualquer relação. O diálogo entre pais e filhos tem a função de apoiar a criança na elaboração cognitiva sobre as suas emoções. É possível ajudar a criança a expressar o que sente com recurso a palavras, imagens, histórias
  3. Foque-se em soluções: Esta abordagem com as crianças, dá-lhe uma visão mais ampla da vida e abre novas possibilidades para ultrapassar dificuldades.
  4. Deixe a criança decidir: permita que a criança faça escolhas limitadas, de acordo com as suas necessidades e idade, como a escolha de roupa, alimentos, momento em que vai concluir uma tarefa. Esta possibilidade permite ativar zonas do cérebro e aumentar a autoestima, autoconfiança e a autoresponsabilidade.
  5. Substitua ordens por perguntas poderosas: As boas perguntas levam à reflexão e a novas conclusões. Ficam aqui alguns exemplos – Onde podes pôr os teus brinquedos, para os poderes encontrar amanhã, e brincares com eles outra vez? Como podes fazer para os teus dentes ficarem muito limpinhos e brilhantes? Se houvesse uma maneira de estares pronto a horas, qual seria? O que acontece ao teu corpo se não comeres?
  6. Brinque com a criança: As competências que as crianças desenvolvem durante brincadeira são fundamentais para a vida adulta. Quando o lúdico e o divertimento passam a fazer parte da rotina familiar, há mais leveza nas relações entre pais e filhos. Pais que brincam com os seus filhos conseguem participar do universo infantil, transmitindo valores fundamentais para o desenvolvimento da criança, além de se conectarem afetivamente com a criança.

Ter crianças felizes, realizadas, criativas, com saúde emocional e social, não é apenas uma fantasia! Antes pelo contrário, é uma realidade alcançável com a prática consciente e consistente destas ações.

Vamos praticar? Uma excelente forma de celebrar o dia da criança!

 

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5 dicas para desenvolver mindset de felicidade familiar

PHOTO-2020-05-18-22-50-25Há umas semanas realizei com a minha amiga Patrícia Rocha, da Azorescoaching um ciclo de webinars sobre educar com Kids coaching. No nosso último encontro, tivemos o prazer de falar sobre o tema e partilhar os segredos para desenvolver um Mindset de felicidade familiar.

Recentemente, a Patrícia escreveu um texto sobre o tema e não resisti propor-lhe a partilha no blog.  Estamos alinhadas na missão que temos de ajudar mães, pais, cuidadores e  e crianças a alcançarem o seu verdadeiro potencial.

Aqui fica a partilha do texto publicado no expresso das ilhas-cv. Espero que gostem tanto como eu!

” Resolvi trazer este tema especialmente para este momento particular em que vivemos (confinamento devido à Covid-19) e na semana em que se comemora o dia da família!

Mindset numa linguagem simples é a forma como organizamos o nosso pensamento, como observamos o mundo e decidimos encarar as situações do quotidiano (a nossa mentalidade perante a vida). É o produto dos nossos valores e crenças.

No contexto familiar, os fortes laços emocionais entre pais e filhos fazem com que seja na maioria das vezes necessário estabelecer novo mindset com o objetivo de viver com maior bem-estar.

Assim, de que modo podemos desenvolver novos modelos de felicidade familiar? Como cortar com modelos impostos e adoptados inconscientemente e no qual acreditamos que trarão felicidade? Como levar uma família a olhar para o que de facto traz a verdadeira felicidade? Como levar a família a  ajudar os seus membros a encontrarem o seu melhor?

Algumas dicas :

1 . Acreditar que a relação com os nossos filhos pode ser uma relação nova.

Muitas vezes nós, tendenciosamente e sem nos apercebermos, projetamos nas relações com os nossos filhos situações da nossa infância.

2. Libertar-se da visão distorcida e improdutiva da vida.

Foque-se naquilo que conquistou: Lembre-se de factos, situações positivas reais que viveu e experimentou, que foram fruto de muito esforço, dedicação e resiliência.

3. Aplicar Coaching informal com os filhos.

Uma abordagem de coaching informal a ser aplicada no dia a dia da rotina familiar trará calma às crianças, aos pais, ao ambiente familiar e logo a felicidade e bem-estar.

