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As birras dos Pais

IMG_5637Falamos com frequência sobre as birras das crianças. Porque fazem assim, porque fazem assado. Partilhamos com familiares e amigos o nosso desespero, falamos com outras mães, na esperança de sermos entendidas, pesquisamos sobre o tema, na esperança de encontrar o antídoto que acabe de vez com este pesadelo físico e emocional.

Hoje escrevo sobre as birras dos pais. Sim, os pais também fazem birras!

Provavelmente, nunca pensou sobre esta possibilidade, que é real e muito séria. Eu também nunca tinha pensado nesta realidade, até conhecer uma nova aboradagem na educação. Parabéns, junte-se ao clube!

As birras não têm idade, podem ter diferentes personificações , cores , novos padrões comportamentais, no entanto, isso não lhe tira o direito adquirido de ser uma birra.

Pensando neste assunto, concorda que faz birras? Como reagem os seus filhos? Como seria o registo fotográfico de um desses momentos? Que birras são estas? Como são expressas?

Antes de sermos mães, somos pessoas, mulheres, temos vontades, necessidades, que se regem pelos nossos próprios valores e no limite desejamos que a vida decorra com alguma facilidade, rumo à nossa felicidade. Alcançar o equilíbrio entre papeis sociais, atingir a perfeição, manter uma aparência meramente “aparente” é algo que exigimos de nós, por vezes sem refletir no verdadeiro impato…  e nem sempre é assim, surgem acontecimentos que não controlamos, pensamos e sentimos outras coisas ou porque temos crianças que nos desafiam até ao limite dos limites. Esta não é uma equação resolvida.

Como pais, temos limites, medos, vivemos frustrações, decepções, e na busca do nosso equilíbrio e principalmente da tão famosa felicidade, encontramo-nos (dentro de nós) em  labirintos desafiantes, becos sem saída, estradas que parecem não ter fim, mas que nos podem levar a um novo destino.

Alinharmo-nos como pessoas, redefinir o que nos motiva e apaixona na vida, desbloquear medos e ansiedades, impulsionam a desativação de modos de pensar, sentir e agir, que por sua vez permitem desactivar o botão da birra (nossa e dos nossos filhos).

Gostava de ajudar-vos a pensar sobre algo tão importante que pode levar a grandes mudanças. Para isso precisamos refletir, no que nos faz passar de um estado de pais tranquilos e pacientes para pais irritados e intolerantes? Faz sentido alterar esta realidade? Que benefícios teremos com isso?

O primeiro passo para qualquer mudança, é a tomada de consciência. Olhar para dentro e ouvir o nosso eu, vai permitir encontrar as “nossas” soluções.  Sabendo que, as nossas ações irão resultar em mudanças comportamentais nos nossos filhos . Eles fazem birras, fazem. São processos desafiantes, se são. Nós fazemos birras, fazemos. Podemos mudar algo, claro que podemos.

Quem tem o comando da situação?

Com o coaching parental ajudamos pais a adquirir uma nova abordagem na educação dos seus filhos. ​Qualquer mudança nos filhos, começa nos Pais, através de novas atitudes e comportamentos, que por sua vez vão gerar novas atitudes e comportamentos nos filhos. Neste processo, trabalhamos conteúdos práticos, alicerçados, entre outras teorias,  na psicologia positiva e na terapia cognitiva comportamental, que sustentam e potenciam uma educação mais alinhada, consciente e orientada para a satisfação pessoal e familiar.

Qualquer mudança só depende de uma decisão! Vamos agendar sessão?

 

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5 dicas para desenvolver mindset de felicidade familiar

PHOTO-2020-05-18-22-50-25Há umas semanas realizei com a minha amiga Patrícia Rocha, da Azorescoaching um ciclo de webinars sobre educar com Kids coaching. No nosso último encontro, tivemos o prazer de falar sobre o tema e partilhar os segredos para desenvolver um Mindset de felicidade familiar.

Recentemente, a Patrícia escreveu um texto sobre o tema e não resisti propor-lhe a partilha no blog.  Estamos alinhadas na missão que temos de ajudar mães, pais, cuidadores e  e crianças a alcançarem o seu verdadeiro potencial.

