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O prometido é devido!

A poucos dias do fim de mais um ano, aqui me encontro para partilhar convosco o resultado de um desafio surpreendente.

Há já alguns anos que mantenho uma relação próxima com a realidade do acolhimento de crianças. É uma resposta social existente há muitos anos, mas que muitos desconhecem, ou tendem a ignorar.

No início de dezembro criei um evento para recolha de produtos para as crianças do Centro de Acolhimento – Mão Amiga. Esta é uma casa que acolhe temporariamente 12 crianças (0-6anos), um espaço onde se privilegia a individualidade e os afetos. Neste contexto, assumem como compromisso ” Mudar a vida das crianças” preparando-as para um futuro melhor. Que ambição! Vale a pena conhecer esta realidade.

Posso afirmar que conseguimos o objetivo da recolha de várias dezenas de produtos e lá fomos muito contentes fazer a respetiva entrega. A entrega foi feita à Diretora Técnica, que muito agradeceu a iniciativa. De muitas coisas que partilhámos uma ecoou no meu coração e por isso aqui vai: “estas ajudas são vitais para a nossa atividade. O que nos trazem ajuda muito, no entanto como temos muitas crianças, acaba por dar para menos de um mês”.

Só assim se compreende a grandeza de pequenos gestos. Como já dizia a minha avó : “Onde todos ajudam, nada custa!”

Ajudar é muito gratificante, mas mais gratificante é perceber o que conseguimos com a ajuda!

O prometido é devido… aqui fica o meu obrigada a todos que colaboraram. Aos que não conseguiram fazer lançamos o desafio de o fazerem durante o ano que aí vem. ❤️

 

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Reinventar a Educação – uma conferência inspiradora!

Escrever sobre um evento desta natureza reflete um compromisso com todos que nos seguem.

Amo este tema, respiro educação, vivo cada palavra que partilho. Procuro incessantemente respostas, formulo questões e sigo esta busca rumo ao lugar onde desejo chegar.

Como mãe, penso naturalmente sobre a educação dos filhos em contexto escolar. Sim, porque os pais têm a responsabilidade de “Educar”, mas sejamos realistas para admitir que os nossos filhos passam mais tempo na escola e lá recebem mais que “matérias”.

Como profissional de educação vejo uma realidade em constante mudança, ao nível das necessidades das crianças, perfil dos profissionais, características das famílias e da sociedade em geral. É nesta perspectiva que faz todo o sentido pensar, ouvir, refletir, falar e escrever… reinventado a Educação!

Participar num encontro onde se aborda um tema central  projetado no futuro foi uma oportunidade única… Reinventar a Educação para gerar os novos líderes, foi uma conferência extraordinária, essencialmente pela qualidade das intervenções de cada orador. Nesta falou-se no papel dos pais, na importância que os professores têm na vida dos alunos e na sua responsabilidade no desenvolvimento das Soft Skills. Mais do que competências académicas são as competências comportamentais que atraem quem faz recrutamento. Mais do que uma licenciatura, no mercado de trabalho são cada vez mais valorizadas competências sociais, como a Eficiência, Saber comunicar, Flexibilidade e adaptabilidade, Colaboração, Criatividade e iniciativa e competências emocionais, sendo as principais, curiosidade, empatia, resiliência e capacidade para ajudar os outros.

Como estamos a formar os futuros profissionais?

Pensar educação é refletir no impato das práticas presentes no futuro. É aqui que reside a grande importância dos professores na formação dos alunos.  Assim sendo, destes é esperado que capacitem, caminhem lado a lado com os alunos, apoiando as suas capacidades e transformando as suas fragilidades em forças.

Estarão os profissionais de educação preparados para esta realidade?

Pois é neste campo, a Dra. Sara Batalha (CEO na MTW) referiu que acredita existir um grande trabalho a desenvolver com professores. Na sua opinião, Os professores precisam de ajuda, para saber comunicar com os alunos e aplicar estratégias de liderança assertiva para além de transferir conhecimento, desenvolverem as soft skills. Foi feito um apontamento ao atual modelo de formação de professores, sendo unânime que esta deverá ser repensada.

Em jeito de conclusão, este encontro clarificou a minha visão de mãe e educadora, em relação ao que se espera no futuro,

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fonte: Pinterest

das crianças que estamos a educar no presente. Espero ter conseguido transmitir um pouco do que absorvi e que esta informação permita uma melhor educação para todos!