Ter filhos contentes, animados e com saúde emocional e social não é ilusão. Somente é necessário que os pais conheçam ferramentas e técnicas de como ajudar os seus filhos a lidarem consigo mesmos; Incutir-lhes a mentalidade para terem sempre presentes atitudes que conduzam a autoresponsabilidade, autonomia e tomada de decisão.

Como agir no dia a dia aplicando coaching informal com as crianças?

  • Ter boas conversas, o que implica mais perguntas e mais tempo de fala da criança;
  • Fazer boas perguntas o que pressupõe perguntas que levam a criança a pensar, a ter maior percepção sobre si e situações;
  • Aumentar a autoestima da criança, listando feitos bem-sucedidos;
  • Conduzir a criança para a resolução de problemas fazendo com que esta entenda melhor a situação.

4. Pensar nas coisas Positivas

Martin Seligman, pai da Psicologia Positiva criou uma série de métodos para treinar a mente a pensar de uma forma positiva. Traz-nos o conceito de Flourishing – teoria que defende que, para as pessoas conseguirem a felicidade plena é preciso que cultivem emoções positivas, relacionamentos positivos, propósitos de vida e realizações. Só assim elas poderão “florescer”, desenvolver seu potencial e seguirem o caminho da felicidade. Dentro da família é elevar a crença no futuro, encontrar recursos positivos e colocar em uso para o bem do todo. Fomentar flourishing na família pode começar por ações diárias simples que demoram em torno de 10 a 15 minutos:

  • Na hora de dormir e num encontro, de toda a família, cada um relata 2 a 3 coisas boas que aconteceram durante o dia;
  • Cada um diz o que aconteceu de interessante nesses acontecimentos;
  • Cada um relata o que sentiu;
  • Os Pais reforçam positivamente e destacam as conquistas obtidas, trazendo a sensação de que o dia valeu a pena, abrindo assim a perspectiva de esperança de que os dias vindouros poderão ser melhores.

5. Praticar gratidão

Estudos indicam que agradecer e mostra-se grato perante as coisas e as pessoas que temos a nossa volta traz benefícios físicos e psicológicos, incluindo aumentar níveis de felicidade.

Mantenha-se atento ao seu mindset e torne-o favorável ao alcance da felicidade familiar.”

Patrícia Rocha – Life Coach

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Coranavírus: como abordar o tema com as crianças

Estamos a viver dias diferentes do habitual com a chegada do Coronavirus. Nas nossas casas vivem-se dias envoltos de dúvidas, incertezas, medos, ansiedade, preocupação, alteração de rotinas e pânico face ao desconhecido. Neste momento desafiante, é importante estarmos atentos às crianças, ao que perguntam, ao que sentem, aos seus comportamento, aos sinais que expressão sem falar e que podem traduzir muitas das suas inquietações. Envolvidos pela avalanche de informação, podemos acabar por  desvalorizar cuidados importantes a ter com a saúde emocional dos mais novos. Acredito que existem muitos pais, avós, educadores a vivenciar situações desafiantes com as suas crianças, pelo temor que possam sentir face a esta epidemia. Neste processo será importante ter em mente que a saúde emocional é essencial para que o sistema imunológico esteja ativo.

Para ajudar as famílias neste momento, partilho sugestões para abordar o tema com as crianças:

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♥ Conversar em família sobre o tema, adequando a informação à idade da criança.

♥ Proteger a criança de notícias, imagens, conversas e comentários que em nada ajudarão a tranquilidade e compreensão de tudo o que está a acontecer no seu mundo exterior e interior;

♥ Aproveitar o tempo juntos para reforçar hábitos e práticas diárias que ajudam à prevenção e proteção de todos (é um excelente momento para transmitir informações que ficam para a vida);

♥ Mesmo perante um cenário preocupante, é importante desdramatizar as preocupações. Para se sentir segura a criança precisa assimilar essa estabilidade nas figuras de referência;

♥ Expressar e falar sobre o que sentem acerca do que está a acontecer. P. ex: Sabes filho, estamos todos preocupados com este vírus? O que tens pensado? Eu estou muito preocupada mas sei que juntos vamos ultrapassar tudo da melhor forma. O que sentes neste momento? Há alguma coisa que podemos fazer para te sentires melhor?

