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Num abrir e fechar de olhos!

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Num abrir e fechar de olhos…passou mais um ano.

Há um ano atrás concretizava um desejo há muito projetado… depois de planeamento e preparação… surge o meu blog e um grupo sobre educação.

Num abrir e fechar de olhos, estava a escrever sobre educação…

Num abrir e fechar de olhos… carreguei no botão, com alegria e apreensão… com certezas e emoção.

Num abrir e fechar de olhos, vi um blog crescer e a reunir pessoas de vários continentes. O objetivo está parcialmente cumprido…pessoas que gostam de ler e partilhar o que escrevo… mais de 5000 visitantes, 6800 visualizações e 27 artigos publicados.

Num abrir e fechar de olhos, o “meu” Amor d´Educação, une 1356 pessoas que valorizam a educação e primam pela informação e partilha.

Uau…2016, foi um ano de mudança e muitas conquistas. Novas portas se abriram, novos caminhos surgiram… Foi um ano bastante produtivo e enriquecedor. Um ano de realizações, que passou num abrir e fechar de olhos. Um ano de novas e boas amizades…

Fecho os olhos e imagino um 2017 ainda melhor. Novos projetos, novos objetivos…grandes desafios. Vou estudar, melhorar, aprender, ler, para estar vada vez mais há altura e merecer-vos como seguidores. Espero que continuem a gostar de estar por aqui…

Obrigada a todos que me apoiam e me inspiram, dia após dia. Obrigada a minha familia por acreditar e permitir que eu me dedique mais e mais…ao que realmente me dá prazer.

Um Mega-Super-Hiper ano para todos!

Pro@Educar 2017
Conceição Pereira
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Chegou o dia…

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Chegou o tão esperado dia! O dia em que todos os sonhos se concretizam… em que famílias  se encontram e partilham momentos únicos.

Chegou o dia em que pais, tios e avós esperam que os seus filhos, sobrinhos e netos cheguem para os puder abraçar, beijar, sentir o seu cheiro, ter o seu carinho ou simplesmente ouvir a sua voz.

Chegou o dia, em que crianças esperam ansiosas que os ponteiros se juntem no ponto alto do relógio, para abrir os seus presentes.

Chegou o dia, o dia chegou! É tempo de estar, recordar, ficar, perdoar…degustar, abraçar, sonhar e acreditar.

Feliz Natal!     

                         Conceição Pereira

 

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Cinco anos de ti…

IMG_3656Comecei a escrever este texto, já lá vão uns dias… ao volante, olhos fixos na estrada,  o pensamento voava e as palavras começaram a surgir. A vontade de partilhar um sentimento tão intenso era grande, na esperança de levar essa felicidade aos quatro cantos da terra. Aparentemente um dia igual aos outros, no entanto, para mim, um dia muito especial!

Há cinco anos nascia uma linda princesa, cheia de força e alegria. Olhou-me com uns olhinhos ternos e sorriu, fiquei rendida…confesso apaixonada. Desde esse dia como por magia descobri, em mim outra vida, outro sentido, as cores mudaram, os cheiros também, as razões, as paixões… descobri uma nova mãe.  Uma segunda oportunidade… e há uma coisa que não posso negar, voltei à infância… voltei a ser criança.

Adoro as cores do arco-íris, a magia no ar, vivo cada momento, com emoção, ternura… voltei à infância, voltei ao sonho de ser criança. A minha princesa ensinou-me a olhar para dentro e a constatar que ” o essencial é invisível aos olhos”. Descobri um novo amor, outra forma de amar. Como é boa esta aventura, esta esperança… o desafio é grande, grande também a missão… e enorme a vontade de ajudá-la a viver… a percorrer o caminho da felicidade.

“A vida humana não tem só um nascimento, só uma infância, é feita de vários renascimentos, de várias infâncias”.
(Francesco Alberoni)

Conceição Pereira
Amor d`3ducação
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Para onde caminha a Infância?

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Como já ouvimos muitas vezes, mudam-se os tempos… eu diria, mudam-se as prioridades!

Ser criança hoje é muito para além de simplesmente SER criança. Invertem-se papéis, partilham-se decisões, dá-se à criança o que pede e evitam-se zangas na esperança de que seja mais feliz… o materialismo sobrepõe-se aos afetos, o pouco tempo impera, mas não tem que ser sinónimo pouca qualidade, trocam-se bons momentos por eventos mega-hiper-tudo ou pela azáfama tecnológica, na ânsia de se conseguir abrandar a inquietude própria da infância.

Afinal para onde caminha a infância?

