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Coranavírus: como abordar o tema com as crianças

Estamos a viver dias diferentes do habitual com a chegada do Coronavirus. Nas nossas casas vivem-se dias envoltos de dúvidas, incertezas, medos, ansiedade, preocupação, alteração de rotinas e pânico face ao desconhecido. Neste momento desafiante, é importante estarmos atentos às crianças, ao que perguntam, ao que sentem, aos seus comportamento, aos sinais que expressão sem falar e que podem traduzir muitas das suas inquietações. Envolvidos pela avalanche de informação, podemos acabar por  desvalorizar cuidados importantes a ter com a saúde emocional dos mais novos. Acredito que existem muitos pais, avós, educadores a vivenciar situações desafiantes com as suas crianças, pelo temor que possam sentir face a esta epidemia. Neste processo será importante ter em mente que a saúde emocional é essencial para que o sistema imunológico esteja ativo.

Para ajudar as famílias neste momento, partilho sugestões para abordar o tema com as crianças:

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♥ Conversar em família sobre o tema, adequando a informação à idade da criança.

♥ Proteger a criança de notícias, imagens, conversas e comentários que em nada ajudarão a tranquilidade e compreensão de tudo o que está a acontecer no seu mundo exterior e interior;

♥ Aproveitar o tempo juntos para reforçar hábitos e práticas diárias que ajudam à prevenção e proteção de todos (é um excelente momento para transmitir informações que ficam para a vida);

♥ Mesmo perante um cenário preocupante, é importante desdramatizar as preocupações. Para se sentir segura a criança precisa assimilar essa estabilidade nas figuras de referência;

♥ Expressar e falar sobre o que sentem acerca do que está a acontecer. P. ex: Sabes filho, estamos todos preocupados com este vírus? O que tens pensado? Eu estou muito preocupada mas sei que juntos vamos ultrapassar tudo da melhor forma. O que sentes neste momento? Há alguma coisa que podemos fazer para te sentires melhor?

♥ Contar e recontar histórias que envolvam emoções que a criança demonstra estar a vivenciar. O falar é mais eficaz e reparador do que o silêncio;

♥ Em caso de quarentena, atribuir a leveza necessária à situação ajudará a criança a gerir melhor as mudanças na rotina, dificuldades que surjam e a integrar esta realidade;

♥ Dinamizar atividades juntos permitirá fortalecer laços e a passar o tempo de forma divertida. Aproveitar o tempo para fazer coisas que na normalidade dos dias não faríamos;

As crianças são especialistas a “ler-nos” e percebem se o que lhes transmitimos vem do coração. Enganar uma criança pode parecer fácil, mas acreditem que terá custos elevados no futuro. A confiança e o amor são dois pilares de excelência para que sejamos o seu porto seguro.

Vamos aproveitar esta realidade para transformar desafios em oportunidades?

A mudança exterior começa no nosso interior. Como vamos contribuir para esta mudança?

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Escola nova … vida nova!

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Font: Pinterest

A entrada na escola para os mais pequenos ou a mudança para os mais crescidos, requer das famílias predisposição e estratégias para gerir esta fase!

A adaptação a qualquer mudança requer tempo, paciência e persistência. Especialistas na área comportamental afirmam ser necessários vinte e um dias para instalar uma mudança. Por mais complexo que seja o processo, desistir não é opção.

Já passei inúmeras vezes por este processo, em duas posições diferentes: como mãe e como educadora. Tenho duas experiências das quais retirei diferentes perspectivas. Quer de um lado, quer do outro sempre encontrei as mesmas necessidades e foi isso que me levou a partilhar este texto.

A adaptação à escola é um tema que dá “pano para mangas”. Esta fase traz consigo um acréscimo de responsabilidade e um misto de sentimentos e emoções.

Pais e filhos desde tenra idade são expostos a um teste de bravura e são-lhes exigidas competências, que em momento algum imaginaram.