Aqui fica a partilha do texto publicado no expresso das ilhas-cv. Espero que gostem tanto como eu!

” Resolvi trazer este tema especialmente para este momento particular em que vivemos (confinamento devido à Covid-19) e na semana em que se comemora o dia da família!

Mindset numa linguagem simples é a forma como organizamos o nosso pensamento, como observamos o mundo e decidimos encarar as situações do quotidiano (a nossa mentalidade perante a vida). É o produto dos nossos valores e crenças.

No contexto familiar, os fortes laços emocionais entre pais e filhos fazem com que seja na maioria das vezes necessário estabelecer novo mindset com o objetivo de viver com maior bem-estar.

Assim, de que modo podemos desenvolver novos modelos de felicidade familiar? Como cortar com modelos impostos e adoptados inconscientemente e no qual acreditamos que trarão felicidade? Como levar uma família a olhar para o que de facto traz a verdadeira felicidade? Como levar a família a  ajudar os seus membros a encontrarem o seu melhor?

Algumas dicas :

1 . Acreditar que a relação com os nossos filhos pode ser uma relação nova.

Muitas vezes nós, tendenciosamente e sem nos apercebermos, projetamos nas relações com os nossos filhos situações da nossa infância.

2. Libertar-se da visão distorcida e improdutiva da vida.

Foque-se naquilo que conquistou: Lembre-se de factos, situações positivas reais que viveu e experimentou, que foram fruto de muito esforço, dedicação e resiliência.

3. Aplicar Coaching informal com os filhos.

Uma abordagem de coaching informal a ser aplicada no dia a dia da rotina familiar trará calma às crianças, aos pais, ao ambiente familiar e logo a felicidade e bem-estar.

Ter filhos contentes, animados e com saúde emocional e social não é ilusão. Somente é necessário que os pais conheçam ferramentas e técnicas de como ajudar os seus filhos a lidarem consigo mesmos; Incutir-lhes a mentalidade para terem sempre presentes atitudes que conduzam a autoresponsabilidade, autonomia e tomada de decisão.

Como agir no dia a dia aplicando coaching informal com as crianças?

  • Ter boas conversas, o que implica mais perguntas e mais tempo de fala da criança;
  • Fazer boas perguntas o que pressupõe perguntas que levam a criança a pensar, a ter maior percepção sobre si e situações;
  • Aumentar a autoestima da criança, listando feitos bem-sucedidos;
  • Conduzir a criança para a resolução de problemas fazendo com que esta entenda melhor a situação.

4. Pensar nas coisas Positivas

Martin Seligman, pai da Psicologia Positiva criou uma série de métodos para treinar a mente a pensar de uma forma positiva. Traz-nos o conceito de Flourishing – teoria que defende que, para as pessoas conseguirem a felicidade plena é preciso que cultivem emoções positivas, relacionamentos positivos, propósitos de vida e realizações. Só assim elas poderão “florescer”, desenvolver seu potencial e seguirem o caminho da felicidade. Dentro da família é elevar a crença no futuro, encontrar recursos positivos e colocar em uso para o bem do todo. Fomentar flourishing na família pode começar por ações diárias simples que demoram em torno de 10 a 15 minutos:

  • Na hora de dormir e num encontro, de toda a família, cada um relata 2 a 3 coisas boas que aconteceram durante o dia;
  • Cada um diz o que aconteceu de interessante nesses acontecimentos;
  • Cada um relata o que sentiu;
  • Os Pais reforçam positivamente e destacam as conquistas obtidas, trazendo a sensação de que o dia valeu a pena, abrindo assim a perspectiva de esperança de que os dias vindouros poderão ser melhores.

5. Praticar gratidão

Estudos indicam que agradecer e mostra-se grato perante as coisas e as pessoas que temos a nossa volta traz benefícios físicos e psicológicos, incluindo aumentar níveis de felicidade.

Mantenha-se atento ao seu mindset e torne-o favorável ao alcance da felicidade familiar.”

Patrícia Rocha – Life Coach

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A essência da família

Há uns dias preparava-me para uma sessão e dei por mim a pensar na verdadeira importância da família. Escusado será dizer que peguei no meu caderno e rabisquei algumas ideias.