A infância não mudou assim tanto, antes pelo contrário, mudou a forma como olhamos para a infância! É indiscutível que assitimos a uma metamorfose na educação. Há cada vez mais crianças, com um desenvolvimento acima da média, no entanto dependentes do adulto, ansiosas, com baixa auto-estima, pouco tolerantes à frustração e extremamente competitivas. Crianças que querem sempre mais e que nem sempre sabem estar entre pares. Por outro lado, pais educam sem saber o que fazer… entre tantas solicitações cedem frequentemente por falta de paciência ou de tempo… esquecem-se do que prometeram. Assim se colocam numa posição frágil, permitindo-se duvidar das suas reais competências, assumindo a culpa do limbo em que vivem, por ter feito algo errado ou por nada ter feito. Vivem em modo acelerado, com o pensamento entre o que querem fazer e não fazem ou entre o que fazem que não queriam fazer.

Afinal para onde caminha a infância?

Como sonhadora que sou, acredito que é possivel a mudança de paradigma, o regresso às origens, a existência de tempos de qualidade com a criança, para que tenhamos crianças e pais felizes. E que este caminho seja relembrado com saudade, prazer e  identificado como os alicerces da vida!

“A educação é aquilo que resta, depois de se ter esquecido o que se aprendeu na escola”

(Albert Einstein)

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De coração cheio…

Prometi a mim mesma que não terminava o dia sem escrever sobre o tema. Hoje foi assinalado o Dia Nacional do Pijama, iniciativa organizada pela Mundos de Vida, uma Associação de Solidariedade Social, que presta apoio a mais de 500 crianças. Este dia visa essencialmente sensibilizar o País para o “direito de uma criança crescer numa família”, envolvendo crianças e famílias numa realidade da nossa Sociedade.

Todos os anos, vivo este dia de forma emotiva e reflexiva! Em primeiro lugar porque , tal como muitos de vós, não me conformo com o fato de crianças viverem privadas de ter uma família. Mediante os dados apresentados no CASA (Relatório de Caracterização Anual da Situação de Acolhimento das Crianças e Jovens), em 2015, estavam em acolhimento institucional 8.600 crianças, número que representa cerca de 96% do total das crianças separadas dos seus pais. Em segundo lugar, porque sou mãe e seria impensável viver longe dos meus filhos e em terceiro porque estive ligada ao acolhimento de crianças e jovens vários anos, o que me tornou mais sensivel para esta realidade.

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Hoje os  meus filhos sairam de casa de pijama, porque sabem que esta é uma causa a defender e que juntos podemos mudar o mundo! Na escola sensibilizei os meus alunos da importância de ajudar os meninos que não têm a mesma sorte que eles, para que possam viver numa família. Acredito que os pais também o compreenderam, pois a adesão foi grande e a colaboração na casinha mealheiro, cinco estrelas! Vivemos momentos deliciosos, que serão irradiados para a vida das crianças que ainda não encontraram um lar. Hoje crianças sonharam e o sonho irá realizar-se… Hoje tivemos o previlégio de espalhar a mensagem, mesmo aos mais destraídos. Sim, ainda exitem…!

Acredito plenamente que é missão de todos nós, dar a mão a causas nobres e defensoras de Direitos consagrados e que, custe o que custar, têm que ser cumpridos.  Existem várias formas de ajudar, basta identificar uma das muitas opções e por mãos à obra. Segundo a Mundo de Vida, o seu objetivo é “chegar a cada vez mais portugueses para juntos, passo a passo, criança a criança. abraço a abraço, criarmos um país onde crescer numa família possa ser para cada criança a realidade de cada dia”.

E porque o Natal está à porta, não deixemos passar esta data,  dar um pouco de nós, pela felicidade de mais uma criança. E que muitas estrelas se iluminem, com o sorriso dessa criança!

” A Solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”

(Franz Kafka)

 

Conceição Pereira
Amor d`3ducação
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Alimentação Saudável na infância

IMG_3914Hoje é o dia Mundial da Alimentação Saudável, um dia em que se debate, em que se reflecte sobre o tema e onde todos nós, mais os menos preocupados com a temática acabamos por pensar no assunto.

A alimentação é determinante para a nossa saúde, bem-estar, desenvolvimento emocional, intelectual e social.

Os hábitos alimentares aprendidos durante a infância determinam muitos dos comportamentos alimentares na idade adulta. Geralmente, estas rotinas traduzem-se nas crenças, atitudes e comportamentos parentais /familiares condicionados por factores de ordem económica, social e cultural. Também os factores ambientais, como a escola e os media, têm demonstrado uma grande influência nas praticas alimentares das crianças (Odgen, 2003 cit. Rodrigues de Sousa, 2009). Outros autores defendem que a uma alimentação adequada, começa na barriga da mãe.