À criança é exigido um esforço imensurável para gerir a ausência das figuras de referência, a distância física e o vazio emocional. Para ajudar os adultos desejam a pés juntos que não hajam birras nem “cenas”, especialmente até chegarem à escola. Para tal, alguns pais cedem à tentação de fazer promessas, a chantagens e negociações que em nada beneficiam um processo de mudança e de adaptação. Algumas crianças queixam-se de dores, fazem febre ou apresentação sintomas próprios de doença,

Aos pais, por sua vez, é exigido que se comportem adequadamente (como adultos que são), consigam despedir-se com facilidade, sejam fortes, cheguem a horas, que não se esqueçam dos materiais, que os deitem a horas, que transmitam calma e segurança, que não chorem, que mostrem confiança na escola, que não desistam ao primeiro sinal de medo ou desconfiança.

Acredito que é possível uma adaptação tranquila e progressivamente consolidada se forem implementadas algumas estratégias facilitadoras. Assim, é fundamental:

Conversar com a criança sobre o tema ( esta é o início de todo o processo. Aqui a criança começa a pensar sobre o assunto);

Antecipar os momentos que vão chegar, através de treino de comportamentos possíveis. Com esta prática a criança tem a oportunidade de se preparar e ser preparada, sendo-lhe mostrado o que é esperado e de que forma pode gerir sentimentos e emoções;

Visitar a escola uns dias antes é uma ótima forma de tornar real o que possa ter sido falado, reforçando os pontos fortes do espaço e das pessoas (obviamente sendo verdade). As crianças sentem-nos e sabem se estamos a ser verdadeiros;

– Quando se inicia a adaptação à escola , caso existam condições para fazê-lo de forma gradual, o tempo de permanência deve aumentar dia após dia e nunca acontecer o contrário;

Permitir que a criança escolha um objeto para levar na mochila  ( os peluche, foto dos pais, brinquedo). Costumo utilizar uma estratégia que aprendi com uma educadora e que faz sucesso: preparar com a criança uma folha com foto dos pais, irmãos e/ou animais. Esta folha pode ficar na mochila para a criança rever sempre que sentir saudades. Está é uma estratégia de auto-regulação bastante eficaz;

– Nos primeiros quinze dias a um mês a criança deve manter uma rotina o mais tranquila possível, sem grandes eventos ou compromissos. Criar rotinas próximas do período escolar será o ideal;

Confiar na equipa da escola é meio caminho para o sucesso deste processo. Caso tenhas dívidas, pergunta. A partilha e a confiança são elementos fundamentais para o sucesso da integração e o bem-estar de pais e filhos.

Bom ano letivo!

 

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De volta à escola: O que fazer?

Para muitos esta semana será uma semana de regressos: a casa, à rotina, à escola e ao trabalho. Para algumas crianças será o regresso à escola e o reencontro com os amigos, para outras será o inicio de uma nova jornada, a entrada para a creche, pré-escolar  ou para o primeiro ano do ensino básico.

As mudanças são uma constante da vida e se as vemos como algo positivo, temos parte do sucesso garantido. Alterações que envolvem a dinâmica familiar, são delicadas e por isso requerem tempo para a sua interiorização, preparação adequada e adaptação gradual para pais e filhos.

O tempo é mestre nestes processos e a calma a sua assistente!

Se para nós que já somos “crescidos” não é fácil a “rentrée”, imagine-se o que isto significa para as crianças. Depois de dias, semanas ou meses descontraídos e em família, voltar à agitação de horários e compromissos não é tarefa fácil.

Um dos aspectos centrais especialmente para os mais pequenos é a separação física dos pais ou familiares próximos.

Por onde começar?

Visitar a escola uns dias antes, para conhecer os espaços e as pessoas que lá trabalham. Se tal não for possível passar no local e mostrar o edifício por fora. O importante é mostrar à criança que conhece o caminho e transmitir-lhe a mudança de forma positiva, mencionando aspetos (“esta escola tem muito espaço” , “já viste, fica mesmo perto da nossa casa”, ” As pessoas são muitos carinhosas”)

Conversar com a criança sobre a nova etapa ( “está quase a começar a escola!” ou “estás tão crescido(a) e vais ter muitos amigos” ) e reforçar os sentimentos que nutre por ela (“temos que estar um bocadinho longe uns dos outros, mas continuamos a  gostar de ti daqui até à lua”, “Vamos estar sempre contigo!”).