Nasci numa família normal e foi no seio desta que cresci e me desenvolvi. Com a família aprendi a dar os primeiros passos, a dizer as primeiras palavras, a conhecer-me e conhecer, entrei na escola, brinquei, viajei, escorreguei, cai e levantei-me. Quando nasci, lá estava, quando fui batizada lá estava, quando fiquei doente, lá estava, quando me formei, lá estava, quando casei, lá estava, quando tive o primeiro filho, lá estava e continua a “cá estar”.

Hoje considero-me privilegiada, tenho a melhor família. É perfeita? óbvio que não!  Mas acreditem que é  a melhor que já tive. Foi nos seus valores que alicercei a minha vida, muitos deles que hoje transmito aos meus filhos. É na família que encontro forças para prosseguir em momentos mais exigentes.

Adoro estar em família, no aconchego, entre risadas e desentendimentos. Saber que me aceitam, compreendem e que me amam, não tem valor. Com as nossas parecenças e diferenças somos todos um só, na construção da essência da família.

Dia da Familia

Hoje tenho o privilegio de ajudar famílias a encontrar a sua essência, superar desafios e  impulsionar as mudanças que desejam.

Através do Coaching parental é possível:

♥ Ampliar o autoconhecimento emocional ♥ Melhorar os relacionamentos familiares ♥ Aumentar a autoconfiança, autocompromentimento e autoestima nas funções parentais ♥ Adquirir técnicas práticas para lidar com situações desafiantes ♥ Aumentar sentimentos de segurança para gerir momentos de birras, alterações nas rotinas, dificuldades com alimentação ou sono, mantendo o controlo em situações altamente stressantes.

Ver as mudanças acontecerem é muito gratificante. As pequenas mudanças constrõem-se e começam com pequenas decisões.

O que é essencial na sua família? Que família gostaria de ter? Imagine a possibilidade de alterar algo, o que seria? Se dependesse de si, o que gostaria de dar mais à família? O que mudaria pela família?

Por norma, são as coisas mais simples que nos garantem a maior e mais verdadeira felicidade. Com técnicas e ferramentas práticas é possível transformar desafios em oportunidades de mudança da realidade familiar.

Porque a essência da família está no essencial… brindemos às famílias!

 

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Coranavírus: como abordar o tema com as crianças

Estamos a viver dias diferentes do habitual com a chegada do Coronavirus. Nas nossas casas vivem-se dias envoltos de dúvidas, incertezas, medos, ansiedade, preocupação, alteração de rotinas e pânico face ao desconhecido. Neste momento desafiante, é importante estarmos atentos às crianças, ao que perguntam, ao que sentem, aos seus comportamento, aos sinais que expressão sem falar e que podem traduzir muitas das suas inquietações. Envolvidos pela avalanche de informação, podemos acabar por  desvalorizar cuidados importantes a ter com a saúde emocional dos mais novos. Acredito que existem muitos pais, avós, educadores a vivenciar situações desafiantes com as suas crianças, pelo temor que possam sentir face a esta epidemia. Neste processo será importante ter em mente que a saúde emocional é essencial para que o sistema imunológico esteja ativo.

Para ajudar as famílias neste momento, partilho sugestões para abordar o tema com as crianças:

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♥ Conversar em família sobre o tema, adequando a informação à idade da criança.

♥ Proteger a criança de notícias, imagens, conversas e comentários que em nada ajudarão a tranquilidade e compreensão de tudo o que está a acontecer no seu mundo exterior e interior;

♥ Aproveitar o tempo juntos para reforçar hábitos e práticas diárias que ajudam à prevenção e proteção de todos (é um excelente momento para transmitir informações que ficam para a vida);

♥ Mesmo perante um cenário preocupante, é importante desdramatizar as preocupações. Para se sentir segura a criança precisa assimilar essa estabilidade nas figuras de referência;

♥ Expressar e falar sobre o que sentem acerca do que está a acontecer. P. ex: Sabes filho, estamos todos preocupados com este vírus? O que tens pensado? Eu estou muito preocupada mas sei que juntos vamos ultrapassar tudo da melhor forma. O que sentes neste momento? Há alguma coisa que podemos fazer para te sentires melhor?