A escola é, sem dúvida, um local privilegiado para a promoção de uma alimentação saudável e equilibrada do ponto de vista nutricional. A escola é um local excelente para se transmitirem e e introduzir hábitos alimentares saudáveis. Se pensarmos que a maioria das crianças passam mais tempo na escola, que com a família, percebemos o potencial formativo que existe neste contexto.

Bem sei que o seio familiar é determinante para o enraizamento de muitos destes hábitos, pelo que poderá sempre também um excelente motor para a consolidação de novas práticas alimentares.

Se por um lado as crianças dão bastante permeáveis às mudanças, por outro é necessária uma acção concertada escola-pais e vice-versa para que ambos possam ter sucesso na implementação de hábitos e comportamentos mais saudáveis que resultarão em maior qualidade de vida para adultos e crianças.

Ao realizar algumas pesquisas sobre o tema encontrei um documento interessante sobre o tema, publicado pela DGS (Direcção Geral da Saúde). Esta é uma excelente ferramenta para profissionais de educação e direcções de estabelecimentos, pois dá directrizes  concretas que podem impulsionar melhores práticas alimentares.

Das minhas leituras, identifiquei também uma plataforma muito interessante, que apresenta cinco critérios para a construção de uma boa política alimentar escolar. Pode, sem dúvida, ser o ponto de partida para impulsionar práticas preventivas na promoção da saúde e no bem-estar.

“Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: Amor no coração e sorriso nos lábios”

(Martin Luther King)

Conceição Pereira
Amor d´3ducação
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Espelho meu: Mãe e filha

Está cada vez mais na moda, o look mãe e filha. Basta fazermos uma pesquisa que encontramos fotografias, artigos, sites especializados e inúmeras sugestões.

Tenho que vos confessar que esta moda tem vindo a despertar-me alguma curiosidade!

Quando a minha filha era bebé, comprei uma t-shirt igual para as duas. Na altura, ainda não andava e talvez por isso não tenha sido uma experiência tão divertida para ambas.

Há uns dias aderi à moda…encomendei duas túnicas brancas, com uns folhinhos lindos e em poucos dias chegaram à minha casa. Estava desejosa de experimentar e ver a reacção da minha filha ao ver que estávamos iguais.

A cara dela foi de espanto, surpresa e alegria. Foi uma descoberta incrível… UAU, podemos vestir igual! Começou a saltar e a repetir vezes sem conta: Estamos iguais! Estamos iguais! E lá fomos nós passear as nossas túnicas leves e fresquinhas. O algodão é óptimo e a confecção extraordinária! By SmallGiants.

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Foi uma experiência que não esqueceremos… algo simples, que se vive, que se sente…algo eternamente mágico.

Com quatro aninhos, qualquer criança, quer ser como a mãe, vestir os seus vestidos, calçar os seus sapatos, pintar as unhas e os lábios.. que mãe não gostaria de voltar a ser criança?

Experiências que valem pela vida…

 

 

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Férias à porta

Mais um ano… um projeto…uma sala… um grupo… uma equipa…!

Novas necessidades se aproximam, novos desafios, novas estratégias, novas práticas.

Sempre que inicio um novo ano letivo, encaro-o como uma nova fase da minha vida e acreditem, em mim renasce a essência, que me faz amar cada vez mais o que faço.

Este ano letivo …passou num abrir e fechar de olhos!

No seu decurso tive a sorte de ter com um grupo de crianças fantástico… que acompanhei, aconcheguei, estimulei, incentivei, corrigi, apoiei, mimei, abracei, protegi, compreendi, ajudei, observei, admirei, enfim, que ajudei a crescer mais um bocadinho.

Tive o prazer de privar com pais fabulosos! Atentos, educados, preocupados, informados, sensíveis, afetivos, colaborantes, bem-dispostos, felizes, exigentes … que me receberam de braços abertos e  sempre demonstraram respeito e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido na minha sala.

Tudo isto e muito mais graças ao apoio de uma equipa que permitiu desenvolver o projeto pedagógico. A equipa foi, sem dúvida, a pedra basilar de todo o trabalho desenvolvido!

Terminar um ano letivo é sempre um carrossel de emoções… é reviver várias momentos do ano, é um misto de saudade e alegria, paixão, carinho e felicidade.. e sem margem de dúvida … sentir que a missão foi cumprida….é estar de coração cheio!