Envolver a criança na preparação da mochila e dos materiais. As crianças adoram ajudar e participar na escolha, etiquetagem e arrumação dos materiais.

Ler histórias sobre o tema e que permitam abordar os medos e inseguranças que ambos estão a sentir.

Voltar à rotina gradualmente (principalmente nos horários de deitar e acordar), para que o regresso às aulas e ao trabalho se dê com a maior tranquilidade possível. Respeitar o ritmo e a necessidade de cada criança é meio caminho andado para que tudo corra sobre rodas.

Encontrar estratégias para lidar com a ansiedade  e a preocupação excessiva é tarefa dos pais ( sugiro técnicas de Mindfulness). Como mãe, sei que o nosso coração fica apertado, bate a um ritmo louco e passamos o dia a pensar na hora do reencontro. O importante é termos a consciência que o comando está nas nossas mãos. Perder o controlo não é solução! As crianças sentem nas nossas ações e palavras se estamos tranquilos e seguros. Não adianta dizer uma coisa e estar a sentir outra. Demonstrar confiança na escola e nos seus profissionais é imprescindível. Aos poucos vai aprendendo a confiar  e sentir-se mais segura.

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Horário de verão: como ajudar as crianças nesta adaptação?

Este fim de semana chega ao fim o horário de inverno e abrimos as portas ao horário de verão.

Esta mudança de horário traz consigo alterações na rotina e ritmos das crianças e consequentemente das suas famílias. Não se admirem se a criança apresentar cansaço, falta de apetite, aumentar as birras (sim, eu sei que as birras são frequentes!) ou recusa para ir ou sair da cama. Podem existir outros cenários dependendo da criança e da dinâmica familiar.  Como pais, será importante ter esta consciência para agirmos com a flexibilidade e paciência necessária nesta fase. Às crianças é exigido um esforço adicional para esta adaptação, pois não possuem os mecanismos que nós adultos possuímos.  Para ajudá-las cá estamos nós, o seu porto seguro, o seu guia, a luz dos seus olhos!

Assim, vamos ao que interessa. Deixo-vos aqui dicas que considero imprescindíveis na integração/ajustes nas rotinas diárias:

SONO- No dia anterior deite a criança um pouco mais cedo e nos dias anterior vá ajustando o horário, tendo em conta o tempo que demora a adormecer. Como haverá luz até mais tarde, siga o ritual de fechar estores e janelas, no período que antecede a ida para a cama, para a criança entender que se está escuro é hora de dormir (especialmente crianças até aos cinco anos) e evitar despertar demasiado cedo ( é provável que aconteça).  Há, não permita que a criança durma de dia para compensar as alterações de sono à noite;

ALIMENTAÇÃO – é provável que a criança apresente perda de apetite ou recusa alimentar na primeira semana. Isto é expectável, pois terá que comer uma hora mais cedo. Na semana de adaptação evite alimentos pesados ou introdução de novos alimentos. Não force a criança a comer. Respeite o seu ritmo e os sinais que vai dando.

SAÚDE – Algumas crianças podem demonstrar sintomas que podem fazer crer que está doente. Será importante uma avaliação ponderada (registo de sintomas, tempratura…) para evitar a ida para o médico/ hospital sem necessidade. Em caso de dúvida ligue ao médico ou para a saúde 24.

ESCOLA – mantenha o horário de entrada e saída da escola, principalmente neste período de adaptação, pois qualquer mudança poderá confundir a criança. Igualmente será importante manter a rotina de quem leva e vai buscar. Comunicar com educadores/professores no que respeita a qualquer alteração/ajuste ou necessidade da criança é fundamental neste processo.

PASSEIOS AO AR LIVRE – Momentos de exposição solar e passeios ao ar livre facilitaram a os ajustes do relógio biológico da criança e dos pais.