♥ Contar e recontar histórias que envolvam emoções que a criança demonstra estar a vivenciar. O falar é mais eficaz e reparador do que o silêncio;

♥ Em caso de quarentena, atribuir a leveza necessária à situação ajudará a criança a gerir melhor as mudanças na rotina, dificuldades que surjam e a integrar esta realidade;

♥ Dinamizar atividades juntos permitirá fortalecer laços e a passar o tempo de forma divertida. Aproveitar o tempo para fazer coisas que na normalidade dos dias não faríamos;

As crianças são especialistas a “ler-nos” e percebem se o que lhes transmitimos vem do coração. Enganar uma criança pode parecer fácil, mas acreditem que terá custos elevados no futuro. A confiança e o amor são dois pilares de excelência para que sejamos o seu porto seguro.

Vamos aproveitar esta realidade para transformar desafios em oportunidades?

A mudança exterior começa no nosso interior. Como vamos contribuir para esta mudança?

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Um Natal especial: 10 dicas que prometem fazer sucesso!

Chegou dezembro, o mês do Natal, a festa mais desejada pelas crianças. Sinónimo de magia, casas enfeitadas, da chegada do pai natal, das prendas, da reunião da família, da árvore de natal, do presépio, das tradições, das compras, das luzes por todo o lado e dos doces das mães, tias e avós.

IMG_2189Nesta época, o amor toma outras proporções, cheiros diferentes pairam no ar e o frio confunde-se com o calor das luzes que enfeitam as ruas. Reencontramos familiares e amigos que não víamos há muito, fazemos mais compras e também abusamos nos docinhos.

No Natal ficamos mais predispostos para ajudar o próximo, partilhar o que temos, dar um pouco do nosso tempo e estar com as pessoas de que realmente gostamos.

Mas afinal, o que é o Natal ? O que pensamos está em consonância com o que vivemos? O que verdadeiramente transmitimos às crianças?

No fundo, bem lá fundo, todos sabemos que o Natal é muito mais do que simples palavras bonitas. Assim e porque o Natal é muito mais que uma noite em que recebemos presentes, partilho 10 segredos para termos um Natal especial:

  1. Transmitir à criança que o Natal é a festa do nascimento de Jesus, independentemente das suas crenças ou opções religiosas. Esta é uma história como muitas outras… os livros são excelentes auxiliares e podem criar momentos deliciosos entre pais e filhos!
  2. Envolver as crianças nos preparativos (decoração da casa, confecção de doces tradicionais, programas em família, construir o presépio), transmitindo valores inerentes às tradições da família;
  3. Fazer um calendário do advento com a criança, ajudará a compreender quantos dias faltam até ao dia de Natal. Este calendário pode incluir mensagens, desafios, surpresas, adivinhas e também uns docinhos. Serão momentos divertidos em família;
  4. Substituir o consumo excessivo por prendas criativas feitas com o coração. Deste modo, as crianças aprendem que o valor de uma prenda está na intenção. O maior valor está no sentimento inerente à dádiva e não no ato de comprar;
  5. Mostrar à criança que existem diferentes formas de festejar o Natal. Podem ver juntos vídeos sobre o tema, ou até falar com familiares ou amigos que estão a viver noutros Países;
  6. Assistir a concertos ou eventos de Natal, reforçará laços e cria boas memórias para a vida;
  7. Fazer um lanche com amigos para troca de livros ou brinquedos (usados e claro, em bom estado). A troca pode ser feita através de sorteios ” amigo secreto”.
  8. Tirar uma fotografia de família, com ou sem Pai Natal, para mais tarde recordar;
  9. Definir em família o número de presentes por pessoa, sem contar com o do Pai Natal (Dãaaaaa!). Deste modo, podem evitar-se gastos desnecessários e o principalmente o desperdício, dois conceitos que também podem ser integrados nesta altura do ano;
  10. Ajudar quem precisa é uma excelente forma de transmitir os valores da Solidariedade.  As crianças são “experts “nesta matéria. Podemos envolvê-las na seleção de roupas e brinquedos para doar. O resultado é surpreendente!