♥ Contar e recontar histórias que envolvam emoções que a criança demonstra estar a vivenciar. O falar é mais eficaz e reparador do que o silêncio;

♥ Em caso de quarentena, atribuir a leveza necessária à situação ajudará a criança a gerir melhor as mudanças na rotina, dificuldades que surjam e a integrar esta realidade;

♥ Dinamizar atividades juntos permitirá fortalecer laços e a passar o tempo de forma divertida. Aproveitar o tempo para fazer coisas que na normalidade dos dias não faríamos;

As crianças são especialistas a “ler-nos” e percebem se o que lhes transmitimos vem do coração. Enganar uma criança pode parecer fácil, mas acreditem que terá custos elevados no futuro. A confiança e o amor são dois pilares de excelência para que sejamos o seu porto seguro.

Vamos aproveitar esta realidade para transformar desafios em oportunidades?

A mudança exterior começa no nosso interior. Como vamos contribuir para esta mudança?

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kids Coaching – o futuro da educação

Hoje vou contar-vos uma história. Uma história real igual a tantas outras, mas que de algum modo pode ajudar-nos a compreender o universo infantil e descobrir uma nova abordagem na educação.

Esta é a história de uma menina de quatro anos que foi para uma escola nova. Neste contexto, o mais seguro era a presença da sua mãe, que a levava e ia buscar todos os dias. A criança chorava no caminho para a escola, intensificando o choro nos momentos de despedida. A mãe sonhava com o dia em que chegariam tranquilamente à escola. Na tentativa de terminar este “carrossel emocional” dizia-lhe: “pára de chorar, ninguém te está a fazer mal”; ” és tão crescida e mais pareces um bébé”; ” estão todos a olhar para ti”; ” Por favor filha, pára com isso, a mãe tem de ir trabalhar” ou “se parares de chorar, a mãe compra-te uma prenda”... algumas das tentativas funcionavam um dia, mas nada tinham um efeito duradouro e consistente. Depois da mãe sair parava de chorar e passados uns minutos estava tranquila. Em conversa com a mãe, compreendi que estava com imensas dificuldades em gerir a situação, sentindo-se perdida, angustiada, cheia de dúvidas, sentimentos de culpa e como baixa auto-estima, colocando em causa as suas competências de mãe.

Assistir a esta situação deixava-me incomodada, pelo desespero emocional de ambas. Confesso que houve dias em que não sabia se consolava a mãe ou filha. Por muitas sugestões que tivesse para dar, sabia que nada ajudaria como o Método Kids Coaching.

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Como terminou a história?

Com uma abordagem centrada nas necessidades e sentimentos da criança, mãe e filha conseguiram transformar um momento de sobrevivência numa oportunidade de evolução cognitiva e emocional. Assim, a menina passou a entrar na escola feliz, sem chorar e a despedir-se tranquilamente da mãe.

Através da aplicação do método KidsCoaching®, esta mãe encontrou respostas dentro de si que possibilitaram adotar o estilo de relacionamento mais ajustado àquela situação e necessidade da criança, elevando-a a um patamar de empatia, compromisso e realização daquilo que era importante para ambas.

Com a utilização desta abordagem na educação, todos ganham:

♥ Os adultos aprendem a respeitar os sentimentos da criança, conversar sobre o que pensa, preocupa ou imagina, a estabelecer regras/acordos e elogiar as suas conquistas. Com este estilo de relacionamentos são visíveis melhorias no relacionamento com a criança, maior confiança como pais e conhecimento de técnicas e práticas facilmente aplicáveis para lidar com suas próprias emoções.

♥ As crianças adquirem maior autoconhecimento, autoconfiança, automotivação, sentimento de conquista, melhor relacionamento com família e amigos, melhor entendimento de sentimentos/emoções e maior aceitação/tolerância.

Com esta pequena história compreendemos que a hipótese de ter filhos felizes, com sucesso e emocionalmente saudáveis, não faz parte do mundo da fantasia. Na missão de educar, desejar o melhor para os  filhos parece ser insuficiente, tendo em conta a velocidade das mudanças sociais entre gerações. Sermos pais imperfeitos não limita a possibilidade de sermos pais conscientes, transformando dificuldades em oportunidades, conseguindo o equilíbrio familiar que tanto desejamos.

