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Como gerir o uso das tecnologia na infância

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A tecnologia está a mudar o mundo em que vivemos… Há alguns meses que reflito sobre a influência das novas tecnologias na educação. Apresento-vos Pensei um artigo esclarecedor com informação credível e possível de se colocar em prática.  

As tecnologias fazem parte da sociedade atual e portanto da nossa vida. Não há margem para dúvida, vieram para ficar e com grande potencial de evolução. Quantos de nós questionamos as vantagens ou desvantagens da sua utilização pelas crianças. Pais, professores e educadores falam sobre o tema, debatem ideias e deste encontro emergem diferentes perspetivas e opiniões.

Se por um lado a tecnologia permite que nos aproximemos de pessoas que estão longe, por outro, pode afastar-nos daqueles que estão perto. E nesta linha de pensamento, surgem algumas questões pertinentes, que servirão de base a esta reflexão:

Estamos a conviver de forma adequada com esta vantagem tecnológica? Devemos permitir que as crianças tenham contato com as mais variadas ferramentas tecnológicas? Qual é o papel dos adultos na educação tecnológica das crianças?

Sou de opinião que não podemos ignorar a evolução, privando a criança do acesso a este tipo de ferramentas. Já dizia o velho ditado ” o fruto proibido é o mais apetecido”.  As tecnologias só serão prejudiciais se afastam a criança da interação com o mundo real e a impedem de realizar aprendenduzagens significativas. Assim sendo, devemos integrá-las de modo consciente na rotina, tendo em conta a idade e carateristicas da criança, sem ignorar as consequências do seu esto na saúde fisica e psicológica da criança. Tendo em conta o desenvolvimento de uma criança, o uso de aparelhos electrónicos não deve ser permitido até aos 3 anos.

Um dos requisitos fundamentais para permitir a utilização de equipamentos eletrónicos é a existência de acompanhamento do adulto por forma a garantir interação fora da tela. Segundo o psicológo André Trindade, ” … a tecnologia é uma ferramenta, é uma espécie de vantagem, se conseguir usá-la de forma criativa com o seu filho”. O autor desenvolve a ideia de que a perda de contato visual e fisico com a criança deve ser motivo de preocupação na educação de uma criança. 

Através da leitura de alguns artigos de referência, fui-me apercebendo que o essencial é existirem regras pré-estabelecidas e supervisão/acompanhamento na exploração dos dispositivos. Ver uma árvore num tablet é muito diferente de vê-la num parque. É ou não é? O segredo reside, essencialmente, nas relações que podemos estabelecer entre experiências. A exploração de imagens ou conteúdos no tablet ajudam a conhecer características, obter informações e o contato com o mundo real permite à criança usufruir de experiências sinestésicas (ouvir, ver, tocar, sentir) vitais para o seu desenvolvimento.

Deixo-vos alguns tópicos importantes facilitadores de uma dieta tecnológica equilibrada:

  • Seja um modelo para o seu filho, controlando o seu próprio uso dos aparelhos eletrónicos. As crianças aprendem por imitação;
  • Defina regras de utilização dos aparelhos electrónicos e conversar com  a criança acerca das mesmas;
  • Brinque com o seu filho, dê alternativas ao uso das novas tecnologias;
  • Impedeça o uso de aparelhos em momentos da rotina diária ( refeições, repouso…);
  • O tempo de uso não deve exceder os 30 minutos consecutivos, sendo muito importante a qualidade dos conteúdos assistidos;
  • Não permita o acesso a tecnologia após o jantar ou na hora que antecede a ida para a cama;
  • Aproveite para estar com a criança no momento em que utiliza o tablet, contar uma história interativa ou explorar um tema através de sons e/ou imagens;
  • Não ofereça tecnologia a uma criança, ela terá todo o tempo do  mundo para investir nessa área. A criança precisa desenvolver soft-skills que promovam o seu desenvolvimento social, mental, fisico e emocional.