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Os Piolhos vão à escola

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Fonte: pinterest

Os Piolhos são parasitas minúsculos que põem qualquer família em pé de vento. Estes seres teimam em vaguear de cabeça em cabeça e nelas encontram o lugar ideal para morar. Como seres inteligentes aproveitam a escola para difundir a espécie e chegam a povoar largas dezenas de cabeças numa única sala. Daí conseguem passar para os irmãos, pais, avós e professores. Têm super-poderes e multiplicam-se com uma velocidade surreal.

Uma nota importante é que os piolhos preferem as cabeças limpas e alimentam-se de sangue do couro cabeludo. A comichão é um dos primeiros sinais de que poderão existir piolhos na cabeça.

A parte boa desta história é que podemos apostar na prevenção, ou seja prevenir em vez de remediar. Há quem diga que não… eu acredito que com algumas medidas eficazes podemos diminuir as probabilidades de infestação.

Como evitar?

  1. Colocar umas gotas de óleo de alfazema atrás das orelhas e da nuca da criança. Os piolhos detestam o cheiro deste óleo. Também se pode pulverizar o cabelo e chapéus com solução de água com gotas de óleo. Uso há algum tempo e tem sido bastante eficaz.
  2. Se a criança manifestar comichão anormal no couro cabeludo, redobrar a atenção
  3. Semanalmente inspeccionar a cabeça e passar o pente fino apropriado para piolhos
  4. No caso dos cabelos compridos, apanhá-los pode ser uma boa opção.
  5. Ensinar a criança a evitar o contato com a cabeça dos amigos e não usar chapéus ou escovas de outra criança.

Em caso de piolhos, o que fazer?

Com a certeza da infestação há que tratar bem e com rapidez.

Se o aviso vem da escola, não fique com vergonha, pois ter piolhos não é sinónimo de falta de higiene, antes pelo contrário. Se detetou em casa, informe a escola pois é importante a comunicação à comunidade escolar, para que todos possam estar atentos e interrompam este ciclo, expulsando estes bicharocos da escola. Afinal de contas, os currículos não estão pensados para eles!

Assim que possível aplique um produto antiparasitário seguindo à risca as instruções para matar os piolhos vivos.

Existem opções naturais que em casos de infestação inicial podem ser bastante eficazes.

Após o tratamento, deve lavar a 60⁰C lençóis, almofadas, chapéus, toalhas, assim como desinfetar escovas e pentes que estiveram em contacto com a cabeça da criança nos últimos dias. Será igualmente importante aspirar a cadeira do carro, sofás e tapetes. Deitar o saco do aspirador fora. Caso algum objeto não possa ser lavado deixar fechado num saco durante duas semanas, tempo suficiente para os piolhos asfixiarem.

1, 2, 3 ataque aos piolhos!

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Como sobreviver à maratona de festas

IMG_6337-1.JPGAs festas de aniversario já não são o que eram. As crianças, de hoje, não se contentam com uma simples festa em casa e lanche preparado pela mãe (salvo algumas exceções). Pelo contrário querem a festa no lugar XPTO, com um lanche XPTO, onde os amigos também festejaram. E assim, em alguns casos, participam em várias festas no mesmo local várias vezes no ano.

Haja criatividade e boa disposição para enfrentar esta maratona de festas. Por mim falo, que chegam a ser quatro festas repartidas por sábado e domingo.

Além da gestão do tempo familiar, que mais parece uma corrida olímpica, não podemos esquecer o impacto das festas no orçamento familiar. Isto porque, a famosa prenda é um aspeto de grande importância para crianças e para muitos pais.

Ao pensar no tema dei por mim a interrogar-me: porque damos presentes? Porque ensinamos os nossos filhos a fazê-lo? Como atribuímos o valor ao presente? como explicamos o valor do presente à criança?

Pois bem, descobri (não que não soubesse) que dar presentes é um ato de expressar sentimentos, retirando de nós algo que poderíamos utilizar para proveito próprio. Também damos presentes porque gostamos de ver a outra  pessoa sorrir e de sorrir com ela. Os presentes para serem especiais têm que ser pensados e escolhidos com o coração, independentemente do seu valor. É precisamente aqui que gostava de refletir um pouco convosco. Será que é isso que temos transmitido aos mais pequenos?

Conheço algumas crianças que deixam de ir a festas porque não podem dar presentes. Sei falar no exagero de consumo que se gera a partir destes momentos e muitas vezes a criança nem gosta de alguns presentes.