Um Natal assim será, com toda a certeza, mais sentido, mais colorido, mais vivido, mais quentinho, mais docinho… será verdadeiramente um Natal especial!

Feliz Natal!

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Preparar o ano letivo: Um desafio para pais e filhos

É chegado o mês em que muitos de nós começamos a preparar mais um ano letivo. Com mais ou menos filhos, esta é uma tarefa que exige planeamento e a implementação de estratégias que permitam rentabilizar meios e recursos.

Cá em casa existe uma prática centrada na partilha e reutilização de materiais, principalmente por questões ambientais. É óbvio que se poupamos podemos sempre beneficiar a criança com algo que quer ou precise, dando-lhe a perceber que tal só foi possível, porque estimou o material e portanto colaborou para a gestão do orçamento familiar. Responsabilizar os nossos filhos e implicá-los nas opções da vida é fundamental para a sua formação.

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Com este post,  pretendo partilhar algumas dicas que podem ajudar na preparação de mais um ano letivo. Aqui estão elas:

Aquisição dos manuais escolares (pesquisar se existem apoios ao nível das câmaras ou juntas de freguesia da área de residência). No concelho de Lisboa os manuais escolares serão gratuitos até ao 3º ciclo, para alunos que frequentem o ensino público;

Descontos em manuais escolares: os alunos que frequentam o ensino privado não estão abrangidos pelos apoios estatais. Nestes casos é possível aproveitar descontos com a compra antecipada ou optar por plataformas de troca de manuais;

→ Seleccionar o material do ano anterior: limpar, afiar, forrar, enfim… reciclar o que for possível. Existem formas originais para reciclar e as crianças adoram estas tarefas!

Fazer uma lista verificar o que é mesmo necessário. mesmo não dispondo da lista de material da escola, pode preparar os básicos (mochila, estojo, lápis, afia, borracha, esferográfica, lápis de cor, canetas de feltro, régua e tesoura);

Investir em compras partilhadas (família ou amigos), em armazém ou grande superfície. É uma boa opção pois existem promoções ou packs familiares que ajudam imenso na hora das contas;

etiquetar o material é fundamental para que a criança não o perca ou o encontre mais facilmente. É frequente a partilha ou troca de material entre crianças;

Evitar a escolha de material sofisticado ou com muita “bonecada”, por norma é algo sugerido pelos professores, para evitar desaparecimentos ou distracções nas aulas. Os fabricantes têm vindo a lançar inovações que, na prática, em nada beneficiam a aprendizagem. Queremos que os nossos filhos aprendam ou que brinquem na sala de aula?

Preparar o espaço para estudo e envolver a criança na arrumação e decoração;

Voltar à rotina gradualmente (principalmente nos horários de deitar e acordar), para que o regresso às aulas e ao trabalho se dê com a maior tranquilidade possível. Respeitar o ritmo e a necessidade de cada criança é meio caminho andado para que tudo corra sobre rodas.

Bom regresso às aulas!

Em que podemos ajudar? amordeducacao@gmail.com

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Os Piolhos vão à escola

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Fonte: pinterest

Os Piolhos são parasitas minúsculos que põem qualquer família em pé de vento. Estes seres teimam em vaguear de cabeça em cabeça e nelas encontram o lugar ideal para morar. Como seres inteligentes aproveitam a escola para difundir a espécie e chegam a povoar largas dezenas de cabeças numa única sala. Daí conseguem passar para os irmãos, pais, avós e professores. Têm super-poderes e multiplicam-se com uma velocidade surreal.

Uma nota importante é que os piolhos preferem as cabeças limpas e alimentam-se de sangue do couro cabeludo. A comichão é um dos primeiros sinais de que poderão existir piolhos na cabeça.

A parte boa desta história é que podemos apostar na prevenção, ou seja prevenir em vez de remediar. Há quem diga que não… eu acredito que com algumas medidas eficazes podemos diminuir as probabilidades de infestação.