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No planeta das chuchas: passos para ajudar a criança

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Fonte: Pinterest

O uso da chupeta é um tema polémico na sociedade atual, pois se há quem seja adepto, também há que seja contra a sua utilização. Verdade seja dita que inúmeros estudos comprovam que o uso inadequado ou prolongado da mesma interfere no desenvolvimento da criança, principalmente ao nível do aparelho orofacial e consequentemente na aquisição da fala) .

Por questões sociais, familiares ou culturais, a verdade é que a chucha é uma aliada da grande maioria dos pais. Aliás, hoje em dia já faz parte do enxoval do bebé, várias chuchas de diferentes formas, cores e marcas (Há quem ache muita piada!!). Como se não chegasse,  inventaram uma fitas para que chucha e criança estejam sempre juntos… e nós recorremos a tudo e mais um bocadinho sem pensar no depois. Damos esta opção, mas há um dia em que queremos tirar!!

Sendo um hábito introduzido precocemente torna-se difícil a sua anulação dois ou três anos depois. Tendo em conta esta complexidade e o seu impato no bem-estar emocional da criança é necessário preparar a criança para que este processo decorra dentro da normalidade. Há muito quem ache que se é para tirar tem que ser de vez e custe o que custar. Desculpem, mas não posso concordar. Este processo pode ser gradual e bem integrado no psíquico da criança, se existir uma preparação correta e acima de tudo se acontecer no tempo certo.

Porque já passei por este processo 2x como mãe e umas boas dezenas como educadora, estou perfeitamente à vontade para aconselhar e partilhar o que funciona na prática (A teoria por si só não é suficiente).

Chegada a altura de retirar a chucha, a criança deverá ser preparada e apoiada nesta fase tão importante do seu desenvolvimento. Cada criança é única e mesmo entre irmãos as experiência podem ser muito diferentes.

A retirada da chucha envolve uma perda de uma objeto de consolo e a capacidade de auto-regulação, portanto deve ser um processo gradual e uma vez iniciado não deve ser interrompido (Coerência e consistência). É fundamental a disponibilidade física e emocional, de todos os adultos que com ela convivem (escola/casa), devendo estes atuar em sintonia.

Aqui ficam alguns passos rumo ao objetivo:

  • Tratar o tema com naturalidade, sem fazer dele o centro da vida da criança é a abordagem mais adequada
  • Limitar o uso da chucha em momentos do dia, reduzindo o nº de horas de utilização. Esta prática envolve o não transportar a ou as chuchas para todo o lado. Sim, porque há quem tenha uma em cada divisão da casa, no carro, na escola… nem quero ver!
  • Não utilizar métodos radicais ( como colocar produtos na chucha, cortar, atirar pela janela)
  • Se a chucha estiver estragada ou em risco de romper não compre outra, pois essa opção confunde a criança (quer que eu deixe a chucha e compra uma nova?)
  • Introduzir histórias ou desenhos animados educativos sobre o tema ajudará a criança a antecipar, compreender e modelar comportamentos
  • Incentivar a criança a usar a chucha só em casa (dizendo-lhe que assim não se perde) e só permitir o uso à noite
  • Retirar a chucha quando a criança adormecer, explicando-lhe que irá fazê-lo, mas que a chucha ficará junto à almofada, caso precise
  • Combinar com a criança um dia oficial para deixar, de vez, a chucha (aniversário, férias, viagem) e assinalar o momento com algo especial.
  • Utilizar simbolismo para a criança deixar a chucha ( deixar na árvore ou na arca das chuchas, entregar ao pai natal ou enviar para a fada das chuchas, vale tudo no mundo da fantasia!)
  • Reforçar o contato físico e disponibilidade para a hora de deitar, pois pela falta da chucha a criança tende a demorar mais a adormecer (não se assuste são só uns dias)
  • Oferecer alternativas quando a criança chora porque quer a chucha, distraindo-a com outras atividades ou brinquedos. É uma técnica que, no momento certo funciona (as crianças são persistentes para nos deixar de rastos, sejam firmes e criativos!). A existência de um boneco preferido pode facilitar.
  • Elogiar cada conquista com amor e recompensar com momentos e brincadeiras de uma criança crescida. Evitar a recompensa material.
  • Deixar a criança descobrir como é viver sem chucha e apoiá-la incondicionalmente nesta maravilhosa aventura!

