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Pai é pai!

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Poucos dias nos separam de um dia muito especial para pais e filhos. Como dia importante que é, não podia deixar de partilhar algo sobre o tema. Espero que gostem!

Na sociedade atual é cada vez mais importante a presença do pai. Ao longo dos anos tem-se registado mudanças sociais ao nível da parentalidade, na forma como os papéis sociais são representados e exercidos. Atualmente as diferenças entre as tarefas do pai e da mãe são quase inexistentes. Temos mães cada vez mais envolvidas do ponto de vista profissional e pais mais participativos nas tarefas familiares. E está tudo bem! quando existe complementaridade e equilíbrio familiar tudo funciona. É urgente abandonar a ideia de que o pai é um substituto da mãe ou um extra no exercício da parentalidade. Um pai é um pai! E quer queiram, quer não, o seu papel é vital para o desenvolvimento social, intelectual e emocional da criança, sendo determinante em diferentes aquisições ao longo da vida.

Quando nasce um filho, nasce também um pai… que à semelhança da criança vai-se desenvolvendo, aprendendo por tentativas e erros, vivendo dúvidas e certezas, esperança e confiança. Um pai cresce à medida que o seu filho cresce. Um pai chora, ri às gargalhadas com as conquistas e gracinhas de um filho, avança, recua, diz e desdiz, cai e fortalece-se a cada desafio ultrapassado. Neste processo, vê-se e revê-se em atitudes e comportamentos da sua infância.

Este dia comemorativo é um excelente convite à reflexão sobre o papel do pai, das suas memórias, intenções, valores, opções e práticas na educação dos filhos. Um viva a todos os pais… que assumem o seu papel, sem receios de fazer o que deve ser feito… pais que inspiram e que são exemplo de amor e entrega… pais que transformam dificuldades em oportunidades e vão onde for preciso… na certeza que são os melhores pais do mundo.

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Pais perfeitamente imperfeitos

Nunca se ouviu falar tanto de educação, de parentalidade consciente, de pais e de filhos. Existem inúmeros cursos, workshops, encontros, a informação está ao acesso de todos e na sua maioria à distância de um clic. Muitos pais sentem necessidade de mais conhecimentos para educar os filhos e procuram apoio para o exercício de uma parentalidade plena e insenta de erro.  Assim, tem crescido a ideia de que para sermos pais é necessário uma panóplia de teorias e de apetrechos físicos para educar dentro dos parâmetros.

IMG_2429Numa sociedade de ideais esforçamo-nos demasiado por atingir a perfeição. Exigimos muito de nós e desejamos ansiosamente que os nossos filhos sejam exemplares. Não posso deixar de segredar que… Educar é um ato nobre que exige leveza, criatividade e muita dedicação.

Com tudo isto criou-se a imagem de que temos que estar à altura de todos os desafios e em excelente performance. Até certo ponto poderá ser verdade, pois é um desejo que todos temos.

O desafio será sempre ajustar as expectativas e tal ideia deixará de fazer sentido se deixarmos de acreditar nela. Prontos? Para que isso se torne mais simples,  deixo-vos um exercício que garanto trazer resultados.

Começamos por entender onde estamos para depois definir onde desejamos chegar na educação dos filhos.

1- Escreva as respostas às seguintes perguntas:

Como nos definimos com pais? Que pais desejamos realmente ser ? Que memórias pretendemos criar na vida desta (a) criança(a)?

2- Escreva algo que pretende alcançar (objetivo)

Exemplo: Estabelecer uma relação de maior proximidade com o meu filho

3- Defina uma meta a alcançar

Exemplo: Aumentar em 2h o tempo disponível para atividades a dois.

4- Escreva o que  poderá fazer para alcançar o que deseja (estratégias)

Exemplo: Planear com a criança a semana, enquadrando o tempo em conjunto (escrever numa agenda ou mapa que possa ser afixado).

5- Defina ações diárias para o plano de mudança (rotina)

Exemplo: Envolver a criança em tarefas diárias de acordo com idade ( ajudar a pôr a mesa, passear o cão, levar o lixo, arrumar o quarto), mostrando-lhe que podem gerir melhor o tempo e fazer tarefas de forma divertida.