Com o intuito de facilitar a corrida às festas, partilho aqui algumas formas de gerir a questão das prendas, juntando o útil ao agradável, rentabilizando necessidades e recursos.

Dicas úteis:

  • Prenda coletivas ( permite oferecer algo de maior valor e que a criança deseja, com menor valor para cada um)
  • Personalização de presentes ( versão “homemade”, recomendo vivamente, principalmente pelos valores que se transmitem neste processo)
  • oferta de experiências ( ex: uma ida ao cinema com o(a) amigo(a)
  • donativo a instituição de apoio social (dependendo da idade e do grau de compreensão, pode ser uma boa opção para sensibilizar as crianças para a importância de ajudar e partilhar).

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A arte de educar: tudo no tempo certo

Muitos de nós ouvimos ou até dizemos:

♥ ” Tudo tem o seu tempo”

♥ ” É preciso dar tempo ao tempo”

♥ ” A maior parte do nosso tempo passa-se a passar o tempo”

♥ ” O tempo é o relógio da vida”

♥ ” Tudo na vida quer tempo e medida”

♥ ” O tempo é mestre”

♥ ” O tempo que vai, não volta”

Mas, em algumas circunstâncias da vida ficamos impacientes por algo não a acontecer no tempo idealizado… pela demora ou pelo avanço repentino e inesperado. Enfim, desejamos que tudo seja no “nosso tempo” e não no “tempo certo”.

Quando o bébé nasce desejamos que seja calminho, coma bem e nos deixe dormir umas horas seguidas… depois ansiamos que seja boa boca e que comece a andar rápido para não precisar de cadeira e de colo… rapidamente passamos ao desespero porque não pára um minuto e perguntamos: tem pilhas duracel? Passado um tempo esperamos que fale corretamente para que o entendamos melhor e ficamos radiantes quando isso acontece! Depois sonhamos com o momento em que nos deixará ler um livro sem interromper (para dizer vezes sem conta: mamã olha ou tenho fome!!) Também idealizamos aquele dia em que vamos conseguir sair de casa sem que fique a chorar e nos faça sentir mal.  Entretanto, lá vem o tempo em que já autónomos, respiramos fundo e levantamos as mãos ao alto: finalmente podemos desfrutar um pouco do nosso tempo! Depressa sentimos que não somos tão úteis como já fomos, pois vivem sem os nossos cuidados e começamos a colher os frutos da nossa dedicação e amor. Nesta fase, quando desejamos um beijo ou um abraço, dizem: oh, mãe! Nesta altura, talvez alguns de nos desejassem tê-los no colo, abraçar e fazer-lhes festinhas. Depois, depois não sei… mas imagino que saiam e diga: não tenho horas para chegar… e nessa altura o que sentiremos nós?

A educação é um ato que requer paciência e persistência. É uma ato de amor e de dedicação plena. Quem educa não desiste, planta todos os dias e espera que o tempo traga os bons frutos. Acredita num futuro melhor e principalmente vive o tempo presente: o aqui e o agora é o segredo para aproveitar cada momento da vida dos nossos amores.

Para educar é necessário ouvir o tempo, interpretar os sinais, ler nas entrelinhas, ver o que não existe, como se realmente existisse, parar, silenciar e escutar principalmente com a alma. Deixar que o “tempo certo” bata à nossa porta e saber recebê-lo é a arte de educar.

Quando é tempo de acontecer, tudo se encaixa, tudo se processa de um modo natural. Essa é a essência da educação… tudo no tempo certo!

“O tempo perguntou ao tempo
quanto tempo o tempo tem!
o tempo respondeu ao tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem.”

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A Mágica de Educar

A Educação não é um tema consensual. São inúmeras as teorias e perspetivas que podem apoiar ou refutar as nossas opções parentais. Como mãe sigo uma linha de educação alicerçada no afeto, confiança e responsabilização (ACR). Na relação com os meus filhos utilizo uma regra de ouro – DCC, assente na Disciplina, Coerência e Consistência. Não tenho qualquer dificuldade em aconselhar a sua implementação pois já testei inúmeras vezes e funciona com várias idades.