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Fomos “bibliotecar”

IMG_4371Hoje fomos “bibliotecar”… na verdade, podíamos ter escolhido outro programa, mais “fashion”… também podíamos ter ido viajar, correr, comprar ou simplesmente passear, mas decidimos mergulhar no mundo literário.

A biblioteca é um recurso fundamental face aos desafios da sociedade atual, é um espaço mágico onde fantasia, criatividade e conhecimento se reúnem. É um espaço com um enorme potencial para promover aprendizagens. Além do mais, é um espaço que está ao acesso de todas as famílias e crianças. Hoje em dia as bibliotecas têm uma oferta diversificada, através da dinamização de atividades para crianças e famílias.

 

Cada ida à biblioteca tem um encanto especial!  Este é igualmente um espaço emocional, um espaço que me traz recordações da infância e dos meus tempos de estudante. No fundo, talvez por isso, goste tanto de “bibliotecar”. Desde pequenos que os meus filhos são frequentadores deste espaço. A realidade, é que com esta rotina têm vindo a desenvolver o gosto por observar, manusear e desfolhar livros, apreciar ilustrações, escolher livros mediante o seu interesse, conhecer autores, aumentar o vocabulário e o interesse por ler, ouvir histórias, inventar e recriar.

Os livros são excelentes conselheiros, ensinam, permitem pensar com calma e sentir o que nos vai na alma. É precisamente nesta relação com os livros e através de experiências literárias positivas, que as crianças desenvolvem inúmeras competências que irão facilitar o processo de aprendizagem da leitura e da escrita.

Ao contactarem com este contexto valioso, as crianças:

  • desfrutam de momentos lúdicos e de lazer;
  • aprendem a fazer silêncio e a saber escutar;
  • respeitam regras e comportamentos;
  • interagem e colaboram em contexto de grupo;
  • podem escolher, explorar e ser autónomos;
  • encontram respostas para perguntas;
  • desenvolvem a comunicação e diferentes formas de expressar o que sentem.

Deste modo, ao criarmos hábitos ir à biblioteca, na rotina familiar, estamos a oferecer momentos para criar laços, reforçar vínculos e a contribuir para o desenvolvimento da linguagem, da imaginação e da criatividade. Tal prática facilita a integração de valores, atitudes e comportamentos positivos que, por sua vez, possibilitam o conhecimento e compreensão do mundo real. Só vantagem em “bibliotecar”!

Para terminar, recomendo a leitura, em família, do livro ” Uma biblioteca é uma casa onde cabe toda a gente” da Mafalda Milhões. e partilho uma citação de que gosto, particularmente,

“É preciso explicar às pessoas …,
é preciso explicar aos pais e educadores o que eles podem fazer
para preparar a criança para a
leitura, dar-lhe o gosto das
letras, incentivar as suas iniciativas de escrita,
fazer-lhe sentir o lado expressivo da língua.
(…) O futuro da leitura está nas
nossas mãos e na determinação da nossa acção.”

(José Morais, A Arte de Ler)

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Cinco passos para gerir o tempo em família

Estar em família e desfrutar de momentos agradáveis é o desejo de pais e filhos. No entanto é algo que nem sempre se concretiza, pelo menos com a regularidade desejada. Ouço com frequência que na educação “menos é mais “, numa perspectiva de que nem sempre a quantidade supera a qualidade.