Segundo Raffi Cavoukian, fundador do Centre for child Honouring, “nenhum toque que realmente emocione virá de representações artificiais do mundo. Aprender no mundo real é primordial para uma experiência positiva e formativa.” Desta forma, é fundamental que os adultos, pais e educadores, não se demitam deste papel, importante e determinante, para que a criança aprenda a viver nesta sociedade da informação, protegendo-se do uso descontrolado de equipamentos electrónicos e principalmente, do isolamento social. 

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Sugestões para melhorar o tempo em família!

image3Há muito que se fala na tendência desenfreada dos pais para ocupar os filhos em actividades na esperança que sejam melhores, que desenvolvam novas competências ou que descubram um talento inesperado, motivo de orgulho para a família.

Curiosamente, o verbo “ocupar” no dicionário é descrito como “estar na posse, preencher, dar ocupação a…, ser objecto de…, dedicar-se ou consumir tempo”. Hoje em dia a vida de muitas crianças, está preenchida de actividades e de brinquedos, mas com falta de momentos de qualidade em família,  onde se possam expressar e desenvolver em pleno.  Como pais podemos a qualquer momento, identificar a necessidade dos filhos e gerar mudanças na rotina que permitam interacções positivas em família. O tempo investido na relação, irá redundar em qualidade de vida de pais e filhos.

Partilho aqui algumas sugestões para melhorar a interacção Pais-Filhos:

  • Comemorar pequenas conquistas
  • Incentivar a partilhar tempo com a criança
  • Desligar os aparelhos electrónicos para dar espaço à comunicação
  • Proporcionar o contacto com a natureza e jogos cooperativos
  • Envolver a criança nas rotinas de vida diária (promova a participação em tarefas de acordo com a idade)
  • Responsabilizar a criança para as consequências das suas escolhas ou ações
  • Privilegiar experiências ao invés de bens materiais
  •  Promover a autonomia e independência (dê orientações, não dite regras).

 

“Ousarei expor aqui a mais importante, a maior, a mais útil regra de toda a educação? É não ganhar tempo, mas perdê-lo”.
(Jean-Jacques Rousseau)

 

Conceição Pereira 
Amor d`3ducação

 

Publicado em Emoções, familia, Maternidade, Parentalidade consciente

As fases da Maternidade…

Ultimamente tenho pensado sobre a frequência com que estabelecemos a razão de determinado comportamento ou ação a uma fase da vida. Com  que facilidade ouvimos dos nossos amigos, pais, avós, professores: isso é normal, é uma “fase”, ou “está na fase” e porque será?

Falamos nas fases da vida, como sendo momentos em que passamos por determinada experiência ou vivência. Falamos das fases da infância, da adolescência,  da velhice e porque não falarmos das fases das mães.

Tudo começa quando ainda sem saber bem como vai ser, nasce em nós o desejo ardente de ser mãe. Ter um filho torna-se numa prioridade e numa meta a alcançar.

Nove meses e “jás pás”, cá está o nosso amor maior, a nossa razão de viver…enfim, o ser que nos cativa, que nos comove, que desperta em nós sentimentos e emoções que jamais sonhariamos.

Pois é e em meio a ansiedades, medos, inseguranças, embalamos o nosso bébe, mimamo-lo, bejiamo-lo e ele vai crescendo, sem darmos muito bem por isso e chega a primeira fase, depois a segunda, a terceira e assim sucessivamente. Como mães também temos as nossas fases, os nossos dias, as nossas vontades.. É ou não é? E a grande questão é conseguirmos equilibrar as nossas com as dos nossos filhos, pais, marido…

Poderia enumerá-las, mas considero que são diferentes de mãe para mãe, de criança para criança e no fundo o que interessa é a ideia das mudanças que ocorrem e às quais apelidamos de fases.

Eu já perdi a conta, até porque só num mês, a rotatividade é elevada… as crianças desenvolvem a um ritmo assustador… e para ser sincera, confidencio-vos uma coisa que descobri: os pais, muitas vezes, têm sérias dificuldades em acompanhar o ritmo!

Em que fase estão? Partilhem as vossas histórias…

Conceição PereiraAmor d`3ducação

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