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Com os filhos temos que ser sinceros e explicar-lhes bem o que esperamos deles e quais são as suas responsabilidades como filhos. Só assim podemos ajustar as nossas expectativas às suas reais necessidades e capacidades. Existem vários momentos de um dia, em que somos desafiados e muitas vezes deixamo-nos vencer pela persistência que só uma criança sabe exibir. Por exemplo, a regra “DCC” resulta muito bem quando um filho se lembra de fazer uma birra, porque quer algo no supermercado. Pois é… muitas pais deixam de sair com os filhos por este motivo. Sabem o que faço? Se, efetivamente não pretendo comprar doces, antes de sair de casa ou no caminho, transmito essa informação, explicando o motivo da decisão. É importante que a criança saiba o que pode e o que não pode fazer com antecipadamente. No local, como já seria esperado, o pedido surge para testar até onde vai a minha determinação. Todos sabemos que as estratégias de marketing também não ajudam muito, com a exposição de produtos na linha da caixa e ao nível da criança.

As crianças são mesmo assim e nós temos que estar sempre à frente nesta corrida de testar poderes e limites parentais. Então, com uma voz calma e firme respondo: filha, mãe não te vai comprar nada, já te tinha dito, lembras-te? E ai começa a corrida da persistência. É neste momento que entra a regra que partilhei anteriormente. Se decidi não comprar doces, não devo retroceder, por muito que me custe enfrentar o olhar dos expectadores, tenho que disciplinar com sabedoria, demonstrar coerência entre o que digo e o que faço, bem como consistência na minha atitude, mesmo que ela chore, grite, esperneei e diga que não gosta de mim, o que normalmente acontece.

Este é o ponto central da educação, se temos bem definidos as nossas intenções, nunca as devemos abandonar, nem trocar por algo que não nos levará ao destino pretendido. Encaro a parentalidade como um projeto de vida e portanto não posso abrir mão de valores e princípios que estão na base da educação dos meus filhos. Qualquer criança precisa conhecer bem os limites que a vida lhe impõe, para aprender a viver e ser um indivíduo completo e feliz. Neste limbo que é educar, todos ganham com esta prática de parentalidade consciente!

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Importância das rotinas na educação

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Educar uma criança é permitir que explore o mundo, com valores e limites que lhe permitam integrar experiências de forma positiva. Falar em educação é também falar em rotinas, que são a base para o equilíbrio interno da criança.

É na família que surgem as primeiras rotinas, devendo estas ser rítmicas e consistentes. Desde o nascimento que o bebé começa a dar sinais para a satisfação das necessidades primárias, sendo neste processo (ação-reação) que se inicia o a integração de rotinas básicas. Ao longo dos meses, os pais vão conhecendo o ritmo do filho e gradualmente vão introduzindo ritmos de vida que, por sua vez, vão caracterizar a dinâmica familiar.

A  sequência de acontecimentos diários ajuda a criança a conhecer o mundo que a rodeia, tornando-o cada vez mais previsível e seguro. Ao participar nas sequências da rotina diária, a criança associa cada uma das suas partes e compreende horários, desenvolvendo mecanismos de autorregulação que a ajudam a desenvolver a autonomia.

As rotinas quando consistentes promovem o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social da criança. São também excelentes aliados na prevenção de distúrbios e  comportamentos desajustados.

Nesta perspetiva definir, desde cedo, horários adequados de alimentação, higiene e sono, ensinam a criança a reconhecer e respeitar os seus ritmos biológicos. Estas por sua vezes, permitem maior adaptação e participação nas atividades diárias e o fortalecimento das relações familiares.

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Parceria com a revista EdInf

O convite para escrever este artigo foi uma agradável surpresa. Foram longas horas a pesquisar, ler e escrever. Adorei a experiência! Escrever sobre educação dá-me imenso prazer, pois posso além de expor aspetos relevantes da teoria, posso partilhar a minha perspetiva e experiência.

Em conversa com a equipa da revista EdInf, recebi esta mensagem:

“Parabéns a todos nós! O teu contributo foi muito bom 😁”

Espero que gostem e que essencialmente vos inspire e ajude!

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Publicado em crianças, Educação, Histórias, infância, Parentalidade consciente

Fomos “bibliotecar”

IMG_4371Hoje fomos “bibliotecar”… na verdade, podíamos ter escolhido outro programa, mais “fashion”… também podíamos ter ido viajar, correr, comprar ou simplesmente passear, mas decidimos mergulhar no mundo literário.

A biblioteca é um recurso fundamental face aos desafios da sociedade atual, é um espaço mágico onde fantasia, criatividade e conhecimento se reúnem. É um espaço com um enorme potencial para promover aprendizagens. Além do mais, é um espaço que está ao acesso de todas as famílias e crianças. Hoje em dia as bibliotecas têm uma oferta diversificada, através da dinamização de atividades para crianças e famílias.