Para qualquer mudança na vida é imprescindível saber onde estamos e para onde desejamos ir. Nesta perspetiva, basta assumir o que desejamos e fazer o necessário para sermos “pais perfeitamente imperfeitos”, sendo os melhores pais que os nossos filhos podem ter!

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Um Natal especial: 10 dicas que prometem fazer sucesso!

Chegou dezembro, o mês do Natal, a festa mais desejada pelas crianças. Sinónimo de magia, casas enfeitadas, da chegada do pai natal, das prendas, da reunião da família, da árvore de natal, do presépio, das tradições, das compras, das luzes por todo o lado e dos doces das mães, tias e avós.

IMG_2189Nesta época, o amor toma outras proporções, cheiros diferentes pairam no ar e o frio confunde-se com o calor das luzes que enfeitam as ruas. Reencontramos familiares e amigos que não víamos há muito, fazemos mais compras e também abusamos nos docinhos.

No Natal ficamos mais predispostos para ajudar o próximo, partilhar o que temos, dar um pouco do nosso tempo e estar com as pessoas de que realmente gostamos.

Mas afinal, o que é o Natal ? O que pensamos está em consonância com o que vivemos? O que verdadeiramente transmitimos às crianças?

No fundo, bem lá fundo, todos sabemos que o Natal é muito mais do que simples palavras bonitas. Assim e porque o Natal é muito mais que uma noite em que recebemos presentes, partilho 10 segredos para termos um Natal especial:

  1. Transmitir à criança que o Natal é a festa do nascimento de Jesus, independentemente das suas crenças ou opções religiosas. Esta é uma história como muitas outras… os livros são excelentes auxiliares e podem criar momentos deliciosos entre pais e filhos!
  2. Envolver as crianças nos preparativos (decoração da casa, confecção de doces tradicionais, programas em família, construir o presépio), transmitindo valores inerentes às tradições da família;
  3. Fazer um calendário do advento com a criança, ajudará a compreender quantos dias faltam até ao dia de Natal. Este calendário pode incluir mensagens, desafios, surpresas, adivinhas e também uns docinhos. Serão momentos divertidos em família;
  4. Substituir o consumo excessivo por prendas criativas feitas com o coração. Deste modo, as crianças aprendem que o valor de uma prenda está na intenção. O maior valor está no sentimento inerente à dádiva e não no ato de comprar;
  5. Mostrar à criança que existem diferentes formas de festejar o Natal. Podem ver juntos vídeos sobre o tema, ou até falar com familiares ou amigos que estão a viver noutros Países;
  6. Assistir a concertos ou eventos de Natal, reforçará laços e cria boas memórias para a vida;
  7. Fazer um lanche com amigos para troca de livros ou brinquedos (usados e claro, em bom estado). A troca pode ser feita através de sorteios ” amigo secreto”.
  8. Tirar uma fotografia de família, com ou sem Pai Natal, para mais tarde recordar;
  9. Definir em família o número de presentes por pessoa, sem contar com o do Pai Natal (Dãaaaaa!). Deste modo, podem evitar-se gastos desnecessários e o principalmente o desperdício, dois conceitos que também podem ser integrados nesta altura do ano;
  10. Ajudar quem precisa é uma excelente forma de transmitir os valores da Solidariedade.  As crianças são “experts “nesta matéria. Podemos envolvê-las na seleção de roupas e brinquedos para doar. O resultado é surpreendente!

Um Natal assim será, com toda a certeza, mais sentido, mais colorido, mais vivido, mais quentinho, mais docinho… será verdadeiramente um Natal especial!

Feliz Natal!

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Educar a Emoção 

image1Há uns dias enquanto desfolhava um livro li a seguinte frase, de Pitágoras:

“Educar não é dar uma carreira para se viver, mas sim temperar a alma para enfrentar as dificuldades da vida.”

Este é um desafio e um grande aliado na educação. Acredito que é urgente ensinar a saborear a vida, olhar para o que nos rodeia, despertar os sentidos, ao invés de ocupar o corpo e mente, consumindo tudo em modo acelerado na esperança de encontrar uma gratificação.