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Procuram-se Educadores de Infância!

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Ser Educador de Infância é um “…compromisso de cada indivíduo, consigo próprio e com um projecto claro de vida…” (Carneiro,2003).

Para ser educador de infância, ao contrário do que muitas pessoas ainda pensam, é necessário ter formação especifica na área do desenvolvimento da criança e em pedagogia. Além destas, é igualmente importante a conjugação do perfil adequado com um amor pelo o que se faz, quanto a mim, indispensável.

Do educador é esperado que assegure e acompanhe o crescimento integral das suas crianças, guiando-as até à sua própria aprendizagem, facultando-lhes instrumentos para explorar, descobrir, integrar, desenvolver, interagir, evoluir… Ser educador é ser condutor de aprendizagens, é proporcionar experiências enriquecedoras, é estar em permanente busca, estar comprometido e solidário com o seu projecto, com a sua missão, onde cada criança é uma criança, um mundo, uma visão do futuro.

Ao longo dos anos, a nossa profissão tem vindo a adquirir um lugar próprio e uma importância na educação da Infância, sendo indispensável e insubstituível. A legislação também tem vindo a orientar e enquadrar as questões da infância, contribuindo assim para a valorização dos vários contextos de educação.

No entanto, continuamos a assistir á desvalorização desta categoria profissional, confundindo-se funções e formações, no que toca ao recrutamento e contratação de educadores de infância . Com o aumento da taxa de desemprego e o crescente número de Educadores de Infância à procura de uma oportunidade, assistimos a uma decadência assustadora e preocupante. Muitos, conscientes, conseguem assumir-se com poupa e circunstância e refutar ofertas descabidas, outros porém, em meio ao naufrágio, agarram-se à primeira bóia que lhes atiram. Compreensível, porém inaceitável! 

Tenho acompanhado vários grupos de emprego e algumas das mensagens e comentários ilustram bem o desassossego, a inquietude, a turbulência que se vive nesta área. É inadmissível, um profissional que tem nas mãos tal responsabilidade, de quem dependem vidas, a quem se pede que observe, avalie, faça diagnósticos de necessidades, planifique atividades, organize os espaços e os materiais, mobilize e faça gestão de recursos, crie e mantenha as necessárias condições de segurança, de acompanhamento e de bem-estar das crianças, organize festas e respetivos adereços, planei, organize e acompanhe passeios, prepare e desenvolva reuniões … não ser reconhecido de acordo com o seu perfil de funções. E ainda há quem acredite que está é uma área de trabalho simples e que pode ser desempenhada por qualquer pessoa que “goste de crianças” e/ou com “experiência da maternidade”.

Sinceramente… há que lutar pela nossa dignidade e mudar as cores da nossa história.Espero ardentemente que todos os educadores assumam o seu papel, defendam as suas ideias, marquem suas fronteiras, questionem e essencialmente aprendam a ser profissionais informados,  experientes e com vontade de ser a cada dia melhores pessoas

Na vida é preciso ter coragem para ser diferente e muita competência para fazer a diferença!

Conceição Pereira
Amor d`3ducação
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A minha sala…

IMG_3658Na minha sala tenho janelas, paredes brancas, lisas, imensa luz..

Na minha sala risco, rabisco, invento, danço, canto, suspiro, pinto, respiro…

É uma sala onde reina a curiosidade, a vontade de saber, a descoberta, a vida em estado puro…

Nesta sala há cores, sabores, ritmos, símbolos, afetos, alegrias, paz, emoções…

Na minha sala ensino e aprendo, penso e ajudo a pensar,  proponho experiências que dão outro sentido à vida…

Na minha sala batem dezoito corações, que bombeiam a esperança e a coragem…

Na minha sala tenho olhos que me inspeccionam, observam e que me dizem sempre: gosto de ti…

Nesta sala, há muitos sons, palavras, paixões, ilusões, anseios, certezas e também desilusões…

Na minha sala há partilha, silêncio, repouso e movimento…

Na minha sala há verdade, vontade, sinceridade e desejo de crescer e fazer melhor…

Na minha sala há uma porta, que nos leva a outras salas, a outros mundos e que nos permite regressar, a este lugar, que é nosso, tão real, aconchegante, contentor e securizante…

Na minha sala observo, imagino, sinto, toco…

Na minha sala há uma janela…grande e transparente… por onde vejo um Mundo diferente… e é esta perspetiva que me permite sonhar e acreditar que tudo posso concretizar!

Conceição PereiraAmor d´3ducação