 

Cada ida à biblioteca tem um encanto especial!  Este é igualmente um espaço emocional, um espaço que me traz recordações da infância e dos meus tempos de estudante. No fundo, talvez por isso, goste tanto de “bibliotecar”. Desde pequenos que os meus filhos são frequentadores deste espaço. A realidade, é que com esta rotina têm vindo a desenvolver o gosto por observar, manusear e desfolhar livros, apreciar ilustrações, escolher livros mediante o seu interesse, conhecer autores, aumentar o vocabulário e o interesse por ler, ouvir histórias, inventar e recriar.

Os livros são excelentes conselheiros, ensinam, permitem pensar com calma e sentir o que nos vai na alma. É precisamente nesta relação com os livros e através de experiências literárias positivas, que as crianças desenvolvem inúmeras competências que irão facilitar o processo de aprendizagem da leitura e da escrita.

Ao contactarem com este contexto valioso, as crianças:

  • desfrutam de momentos lúdicos e de lazer;
  • aprendem a fazer silêncio e a saber escutar;
  • respeitam regras e comportamentos;
  • interagem e colaboram em contexto de grupo;
  • podem escolher, explorar e ser autónomos;
  • encontram respostas para perguntas;
  • desenvolvem a comunicação e diferentes formas de expressar o que sentem.

Deste modo, ao criarmos hábitos ir à biblioteca, na rotina familiar, estamos a oferecer momentos para criar laços, reforçar vínculos e a contribuir para o desenvolvimento da linguagem, da imaginação e da criatividade. Tal prática facilita a integração de valores, atitudes e comportamentos positivos que, por sua vez, possibilitam o conhecimento e compreensão do mundo real. Só vantagem em “bibliotecar”!

Para terminar, recomendo a leitura, em família, do livro ” Uma biblioteca é uma casa onde cabe toda a gente” da Mafalda Milhões. e partilho uma citação de que gosto, particularmente,

“É preciso explicar às pessoas …,
é preciso explicar aos pais e educadores o que eles podem fazer
para preparar a criança para a
leitura, dar-lhe o gosto das
letras, incentivar as suas iniciativas de escrita,
fazer-lhe sentir o lado expressivo da língua.
(…) O futuro da leitura está nas
nossas mãos e na determinação da nossa acção.”

(José Morais, A Arte de Ler)

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Cinco passos para gerir o tempo em família

Estar em família e desfrutar de momentos agradáveis é o desejo de pais e filhos. No entanto é algo que nem sempre se concretiza, pelo menos com a regularidade desejada. Ouço com frequência que na educação “menos é mais “, numa perspectiva de que nem sempre a quantidade supera a qualidade.

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Conheço muitos pais que sentem uma frustração enorme por não terem tempo para brincar com os filhos, outros por não conseguirem jantar com eles, outros porém por não os verem acordados. São inúmeras as limitações que se impõem na vida actual, mas também são muitas as imposições que colocamos à nossa agenda, por idealizações que fazemos ou simplesmente por não sabermos dizer “não” a compromissos extra. Um dado curioso, que li num livro de Coaching Parental é que todos temos 24 horas no dia e mais 86400 segundos para gerirmos as nossas actividades. A questão é que a imensidão de compromissos que surgem na agenda de pais e de filhos, bloqueiam muito do que podem desfrutar em conjunto. Se por um lado desejamos que os filhos participem em diversas actividades (assistam ao filme que estreou, marquem presença nas festas de aniversário, façam caminhadas, trabalhos de casa, durmam em casa de amigos ou jantem fora), por outro lado, devemos seleccionar com algum rigor as actividades e priorizá-las.  Para tal é essencial face a cada actividade, perguntar: E se eu não fizer isto? O que é que pode acontecer? Quando somos sinceros na resposta, encontramos a certeza das nossas escolhas e passamos a valorizar o que é realmente importante para a nossa família.

Para uma melhor gestão do tempo em família há que pôr em prática um plano que promova as mudanças desejadas:

1º Passo – desejar a mudança;

2º Passo –  Identificar as actividades do dia em queremos ter mais tempo (definir para quê, com quem);

3º Passo – identificar o que nos tem impedido de consegui-lo;

4º Passo –  definir estratégias para concretizar cada mudança;

5º Passo- Avaliar os resultados, redefinir prioridades e ,se necessário, voltar ao primeiro passo.

“Educar é viajar no mundo do outro, sem nunca penetrar nele. É usar o que passamos para transformar no que somos.” (Augusto Cury)

Conceição Pereira
Amor d`3ducação