O que queremos afinal? Como pretendemos educar?

 

Educar a Emoção é permitir desenvolver o potencial cerebral de uma criança. É uma tarefa exigente e  ambiciosa, porém possível e com resultados extraordinários. Acreditem, é um investimento seguro e com rendimentos acima da média.

Felizmente existem algumas estratégias para ajudar neste processo. Apesar de não constituírem uma receita infalível, permitem evoluir e traçar o caminho para embarcar na aventura pelo mundo das emoções.

Aqui ficam algumas dicas:

@ Desenvolver desde cedo um vínculo adequado com os filhos;

@ Ser uma influência na conduta (ser um bom exemplo! q.b);

@ Dê momentos, em vez de coisas (todos os dias);

@ Desenvolver a empatia, comunicação e assertividade, através de exercícios diários e jogos lúdicos;

@ Ensinar a desfrutar o presente (práticas de mindfulness ajudam bastante);

@ Falar sobre os medos e desconstruí-los em conjunto (os medos quase sempre são criados por nós, muitos deles não existem!);

@ Falar regularmente sobre emoções e associá-las a momentos da vida;

@ Plantar sementes da felicidade e segurança fundamentais para fazer face a momentos que exigem resiliência.

Educar a emoção é fundamental para o desenvolvimento harmonioso da criança. O desafio é ensinar a criança a conhecer e identificar emoções, saber expressar, compreender, gerir e aceitar sentimentos pela positiva.

Educar a emoção é a chave para o bem-estar presente e futuro!

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Afinal, de quem é a culpa?

IMG_1133Esta é uma pergunta que aparece com frequência no dia a dia das famílias. E surge essencialmente por desencontros entre o que uns querem e o que outros fazem. Pais sentem vergonha de alguns comportamentos dos filhos, perante si, amigos ou até mesmo na escola.

Este assunto está relacionado com alguma experiência vossa?

Em que momentos sentem culpa?

Qual a maior dificuldade que estão a enfrentar na tua família?

Conheço pais que fazem de tudo para evitar comportamentos indesejados dos filhos e também sei de filhos que se esforçam para fazer o que os pais querem, mas ambos sem sucesso. Deste modo, surgem desencontros, desconfortos, desilusões, tristezas e em alguns casos muito sofrimento. Um comportamento é apenas a expressão de um pensamento ou emoção e não está relacionado com os pais, numa perspectiva de ausência de afetos e sentimentos.

Mas afinal, de quem é a culpa?

Se por um lado existem pais que sentem o peso da culpa, por outro existem crianças que reagem mal à frustração e escalam vezes sem conta a parede da desresponsabilização.

A culpa é uma falta voluntária contra o dever; omissão; desleixo, Causa (de mal ou dano) ou Imputação. A culpa por norma, traz associada a desculpa na esperança de se retirar o peso das ações. Por sua vez, Responsabilidade é entendida como a obrigação de responder pelas próprias acções , pelas dos outros ou por coisas confiadas.

E agora continuam a achar que alguém tem culpa? Ou será que existem responsáveis por atitudes e comportamentos?

O que pode mudar, se alimentarem os sentimentos de culpa?
Como mudar comportamentos indesejados de forma efetiva?
Responsabilizarem os filhos com técnicas apropriadas, poderá alterar alguma coisa?
Mas afinal, de quem é a responsabilidade?
De todos nós!
Pais e filhos podem alterar juntos esta realidade. Para tal é necessário reformular ações, intenções e responsabilidades.
De acordo com cada família, os comportamentos e a idade da criança, existem técnicas e ferramentas para intervir no universo infantil que vão potenciar a mudança nos pensamentos, emoções, atitudes e consequentemente nos comportamentos.
 Método KidsCoaching ®
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Boas perguntas para usar no regresso a casa

shutterstock-567621496Quem tem filhos sabe quão desafiante é fazer-lhes perguntas e não obter resposta.

Depois de um dia de escola, o que mais desejamos, além do reencontro é saber o que aconteceu, como, com quem, onde…. ou seja ansiamos obter respostas que nos orientem e informem acerca do seu dia.