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Conheço muitos pais que sentem uma frustração enorme por não terem tempo para brincar com os filhos, outros por não conseguirem jantar com eles, outros porém por não os verem acordados. São inúmeras as limitações que se impõem na vida actual, mas também são muitas as imposições que colocamos à nossa agenda, por idealizações que fazemos ou simplesmente por não sabermos dizer “não” a compromissos extra. Um dado curioso, que li num livro de Coaching Parental é que todos temos 24 horas no dia e mais 86400 segundos para gerirmos as nossas actividades. A questão é que a imensidão de compromissos que surgem na agenda de pais e de filhos, bloqueiam muito do que podem desfrutar em conjunto. Se por um lado desejamos que os filhos participem em diversas actividades (assistam ao filme que estreou, marquem presença nas festas de aniversário, façam caminhadas, trabalhos de casa, durmam em casa de amigos ou jantem fora), por outro lado, devemos seleccionar com algum rigor as actividades e priorizá-las.  Para tal é essencial face a cada actividade, perguntar: E se eu não fizer isto? O que é que pode acontecer? Quando somos sinceros na resposta, encontramos a certeza das nossas escolhas e passamos a valorizar o que é realmente importante para a nossa família.

Para uma melhor gestão do tempo em família há que pôr em prática um plano que promova as mudanças desejadas:

1º Passo – desejar a mudança;

2º Passo –  Identificar as actividades do dia em queremos ter mais tempo (definir para quê, com quem);

3º Passo – identificar o que nos tem impedido de consegui-lo;

4º Passo –  definir estratégias para concretizar cada mudança;

5º Passo- Avaliar os resultados, redefinir prioridades e ,se necessário, voltar ao primeiro passo.

“Educar é viajar no mundo do outro, sem nunca penetrar nele. É usar o que passamos para transformar no que somos.” (Augusto Cury)

Conceição Pereira
Amor d`3ducação

 

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Ser Pai

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Ser pai é um ato de amor, é voltar a ser criança, é ter sempre um sorriso para oferecer.

Ser pai é ser forte sendo fraco, é dar mimos e proteger.

Ser pai é passar noites sem dormir, é embalar, é ser rei sem reinar.

Ser pai é ter super-poderes, é ter asas e voar, é especial, é ser apreciado, é ter sempre alguém com quem brincar.

Ser pai é ser modelo, é orientar, é dar conselhos, ouvir e também escutar.

Ser pai é conversar, explicar e voltar a explicar, compreender sem entender, partilhar e saber perdoar.

Ser pai é dar carinho e instrução, é ter sempre um lugar especial no coração.

Ser pai é isto e muito mais … entre muitas outras coisas… ser pai.

 amordeducacao@gmail.com

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A fada não levou o dente!

IMG_3688Desde sempre que sou defensora das histórias que envolvem magia e fantasia, que se recriam no imaginário da criança e a fazem crescer feliz!

Desde cedo que incentivo os meus filhos a viajar pelo mundo da fantasia, dos sonhos e do inimaginável… faço o mesmo com as crianças com quem tenho o prazer de privar… viver a magia das fadas, dos duendes, das princesas, dos super-heróis, das bruxas e do Pai Natal… é simplesmente divinal!

Ontem foi a vez da fada dos dentes visitar a nossa casa… mais um dente caído, mais um pedido atendido. Sim, porque nesse dia além de todos os deveres de mãe… acresce a tarefa de se transformar em fada, pousar junto à cama e lá deixar a surpresa com que a princesa sonha há dias, muito antes daquele dente estar “maduro” ( ela assim diz).

Nessa noite, a magia paira no ar, sente-se o perfume da fada e o calor das suas asas a bater, de tal forma que ela afirma, a pés juntos, ter sentido a fada e ouvido o bater das suas asas. Mas desta vez… aconteceu algo diferente: a fada não levou o dente que estava debaixo da almofada. Mãaaaaaeeeee, a fada não levou o dente!

Confesso que apanhei um susto! Como poderia ter-me esquecido de algo tão importante e até diria determinante para que a fantasia se torne real. Como a imaginação não tem limites, segui o meu instinto e encontrei logo uma hipótese que, para sorte minha, foi prontamente aceite. Terá acreditado ? Não sei, mas senti-me a melhor mãe do mundo e acho que nem me saí muito mal … ufa!

Sem margem para dúvidas, o contato com o mundo imaginário, além de encantar permite que a criança amplie o seu repertório e enriqueça o seu processo de vida. Através da magia, dos sonhos e da fantasia, a criança pensa, questiona, experimenta e expressa o que sente…resolve conflitos internos e externos, recria, imita, faz-de-conta, tenta e volta a tentar, acredita que não há limites para sonhar!

Conceição Pereira 
Amor d`3ducação