PAIS – nesta fase é necessário que sejam pacientes, flexíveis e que preparem com atenção esta mudança.

A boa noticia é que com os dias maiores e mais sol terão mais tempo para estar juntos!

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Quatro segredos sobre as rotinas

No contexto familiar é fundamental a adoção de estratégias que favoreçam a integração de rotinas. Para tal, os pais devem respeitar, com algum rigor, os horário referentes à alimentação, higiene e ao sono, para que a criança consiga criar um padrão equilibrado e sentir conforto e segurança.

Queres saber os meus segredos?

Segredo nº 1 – Introdução de horários na rotina da criança (deve ser gradual, flexível e ajustável)

Enquanto mãe acredito que devemos zelar por sermos bons modelos para os nossos filhos, porque aprendem essencialmente por imitação. Outra prática importante é a utilização de estratégias eficazes que respondam às necessidades dos filhos. Conhecê-los bem é fundamental para fazer ajustes na rotina.

Segredo nº 2 – Conhecer bem a criança e as suas reais necessidades (estas mudam consoante a fase de desenvolvimento e mesmo entre irmãos existem diferenças significativas)

Definir desde cedo, horários adequados de alimentação, higiene e sono, ensinam a criança a respeitar os seus ritmos biológicos e permitem maior adaptação às atividades diárias, sendo igualmente fortalecedoras das funções parentais. Outro aspecto relevante é a importância de envolver a criança na rotina e em tarefas de acordo com a sua idade.

Segredo nº 3 – Organizar horários e dá-los a conhecer à criança de forma verbal ou não verbal, através de rituais que antecedem determinados momentos do dia-a-dia (tomar banho antes do jantar, Dormir depois da história, brincar antes do banho).

Não existem dúvidas que as rotinas familiares são exigentes. Para muitos pais, a quem é atribuída uma missão “quase impossível” de levar a bom porto o seu barco, são sinónimo de stress e cansaço, para outros representam equilíbrio e tranquilidade.

Segredo n. 4 – Utilizar sempre a rotina a nosso favor, mesmo quando os horários se alteram ou surgem imprevistos.

 

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No planeta das chuchas: passos para ajudar a criança

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Fonte: Pinterest

O uso da chupeta é um tema polémico na sociedade atual, pois se há quem seja adepto, também há que seja contra a sua utilização. Verdade seja dita que inúmeros estudos comprovam que o uso inadequado ou prolongado da mesma interfere no desenvolvimento da criança, principalmente ao nível do aparelho orofacial e consequentemente na aquisição da fala) .

Por questões sociais, familiares ou culturais, a verdade é que a chucha é uma aliada da grande maioria dos pais. Aliás, hoje em dia já faz parte do enxoval do bebé, várias chuchas de diferentes formas, cores e marcas (Há quem ache muita piada!!). Como se não chegasse,  inventaram uma fitas para que chucha e criança estejam sempre juntos… e nós recorremos a tudo e mais um bocadinho sem pensar no depois. Damos esta opção, mas há um dia em que queremos tirar!!

Sendo um hábito introduzido precocemente torna-se difícil a sua anulação dois ou três anos depois. Tendo em conta esta complexidade e o seu impato no bem-estar emocional da criança é necessário preparar a criança para que este processo decorra dentro da normalidade. Há muito quem ache que se é para tirar tem que ser de vez e custe o que custar. Desculpem, mas não posso concordar. Este processo pode ser gradual e bem integrado no psíquico da criança, se existir uma preparação correta e acima de tudo se acontecer no tempo certo.

Porque já passei por este processo 2x como mãe e umas boas dezenas como educadora, estou perfeitamente à vontade para aconselhar e partilhar o que funciona na prática (A teoria por si só não é suficiente).

Chegada a altura de retirar a chucha, a criança deverá ser preparada e apoiada nesta fase tão importante do seu desenvolvimento. Cada criança é única e mesmo entre irmãos as experiência podem ser muito diferentes.