Como evitar?

  1. Colocar umas gotas de óleo de alfazema atrás das orelhas e da nuca da criança. Os piolhos detestam o cheiro deste óleo. Também se pode pulverizar o cabelo e chapéus com solução de água com gotas de óleo. Uso há algum tempo e tem sido bastante eficaz.
  2. Se a criança manifestar comichão anormal no couro cabeludo, redobrar a atenção
  3. Semanalmente inspeccionar a cabeça e passar o pente fino apropriado para piolhos
  4. No caso dos cabelos compridos, apanhá-los pode ser uma boa opção.
  5. Ensinar a criança a evitar o contato com a cabeça dos amigos e não usar chapéus ou escovas de outra criança.

Em caso de piolhos, o que fazer?

Com a certeza da infestação há que tratar bem e com rapidez.

Se o aviso vem da escola, não fique com vergonha, pois ter piolhos não é sinónimo de falta de higiene, antes pelo contrário. Se detetou em casa, informe a escola pois é importante a comunicação à comunidade escolar, para que todos possam estar atentos e interrompam este ciclo, expulsando estes bicharocos da escola. Afinal de contas, os currículos não estão pensados para eles!

Assim que possível aplique um produto antiparasitário seguindo à risca as instruções para matar os piolhos vivos.

Existem opções naturais que em casos de infestação inicial podem ser bastante eficazes.

Após o tratamento, deve lavar a 60⁰C lençóis, almofadas, chapéus, toalhas, assim como desinfetar escovas e pentes que estiveram em contacto com a cabeça da criança nos últimos dias. Será igualmente importante aspirar a cadeira do carro, sofás e tapetes. Deitar o saco do aspirador fora. Caso algum objeto não possa ser lavado deixar fechado num saco durante duas semanas, tempo suficiente para os piolhos asfixiarem.

1, 2, 3 ataque aos piolhos!

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Como sobreviver à maratona de festas

IMG_6337-1.JPGAs festas de aniversario já não são o que eram. As crianças, de hoje, não se contentam com uma simples festa em casa e lanche preparado pela mãe (salvo algumas exceções). Pelo contrário querem a festa no lugar XPTO, com um lanche XPTO, onde os amigos também festejaram. E assim, em alguns casos, participam em várias festas no mesmo local várias vezes no ano.

Haja criatividade e boa disposição para enfrentar esta maratona de festas. Por mim falo, que chegam a ser quatro festas repartidas por sábado e domingo.

Além da gestão do tempo familiar, que mais parece uma corrida olímpica, não podemos esquecer o impacto das festas no orçamento familiar. Isto porque, a famosa prenda é um aspeto de grande importância para crianças e para muitos pais.

Ao pensar no tema dei por mim a interrogar-me: porque damos presentes? Porque ensinamos os nossos filhos a fazê-lo? Como atribuímos o valor ao presente? como explicamos o valor do presente à criança?

Pois bem, descobri (não que não soubesse) que dar presentes é um ato de expressar sentimentos, retirando de nós algo que poderíamos utilizar para proveito próprio. Também damos presentes porque gostamos de ver a outra  pessoa sorrir e de sorrir com ela. Os presentes para serem especiais têm que ser pensados e escolhidos com o coração, independentemente do seu valor. É precisamente aqui que gostava de refletir um pouco convosco. Será que é isso que temos transmitido aos mais pequenos?

Conheço algumas crianças que deixam de ir a festas porque não podem dar presentes. Sei falar no exagero de consumo que se gera a partir destes momentos e muitas vezes a criança nem gosta de alguns presentes.

Com o intuito de facilitar a corrida às festas, partilho aqui algumas formas de gerir a questão das prendas, juntando o útil ao agradável, rentabilizando necessidades e recursos.