Assim surge o “Top 10” das perguntas mais usadas:

  1. O dia foi bom?
  2. Portaste-te bem?
  3. Comeste tudo?
  4. Dormiste?
  5. Aconteceu alguma coisa que me queiras contar (huummm!) ?
  6. Brincaste?
  7. Alguém te fez mal?
  8. Gostas da escola?
  9. Fizeste trabalhos?
  10. O que aprendes-te hoje?

Partindo do princípio que a criança até responde, teremos uma de duas hipóteses: SIM ou NÃO. Então, após o inquérito diário que dura escassos segundos, estamos perante pais à beira de um ataque de nervos, porque os filhos não lhes contam nada, sentindo-se perdidos e sem saber o que fazer.

Conhecem alguém assim?

A boa noticia é que as crianças têm muito para contar, mas nem sempre conseguem organizar o pensamento para responder. Além do mais, muitas vezes precisam de um tempo de resposta que não estamos preparados para lhe dar. Assim, se fizermos perguntas que remetam a criança para uma experiência, vivência ou emoção, estaremos a permitir que estruturem o pensamento e sintam prazer na partilha e comunicação.

Recentemente tive o prazer de conhecer Márcia Belmiro, autora das 20 perguntas que podemos fazer da escola para casa*. Aqui fica o “Top 20” que promete surpreender pais e filhos:

  1. Qual foi a tua brincadeira mais divertida?
  2. De tudo o que aconteceu hoje na escola, o que mais gostaste?
  3. Se pudesses contar a alguém especial o que aconteceu na escola, o que seria?
  4. Porque foi muito bom teres ido à escola?
  5. Qual foi a melhor coisa que te aconteceu hoje?
  6. Como te divertis-te hoje?
  7. Podes ensinar-me o que aprendeste?
  8. De todos os teus amigos, qual é o mais engraçado, alegre, barulhento… o que é que ele fez?
  9. Sentiste uma emoção diferente? qual?
  10. Sorris-te a alguém? Conta-me…
  11. Qual foi a tua maior descoberta?
  12. Se pudesses contar a história do dia de hoje, qual seria?
  13. O que mais gostaste de fazer hoje?
  14. Se pudesses cantar uma música para mostrar como te sentes, qual seria?
  15. O que podes fazer para o dia de amanhã ser ainda melhor?
  16. Se dependesse só de ti par a escola ser mais feliz, o que mudarias?
  17. O que podes fazer para os teus amigos serem felizes?
  18. O que vais querer sentir amanhã no caminho para a escola?
  19. Consegues dizer um motivo para voltares à escola amanhã?
  20. Se pudesses ser um adulto da tua escola, quem serias?

Agora é só experimentar, desfrutar e partilhar a experiência.

* ( versão adaptada do original – método KidsCoaching®)

 

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De volta à escola: O que fazer?

Para muitos esta semana será uma semana de regressos: a casa, à rotina, à escola e ao trabalho. Para algumas crianças será o regresso à escola e o reencontro com os amigos, para outras será o inicio de uma nova jornada, a entrada para a creche, pré-escolar  ou para o primeiro ano do ensino básico.

As mudanças são uma constante da vida e se as vemos como algo positivo, temos parte do sucesso garantido. Alterações que envolvem a dinâmica familiar, são delicadas e por isso requerem tempo para a sua interiorização, preparação adequada e adaptação gradual para pais e filhos.

O tempo é mestre nestes processos e a calma a sua assistente!

Se para nós que já somos “crescidos” não é fácil a “rentrée”, imagine-se o que isto significa para as crianças. Depois de dias, semanas ou meses descontraídos e em família, voltar à agitação de horários e compromissos não é tarefa fácil.

Um dos aspectos centrais especialmente para os mais pequenos é a separação física dos pais ou familiares próximos.

Por onde começar?