A retirada da chucha envolve uma perda de uma objeto de consolo e a capacidade de auto-regulação, portanto deve ser um processo gradual e uma vez iniciado não deve ser interrompido (Coerência e consistência). É fundamental a disponibilidade física e emocional, de todos os adultos que com ela convivem (escola/casa), devendo estes atuar em sintonia.

Aqui ficam alguns passos rumo ao objetivo:

  • Tratar o tema com naturalidade, sem fazer dele o centro da vida da criança é a abordagem mais adequada
  • Limitar o uso da chucha em momentos do dia, reduzindo o nº de horas de utilização. Esta prática envolve o não transportar a ou as chuchas para todo o lado. Sim, porque há quem tenha uma em cada divisão da casa, no carro, na escola… nem quero ver!
  • Não utilizar métodos radicais ( como colocar produtos na chucha, cortar, atirar pela janela)
  • Se a chucha estiver estragada ou em risco de romper não compre outra, pois essa opção confunde a criança (quer que eu deixe a chucha e compra uma nova?)
  • Introduzir histórias ou desenhos animados educativos sobre o tema ajudará a criança a antecipar, compreender e modelar comportamentos
  • Incentivar a criança a usar a chucha só em casa (dizendo-lhe que assim não se perde) e só permitir o uso à noite
  • Retirar a chucha quando a criança adormecer, explicando-lhe que irá fazê-lo, mas que a chucha ficará junto à almofada, caso precise
  • Combinar com a criança um dia oficial para deixar, de vez, a chucha (aniversário, férias, viagem) e assinalar o momento com algo especial.
  • Utilizar simbolismo para a criança deixar a chucha ( deixar na árvore ou na arca das chuchas, entregar ao pai natal ou enviar para a fada das chuchas, vale tudo no mundo da fantasia!)
  • Reforçar o contato físico e disponibilidade para a hora de deitar, pois pela falta da chucha a criança tende a demorar mais a adormecer (não se assuste são só uns dias)
  • Oferecer alternativas quando a criança chora porque quer a chucha, distraindo-a com outras atividades ou brinquedos. É uma técnica que, no momento certo funciona (as crianças são persistentes para nos deixar de rastos, sejam firmes e criativos!). A existência de um boneco preferido pode facilitar.
  • Elogiar cada conquista com amor e recompensar com momentos e brincadeiras de uma criança crescida. Evitar a recompensa material.
  • Deixar a criança descobrir como é viver sem chucha e apoiá-la incondicionalmente nesta maravilhosa aventura!

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Toca a passear: transportes grátis para crianças

Escrevo este post para partilhar com todos vós, o que eu desconhecia por completo (talvez seja o vosso caso!)

Vamos ao que interessa! Há uns dias tive conhecimento ocasional (um ano e tal depois da entrada em vigor) que as crianças dos 4 aos 12 anos têm direito a transporte gratuito na Carris e no Metro. Pois é… se soubessem as vezes que carreguei cartões e mais cartões com viagem para aqui e para ali (nem quero pensar). O mais engraçado é que mesmo nos locais de carregamento ou guichés está disponível esta informação. Ai que nervos!

Para beneficiar deste apoio é necessário requer a emissão do cartão Lisboa Viva com perfil Criança, num posto de atendimento da carris. Para tal, é necessário preencher um formulário e apresentar o cartão de cidadão da criança e entregar uma foto tipo passe. Como não á bela sem senão, a emissão do cartão tem um custo de 7€. Em dez dias o cartão está pronto e será válido até a criança completar 13 anos.

Apesar de utilizar o carro para as deslocações diárias, gosto de utilizar os transportes públicos em deslocações que requerem muito tempo de estacionamento, pela facilidade de acesso, ou simplesmente por lazer, pois acabamos por conhecer melhor a cidade.

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Eureka… esta descoberta foi uma maravilha, pois com viagens grátis para crianças, vamos passear muito mais!

E por aí conheciam este beneficio? Partilhem as vossas experiências.

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Importância das rotinas na educação

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Educar uma criança é permitir que explore o mundo, com valores e limites que lhe permitam integrar experiências de forma positiva. Falar em educação é também falar em rotinas, que são a base para o equilíbrio interno da criança.