Dicas úteis:

  • Prenda coletivas ( permite oferecer algo de maior valor e que a criança deseja, com menor valor para cada um)
  • Personalização de presentes ( versão “homemade”, recomendo vivamente, principalmente pelos valores que se transmitem neste processo)
  • oferta de experiências ( ex: uma ida ao cinema com o(a) amigo(a)
  • donativo a instituição de apoio social (dependendo da idade e do grau de compreensão, pode ser uma boa opção para sensibilizar as crianças para a importância de ajudar e partilhar).

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Toca a passear: transportes grátis para crianças

Escrevo este post para partilhar com todos vós, o que eu desconhecia por completo (talvez seja o vosso caso!)

Vamos ao que interessa! Há uns dias tive conhecimento ocasional (um ano e tal depois da entrada em vigor) que as crianças dos 4 aos 12 anos têm direito a transporte gratuito na Carris e no Metro. Pois é… se soubessem as vezes que carreguei cartões e mais cartões com viagem para aqui e para ali (nem quero pensar). O mais engraçado é que mesmo nos locais de carregamento ou guichés está disponível esta informação. Ai que nervos!

Para beneficiar deste apoio é necessário requer a emissão do cartão Lisboa Viva com perfil Criança, num posto de atendimento da carris. Para tal, é necessário preencher um formulário e apresentar o cartão de cidadão da criança e entregar uma foto tipo passe. Como não á bela sem senão, a emissão do cartão tem um custo de 7€. Em dez dias o cartão está pronto e será válido até a criança completar 13 anos.

Apesar de utilizar o carro para as deslocações diárias, gosto de utilizar os transportes públicos em deslocações que requerem muito tempo de estacionamento, pela facilidade de acesso, ou simplesmente por lazer, pois acabamos por conhecer melhor a cidade.

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Eureka… esta descoberta foi uma maravilha, pois com viagens grátis para crianças, vamos passear muito mais!

E por aí conheciam este beneficio? Partilhem as vossas experiências.

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A fada não levou o dente!

IMG_3688Desde sempre que sou defensora das histórias que envolvem magia e fantasia, que se recriam no imaginário da criança e a fazem crescer feliz!

Desde cedo que incentivo os meus filhos a viajar pelo mundo da fantasia, dos sonhos e do inimaginável… faço o mesmo com as crianças com quem tenho o prazer de privar… viver a magia das fadas, dos duendes, das princesas, dos super-heróis, das bruxas e do Pai Natal… é simplesmente divinal!

Ontem foi a vez da fada dos dentes visitar a nossa casa… mais um dente caído, mais um pedido atendido. Sim, porque nesse dia além de todos os deveres de mãe… acresce a tarefa de se transformar em fada, pousar junto à cama e lá deixar a surpresa com que a princesa sonha há dias, muito antes daquele dente estar “maduro” ( ela assim diz).

Nessa noite, a magia paira no ar, sente-se o perfume da fada e o calor das suas asas a bater, de tal forma que ela afirma, a pés juntos, ter sentido a fada e ouvido o bater das suas asas. Mas desta vez… aconteceu algo diferente: a fada não levou o dente que estava debaixo da almofada. Mãaaaaaeeeee, a fada não levou o dente!

Confesso que apanhei um susto! Como poderia ter-me esquecido de algo tão importante e até diria determinante para que a fantasia se torne real. Como a imaginação não tem limites, segui o meu instinto e encontrei logo uma hipótese que, para sorte minha, foi prontamente aceite. Terá acreditado ? Não sei, mas senti-me a melhor mãe do mundo e acho que nem me saí muito mal … ufa!

Sem margem para dúvidas, o contato com o mundo imaginário, além de encantar permite que a criança amplie o seu repertório e enriqueça o seu processo de vida. Através da magia, dos sonhos e da fantasia, a criança pensa, questiona, experimenta e expressa o que sente…resolve conflitos internos e externos, recria, imita, faz-de-conta, tenta e volta a tentar, acredita que não há limites para sonhar!

Conceição Pereira 
Amor d`3ducação
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Como gerir o uso das tecnologia na infância

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A tecnologia está a mudar o mundo em que vivemos… Há alguns meses que reflito sobre a influência das novas tecnologias na educação. Apresento-vos Pensei um artigo esclarecedor com informação credível e possível de se colocar em prática.  