Visitar a escola uns dias antes, para conhecer os espaços e as pessoas que lá trabalham. Se tal não for possível passar no local e mostrar o edifício por fora. O importante é mostrar à criança que conhece o caminho e transmitir-lhe a mudança de forma positiva, mencionando aspetos (“esta escola tem muito espaço” , “já viste, fica mesmo perto da nossa casa”, ” As pessoas são muitos carinhosas”)

Conversar com a criança sobre a nova etapa ( “está quase a começar a escola!” ou “estás tão crescido(a) e vais ter muitos amigos” ) e reforçar os sentimentos que nutre por ela (“temos que estar um bocadinho longe uns dos outros, mas continuamos a  gostar de ti daqui até à lua”, “Vamos estar sempre contigo!”).

Envolver a criança na preparação da mochila e dos materiais. As crianças adoram ajudar e participar na escolha, etiquetagem e arrumação dos materiais.

Ler histórias sobre o tema e que permitam abordar os medos e inseguranças que ambos estão a sentir.

Voltar à rotina gradualmente (principalmente nos horários de deitar e acordar), para que o regresso às aulas e ao trabalho se dê com a maior tranquilidade possível. Respeitar o ritmo e a necessidade de cada criança é meio caminho andado para que tudo corra sobre rodas.

Encontrar estratégias para lidar com a ansiedade  e a preocupação excessiva é tarefa dos pais ( sugiro técnicas de Mindfulness). Como mãe, sei que o nosso coração fica apertado, bate a um ritmo louco e passamos o dia a pensar na hora do reencontro. O importante é termos a consciência que o comando está nas nossas mãos. Perder o controlo não é solução! As crianças sentem nas nossas ações e palavras se estamos tranquilos e seguros. Não adianta dizer uma coisa e estar a sentir outra. Demonstrar confiança na escola e nos seus profissionais é imprescindível. Aos poucos vai aprendendo a confiar  e sentir-se mais segura.

Dúvidas e partilhas

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Mãe, posso escolher a roupa?

IMG_0407Claro que sim, filha!

O desenvolvimento da criança traz consigo novos desafios para os pais. A autonomia é uma conquista necessária para que a criança se sinta competente e capacitada para fazer escolhas.

Enquanto pais ou educadores, devemos promover o desenvolvimento da autonomia e da independência, através de tarefas simples da rotina diária e acompanhar este processo. Numa primeira fase a criança emita o que vê e só depois começa a fazer tentativas Desde muito pequeninos podemos ensinar a criança a cuidar dos seus pertences, por exemplo, através da arrumação dos brinquedos. Também podemos apoiá-la ao nível da alimentação (uso adequado dos talheres), no vestir/despir/calçar, na higiene pessoal e incentivá-la a ajudar em tarefas diárias (fazer a cama, levar o lixo, pôr a mesa, arrumar as compras…).

Proteger a criança impedindo-a de desenvolver competências essenciais para a vida, é desresponsabilizá-la perante a própria vida!

A criança começa desde cedo a dar sinais desta necessidade. Deixem que vos diga, em algumas situações não levamos muito a sério a sua intenção ou determinação para fazer o que nós fazemos por elas e tão bem!

Confiar nos sinais que a criança nos dá e apoiá-la é determinante para o desenvolvimento da autonomia e de uma autoestima e autoconfiança positivas.

Nesta matéria, posso partilhar duas experiências diferentes. O meu filho sempre gostou que lhe fizéssemos as coisas e quando incentivado a fazê-las, tentava escapar-se. Na altura, filho único, super protegido e “multi assistido”. No entanto, à medida que foi crescendo incentivámo-lo a conquistar autonomia, dando-lhe condições para essa conquista. Já a minha filha, não sei se por ser o segundo filho e estarmos mais descontraídos, começou a querer fazer tudo sozinha muito cedo (pelo menos para mim!). Sempre demonstrou vontade em fazer as coisas, exibindo desejo de não depender de ninguém. A vontade de escolher a roupa foi um marco nesta área da autonomia. Confesso, que não recebi muito bem esta necessidade, pois gosto muito das “toilettes pipis” (acho que me entendem!), mas aos poucos ela foi aprendendo e desenvolvendo o seu gosto pessoal, combinando cores e estilos dentro do razoável.  Hoje, com sete anos, está uma expert na matéria. É com muito orgulho que tenho o melhor de dois mundos, desfrutando dos desafios e conquistas de ambos.