É na família que surgem as primeiras rotinas, devendo estas ser rítmicas e consistentes. Desde o nascimento que o bebé começa a dar sinais para a satisfação das necessidades primárias, sendo neste processo (ação-reação) que se inicia o a integração de rotinas básicas. Ao longo dos meses, os pais vão conhecendo o ritmo do filho e gradualmente vão introduzindo ritmos de vida que, por sua vez, vão caracterizar a dinâmica familiar.

A  sequência de acontecimentos diários ajuda a criança a conhecer o mundo que a rodeia, tornando-o cada vez mais previsível e seguro. Ao participar nas sequências da rotina diária, a criança associa cada uma das suas partes e compreende horários, desenvolvendo mecanismos de autorregulação que a ajudam a desenvolver a autonomia.

As rotinas quando consistentes promovem o desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social da criança. São também excelentes aliados na prevenção de distúrbios e  comportamentos desajustados.

Nesta perspetiva definir, desde cedo, horários adequados de alimentação, higiene e sono, ensinam a criança a reconhecer e respeitar os seus ritmos biológicos. Estas por sua vezes, permitem maior adaptação e participação nas atividades diárias e o fortalecimento das relações familiares.

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Parceria com a revista EdInf

O convite para escrever este artigo foi uma agradável surpresa. Foram longas horas a pesquisar, ler e escrever. Adorei a experiência! Escrever sobre educação dá-me imenso prazer, pois posso além de expor aspetos relevantes da teoria, posso partilhar a minha perspetiva e experiência.

Em conversa com a equipa da revista EdInf, recebi esta mensagem:

“Parabéns a todos nós! O teu contributo foi muito bom 😁”

Espero que gostem e que essencialmente vos inspire e ajude!

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Cinco passos para gerir o tempo em família

Estar em família e desfrutar de momentos agradáveis é o desejo de pais e filhos. No entanto é algo que nem sempre se concretiza, pelo menos com a regularidade desejada. Ouço com frequência que na educação “menos é mais “, numa perspectiva de que nem sempre a quantidade supera a qualidade.

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Conheço muitos pais que sentem uma frustração enorme por não terem tempo para brincar com os filhos, outros por não conseguirem jantar com eles, outros porém por não os verem acordados. São inúmeras as limitações que se impõem na vida actual, mas também são muitas as imposições que colocamos à nossa agenda, por idealizações que fazemos ou simplesmente por não sabermos dizer “não” a compromissos extra. Um dado curioso, que li num livro de Coaching Parental é que todos temos 24 horas no dia e mais 86400 segundos para gerirmos as nossas actividades. A questão é que a imensidão de compromissos que surgem na agenda de pais e de filhos, bloqueiam muito do que podem desfrutar em conjunto. Se por um lado desejamos que os filhos participem em diversas actividades (assistam ao filme que estreou, marquem presença nas festas de aniversário, façam caminhadas, trabalhos de casa, durmam em casa de amigos ou jantem fora), por outro lado, devemos seleccionar com algum rigor as actividades e priorizá-las.  Para tal é essencial face a cada actividade, perguntar: E se eu não fizer isto? O que é que pode acontecer? Quando somos sinceros na resposta, encontramos a certeza das nossas escolhas e passamos a valorizar o que é realmente importante para a nossa família.

Para uma melhor gestão do tempo em família há que pôr em prática um plano que promova as mudanças desejadas:

1º Passo – desejar a mudança;

2º Passo –  Identificar as actividades do dia em queremos ter mais tempo (definir para quê, com quem);

3º Passo – identificar o que nos tem impedido de consegui-lo;

4º Passo –  definir estratégias para concretizar cada mudança;

5º Passo- Avaliar os resultados, redefinir prioridades e ,se necessário, voltar ao primeiro passo.

“Educar é viajar no mundo do outro, sem nunca penetrar nele. É usar o que passamos para transformar no que somos.” (Augusto Cury)

Conceição Pereira
Amor d`3ducação