As tecnologias fazem parte da sociedade atual e portanto da nossa vida. Não há margem para dúvida, vieram para ficar e com grande potencial de evolução. Quantos de nós questionamos as vantagens ou desvantagens da sua utilização pelas crianças. Pais, professores e educadores falam sobre o tema, debatem ideias e deste encontro emergem diferentes perspetivas e opiniões.

Se por um lado a tecnologia permite que nos aproximemos de pessoas que estão longe, por outro, pode afastar-nos daqueles que estão perto. E nesta linha de pensamento, surgem algumas questões pertinentes, que servirão de base a esta reflexão:

Estamos a conviver de forma adequada com esta vantagem tecnológica? Devemos permitir que as crianças tenham contato com as mais variadas ferramentas tecnológicas? Qual é o papel dos adultos na educação tecnológica das crianças?

Sou de opinião que não podemos ignorar a evolução, privando a criança do acesso a este tipo de ferramentas. Já dizia o velho ditado ” o fruto proibido é o mais apetecido”.  As tecnologias só serão prejudiciais se afastam a criança da interação com o mundo real e a impedem de realizar aprendenduzagens significativas. Assim sendo, devemos integrá-las de modo consciente na rotina, tendo em conta a idade e carateristicas da criança, sem ignorar as consequências do seu esto na saúde fisica e psicológica da criança. Tendo em conta o desenvolvimento de uma criança, o uso de aparelhos electrónicos não deve ser permitido até aos 3 anos.

Um dos requisitos fundamentais para permitir a utilização de equipamentos eletrónicos é a existência de acompanhamento do adulto por forma a garantir interação fora da tela. Segundo o psicológo André Trindade, ” … a tecnologia é uma ferramenta, é uma espécie de vantagem, se conseguir usá-la de forma criativa com o seu filho”. O autor desenvolve a ideia de que a perda de contato visual e fisico com a criança deve ser motivo de preocupação na educação de uma criança. 

Através da leitura de alguns artigos de referência, fui-me apercebendo que o essencial é existirem regras pré-estabelecidas e supervisão/acompanhamento na exploração dos dispositivos. Ver uma árvore num tablet é muito diferente de vê-la num parque. É ou não é? O segredo reside, essencialmente, nas relações que podemos estabelecer entre experiências. A exploração de imagens ou conteúdos no tablet ajudam a conhecer características, obter informações e o contato com o mundo real permite à criança usufruir de experiências sinestésicas (ouvir, ver, tocar, sentir) vitais para o seu desenvolvimento.

Deixo-vos alguns tópicos importantes facilitadores de uma dieta tecnológica equilibrada:

  • Seja um modelo para o seu filho, controlando o seu próprio uso dos aparelhos eletrónicos. As crianças aprendem por imitação;
  • Defina regras de utilização dos aparelhos electrónicos e conversar com  a criança acerca das mesmas;
  • Brinque com o seu filho, dê alternativas ao uso das novas tecnologias;
  • Impedeça o uso de aparelhos em momentos da rotina diária ( refeições, repouso…);
  • O tempo de uso não deve exceder os 30 minutos consecutivos, sendo muito importante a qualidade dos conteúdos assistidos;
  • Não permita o acesso a tecnologia após o jantar ou na hora que antecede a ida para a cama;
  • Aproveite para estar com a criança no momento em que utiliza o tablet, contar uma história interativa ou explorar um tema através de sons e/ou imagens;
  • Não ofereça tecnologia a uma criança, ela terá todo o tempo do  mundo para investir nessa área. A criança precisa desenvolver soft-skills que promovam o seu desenvolvimento social, mental, fisico e emocional.

Segundo Raffi Cavoukian, fundador do Centre for child Honouring, “nenhum toque que realmente emocione virá de representações artificiais do mundo. Aprender no mundo real é primordial para uma experiência positiva e formativa.” Desta forma, é fundamental que os adultos, pais e educadores, não se demitam deste papel, importante e determinante, para que a criança aprenda a viver nesta sociedade da informação, protegendo-se do uso descontrolado de equipamentos electrónicos e principalmente, do isolamento social. 

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