Sejamos pais conscientes e atentos para saber dizer SIM à conquista da autonomia, não apenas com palavras, mas com o olhar, com aprovação, com confiança, com presença e principalmente com o nosso amor incondicional.

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Como sobreviver à maratona de festas

IMG_6337-1.JPGAs festas de aniversario já não são o que eram. As crianças, de hoje, não se contentam com uma simples festa em casa e lanche preparado pela mãe (salvo algumas exceções). Pelo contrário querem a festa no lugar XPTO, com um lanche XPTO, onde os amigos também festejaram. E assim, em alguns casos, participam em várias festas no mesmo local várias vezes no ano.

Haja criatividade e boa disposição para enfrentar esta maratona de festas. Por mim falo, que chegam a ser quatro festas repartidas por sábado e domingo.

Além da gestão do tempo familiar, que mais parece uma corrida olímpica, não podemos esquecer o impacto das festas no orçamento familiar. Isto porque, a famosa prenda é um aspeto de grande importância para crianças e para muitos pais.

Ao pensar no tema dei por mim a interrogar-me: porque damos presentes? Porque ensinamos os nossos filhos a fazê-lo? Como atribuímos o valor ao presente? como explicamos o valor do presente à criança?

Pois bem, descobri (não que não soubesse) que dar presentes é um ato de expressar sentimentos, retirando de nós algo que poderíamos utilizar para proveito próprio. Também damos presentes porque gostamos de ver a outra  pessoa sorrir e de sorrir com ela. Os presentes para serem especiais têm que ser pensados e escolhidos com o coração, independentemente do seu valor. É precisamente aqui que gostava de refletir um pouco convosco. Será que é isso que temos transmitido aos mais pequenos?

Conheço algumas crianças que deixam de ir a festas porque não podem dar presentes. Sei falar no exagero de consumo que se gera a partir destes momentos e muitas vezes a criança nem gosta de alguns presentes.

Com o intuito de facilitar a corrida às festas, partilho aqui algumas formas de gerir a questão das prendas, juntando o útil ao agradável, rentabilizando necessidades e recursos.

Dicas úteis:

  • Prenda coletivas ( permite oferecer algo de maior valor e que a criança deseja, com menor valor para cada um)
  • Personalização de presentes ( versão “homemade”, recomendo vivamente, principalmente pelos valores que se transmitem neste processo)
  • oferta de experiências ( ex: uma ida ao cinema com o(a) amigo(a)
  • donativo a instituição de apoio social (dependendo da idade e do grau de compreensão, pode ser uma boa opção para sensibilizar as crianças para a importância de ajudar e partilhar).

Dúvidas e partilhas

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Toca a passear: transportes grátis para crianças

Escrevo este post para partilhar com todos vós, o que eu desconhecia por completo (talvez seja o vosso caso!)

Vamos ao que interessa! Há uns dias tive conhecimento ocasional (um ano e tal depois da entrada em vigor) que as crianças dos 4 aos 12 anos têm direito a transporte gratuito na Carris e no Metro. Pois é… se soubessem as vezes que carreguei cartões e mais cartões com viagem para aqui e para ali (nem quero pensar). O mais engraçado é que mesmo nos locais de carregamento ou guichés está disponível esta informação. Ai que nervos!

Para beneficiar deste apoio é necessário requer a emissão do cartão Lisboa Viva com perfil Criança, num posto de atendimento da carris. Para tal, é necessário preencher um formulário e apresentar o cartão de cidadão da criança e entregar uma foto tipo passe. Como não á bela sem senão, a emissão do cartão tem um custo de 7€. Em dez dias o cartão está pronto e será válido até a criança completar 13 anos.

Apesar de utilizar o carro para as deslocações diárias, gosto de utilizar os transportes públicos em deslocações que requerem muito tempo de estacionamento, pela facilidade de acesso, ou simplesmente por lazer, pois acabamos por conhecer melhor a cidade.

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Eureka… esta descoberta foi uma maravilha, pois com viagens grátis para crianças, vamos passear muito mais!

E por aí conheciam este beneficio? Partilhem as vossas experiências.

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